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Mausoléu do Ator abriga restos mortais de pelo menos 26 artistas

A sepultura no Cemitério São Paulo, entretanto, recebe poucos cuidados

Por Adriana Farias 29 jun 2018, 06h00

Desde os anos 50, o Mausoléu do Ator, no Cemitério São Paulo, na Zona Oeste, abriga os restos mortais de figuras do meio artístico — hoje, são pelo menos 26 —, como atores, bailarinas e profissionais do circo. Em uma das placas que adornam o jazigo lê-se um romântico tributo: “Senhor Julio Ribeiro em homenagem a sua amada esposa Rita, que tanto amava o teatro”. Construída pelo escultor italiano Antelo Del Debbio (1901-1971), a sepultura foi doada ao extinto espaço de acervo Casa do Ator e recebia artistas que não tinham onde ser enterrados. Ali descansam, por exemplo, o intérprete Nino Nello e o diretor de teatro italiano Alberto D’Aversa.

Segundo a prefeitura, o último sepultamento, de Lucila Freire de Brito, ocorreu em 1996. Atualmente, a estrutura mal recebe cuidados de familiares. A administração do cemitério colocou uma laje de concreto para que a construção não ficasse totalmente aberta. O ator Carlos Palma, 62, voluntariamente limpa a área e deposita flores. “Já roubaram duas máscaras de bronze e o portão foi violado”, reclama.

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