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Carrefour interrompe horário nobre para falar sobre morte de João Alberto

"O dia mais triste da história do Carrefour", diz empresa em nota veiculada em cadeia nacional

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 20 nov 2020, 22h36 - Publicado em 20 nov 2020, 22h30

O Carrefour divulgou nota de esclarecimento em horário nobre nesta sexta-feira (20) para falar sobre a morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos. Ele foi espancado até a morte por dois homens em uma unidade da rede em Porto Alegre na noite da última quinta (19).

No comunicado, veiculado em cadeia nacional, a empresa disse que todo o resultado das lojas no Brasil nesta sexta-feira será revertido para projetos de combate ao racismo.

O assassinato de João, um homem negro, na véspera do Dia da Consciência Negra, fez eclodir protestos ao redor do país. Em São Paulo, manifestantes destruíram a fachada de uma loja do supermercado na rua Pamplona, nos Jardins.

Veja a nota na íntegra:

Este dia, que deveria ser um dia marcado pela conscientização da inclusão de negros e negras na sociedade, está sendo o mais triste da história do Carrefour. 

Palavras não expressarão nossa angústia com a brutalidade. 

Daremos todo apoio à família de João Alberto Silveira Freitas e, em respeito a ele, nossa loja de Passo D’areia fechou hoje e permanecerá fechada amanhã. 

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Além disso, todo o resultado das vendas de hoje das lojas Carrefour Hipermercados será doado para entidades ligadas à luta pela consciência negra.

Amanhã, abriremos mais tarde para reforçarmos o treinamento antirracistas com todos os nossos funcionários e terceiros. 

Continuaremos com a nossa transparência, informando os próximos passos.

Nada trará a vida de João Alberto de volta, mas estamos certos de que este momento de profundo pesar se converterá em ações concretas que impedirão que tragédias como essa se repitam. 

Em respeito à memória de João Alberto Silveira Freitas.

 

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