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Jovens católicos limpam pichações nas paredes da Catedral da Sé

Frases como "se o papa fosse mulher, o aborto seria legal" foram escritas na igreja após ato contra o Projeto de Lei 5.069/2013, que dificulta o acesso ao aborto legal às vítimas de estupro

Por Veja São Paulo 1 nov 2015, 16h05 | Atualizado em 5 dez 2016, 11h55
Catedral da Sé - pichações - Dom Odilo
Catedral da Sé - pichações - Dom Odilo (Veja São Paulo/)
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Um grupo de jovens católicos de diversas paróquias se reuniu neste domingo (1º) para limpar a Catedral da Sé, no centro. Os muros estavam tomados por pichações favoráveis ao aborto. Frases como “se o papa fosse mulher, o aborto seria legal” e “tire seus rosários dos meus ovários” estavam entre as mensagens.

+ Saiba mais sobre a manifestação contra o projeto de lei

A igreja amanheceu pichada após manifestação realizada na última sexta (30) contra o Projeto de Lei 5.069/2013, de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A proposta dificulta o acesso ao aborto legal às vítimas de estupro. Padres que administram o templo repudiaram o ato de “vandalismo”.

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Na missa desta manhã, Dom Odilo Scherer, cardeal e arcebispo de São Paulo, lamentou o ocorrido. “A Igreja seguirá proclamando com firmeza e serenidade a Palavra de Deus”, disse. Segundo Scherer, quem luta pelo respeito à mulher deve lutar também pela dignidade da vida não nascida. 

Em nota, a Arquidiocese de São Paulo destacou o valor arquitetônico e artístico das instalações da Catedral da Sé e denominou a ação dos manifestantes como uma “provocação destrutiva”. “A liberdade de expressão, reivindicada historicamente pela Igreja Católica em nosso país, não justifica ato de vandalismo”, diz um trecho do texto.

+ Taís Araújo é alvo de ataque racista na internet

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Uma das organizadoras do protesto, a programadora cultural Jaqueline Vasconcellos disse que o ato não representa o pensamento da manifestação. “Mas entendemos e nos solidarizamos com as mulheres que se manifestaram contra a instituição. Entendemos que a Igreja Católica é um instrumento do patriarcado”, afirmou. Jaqueline disse, porém, que não é “contra nenhuma religião”.

 

 

 

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