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Colégio no Morumbi recebe filhos de funcionários do Albert Einstein

300 alunos entre 3 e 13 anos estão inscritos para passar o dia no local enquanto os pais trabalham no hospital

Por Humberto Abdo - 3 abr 2020, 06h00

O Colégio Miguel de Cervantes, no Morumbi, passou a receber filhos de médicos, enfermeiros e técnicos do Hospital Albert Einstein durante o turno dos pais. Após a demanda dos funcionários da unidade hospitalar e como parte das iniciativas da instituição durante a pandemia, o Einstein fechou parceria com o colégio para desenvolver em suas dependências atividades para crianças que não são alunas de lá. Elas começaram em 25 de março e são para estudantes da rede privada e pública.

Mais de 300 alunos entre 3 e 13 anos foram inscritos para passar o dia no local enquanto os pais trabalham no hospital, a pouco mais de 1 quilômetro do colégio. As crianças menores de 3 anos continuam na creche do Einstein, que conseguiu autorização especial do governo para ficar aberta.

Elas ficam acomodadas em 60 000 metros quadrados, que costuma abrigar mais de 1 500 alunos durante o ano letivo, e são recebidas no período da manhã ou da tarde. Nos primeiros dias, como teste, têm participado cerca de oitenta crianças. “Começamos a operar devagar para poder nos estruturar, mas os próprios pais estão se organizando e a cada dia compareceram mais crianças”, explica Felipe Spinelli de Carvalho, diretor-superintendente de ensino do Einstein.

Elas são higienizadas frequentemente e alunos com sintomas de gripe não podem permanecer no local. “Álcool em gel a todo momento e uma cadeira livre entre cada criança nas refeições”, enfatiza Spinelli, ao falar das medidas de prevenção. As salas são divididas por idade, com no máximo oito crianças, tomando cuidado para que não haja contato entre elas.

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A infraestrutura do colégio compreende quadras e parquinhos, espaços usados para brincadeiras ao ar livre. O hospital fornece o material escolar e os brinquedos, além de cinco refeições servidas ao longo do dia. Voluntários recrutados pelo próprio hospital conduzem atividades como leitura, teatro, cantigas de roda e, para os mais velhos, um período para retomar os estudos da própria escola, caso tenham material on-line. Se o projeto ultrapassar 300 alunos, o Visconde de Porto Seguro também se dispôs a participar da iniciativa.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 8º de abril de 2020, edição nº 2681.

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