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Alckmin não descarta participação de outros policiais em chacina

PM e ex-PM suspeitos de participar dos assassinatos na Pavilhão Nove foram presos nesta quinta (7)

Por Veja São Paulo
Atualizado em 1 jun 2017, 16h53 - Publicado em 7 Maio 2015, 16h11

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não descarta a participação de outros policiais militares na chacina que matou oito pessoas na sede da Pavilhão 9, torcida organizada do Corinthians. Na manhã desta quinta (7), um PM e um ex-PM foram presos por suspeita de participação no crime. “A chacina deve ter outros (policiais), mas só dois foram presos”, disse.

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A Justiça decretou a prisão dos dois a pedido do setor de investigações de chacinas do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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De acordo com as investigações, o ex-policial Rodney Dias dos Santos, de 42 anos, que atuaria no tráfico de drogas na região da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, na Zona Oeste de São Paulo, é apontado como orquestrador do crime. Ele teria mandado executar Fábio Neves Domingos, de 34 anos, ex-presidente da Pavilhão 9, após um desentendimento. A Polícia Civil ainda investiga se o motivo está relacionado com uma possível dívida ou disputa por pontos de venda.

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Com passagem pela polícia, Santos também teria participado diretamente da chacina, junto com comparsas. Segundo as investigações, ele foi até a unidade da torcida organizada e atirou contra as vítimas. O ex-PM foi preso em casa, na Grande São Paulo. O outro suspeito é o soldado da Polícia Militar Walter Pereira da Silva Junior, que atua em Carapicuíba, preso no batalhão enquanto trabalhava.

Chacina corinthians pavilhão nove
Chacina corinthians pavilhão nove ()

Alckmin destacou a importância do trabalho de investigação da corregedoria da Polícia Civil e afirmou que o agente na ativa será “punido exemplarmente”.

+ “Tenho dois filhos para criar”, disse vítima de chacina

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Logo após a chacina, os policiais descartaram a hipótese de briga entre torcidas organizadas e apontaram o tráfico como a principal linha de investigação. Uma semana depois, a Polícia Civil passou a investigar a participação de PMs no caso. O DHPP e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), no entanto, tentaram desmentir a informação.

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“No começo, você não tinha nenhuma evidência de envolvimento de policiais”, justificou Alckmin, durante visita a obras da Linha 5-Lilás, do Metrô (Estadão Conteúdo).

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