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Caso Gisele: marido será investigado por suspeita de feminicídio

Inicialmente a morte foi registrada como suicídio, porém, após exumação, o caso é apurado como morte suspeita

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
11 mar 2026, 12h51 •
Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves Santana
O casal vivia junto desde 2024 (Instagram/Reprodução)
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  • A morte da policial militar Gisele Alves Santana passou a ser considerada morte suspeita e deve ser investigada como feminicídio. O marido dela, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é o principal suspeito.

    A PM foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no dia 18 de fevereiro, dentro do apartamento que dividia com o marido no Brás, região central da capital. Inicialmente, a polícia tipificou como suicídio, porém a análise foi contestada pela família da vítima.

    Os familiares informaram que Gisele sofria violência psicológica dentro do casamento e o laudo necroscópico, obtido pelo site Metrópoles,  revelou a presença de lesões no pescoço e rosto da vítima, apresentando sinais de que ela teria desmaiado pouco antes de ser baleada na cabeça.

    A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirma que a “Polícia Civil já colheu depoimentos e aguarda laudos complementares para subsidiar as investigações. O caso é rigorosamente apurado, sob sigilo, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar.”

    Entenda o caso

    Morte policial
    Gisele recebeu socorro, mas não resistiu aos ferimentos (Instagram/Reprodução)
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    Gisele foi encontrada morta no apartamento onde morava com o marido no Brás. Ela foi encaminhada em estado gravíssimo ao Hospital das Clínicas, mas morreu por traumatismo cranioencefálico.

    Em depoimento, Geraldo disse que no dia eles brigaram porque ele falou que queria se separar. Ele alegou que após isso foi tomar banho, escutou o tiro e quando saiu do banheiro encontrou Gisele ferida na sala, com uma arma dele na mão. A família da PM contesta essa versão.

    Na última sexta-feira (6), a Justiça de São Paulo autorizou o pedido da Polícia Civil e do Ministério Público para exumar o corpo da soldado. A exumação foi feita pelo Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Técnico-Científica para auxiliar nas investigações.

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