Caso Ruy Ferraz: SSP diz ter identificado motivo de assassinato de ex-delegado geral
Secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico, disse que atuação de agente morto em prisões de criminosos levou bando a planejar morte
A Polícia Civil de São Paulo prendeu três homens suspeitos de envolvimento direto no assassinato do ex-delegado-geral de Polícia Ruy Ferraz, dia 15 de setembro de 2025, em Praia Grande, no litoral paulista. De acordo com o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a suspeita da causa do assassinato seria o histórico de atuação do delegado no combate ao crime organizado. “Os três presos hoje eram assaltantes de banco presos pelo delegado em 2005”, disse o secretário.
“Não vamos desistir enquanto não acharmos o mandante desse crime. Os cinco alvos de hoje fazem parte do topo do comando, o que nos leva a crer que estamos muito próximos de fecharmos esse quebra cabeça”, acrescentou Nico.
Conforme a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os detidos na operação pertencem ao PCC.
“Todos eles já foram presos e estão envolvidos em crimes de assalto a banco, crimes contra o patrimônio, organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro”, declarou a delegada.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e cinco de prisão. Dois dos alvos continuam foragidos, sendo que um deles segue procurado em São Paulo e outro fugiu para fora do país logo após o cometimento do crime.
“Agora está faltando a última peça, de quem foi a pessoa que colocou esse mecanismo todo para funcionar. Nós já temos a logística do crime e da execução, e estamos muito perto de chegar de quem ordenou a execução”, disse o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, Ronaldo Sayeg.
O delegado comentou que a investigação ainda não acabou. O próximo passo é analisar documentos e celulares apreendidos nesta fase, além de colher o depoimento dos presos.
Detalhes das prisões
Segundo o DHPP, os três homens presos hoje estão diretamente ligados ao crime, já que participaram da articulação e execução do assassinato.
Um deles, apontado como apoio estratégico e logístico, foi capturado na região de Interlagos, na zona sul da capital. Outro suspeito foi preso em Jundiaí, no interior paulista.
As investigações indicam que ele é um dos líderes da organização criminosa e é apontado como um dos articuladores da execução do ex-delegado.
Já o terceiro detido, localizado em Mongaguá, também exerceu a função de articulador logístico e operacional, com atuação no apoio à fuga, no fornecimento de materiais e na manutenção dos vínculos entre os envolvidos.
Na primeira fase da apuração, o DHPP já havia identificado e prendido dez envolvidos, com o indiciamento de 13 suspeitos. A partir da análise de depoimentos, celulares e documentos apreendidos, além da quebra de sigilo telefônico e telemático e da identificação de veículos e imóveis usados pelos investigados, os policiais conseguiram chegar a novos suspeitos de envolvimento com a morte do ex-delegado.





