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Manifestantes destroem fachada de Carrefour da Rua Pamplona

Caso ocorre após morte de homem negro em unidade da rede

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 20 nov 2020, 19h18 - Publicado em 20 nov 2020, 19h11

Após a morte de João Alberto Silveira Freitas, 40, espancado em um mercado do Carrefour em Porto Alegre, manifestantes que participavam de um ato pelo Dia da Consciência Negra depredaram uma unidade da rede na Rua Pamplona, em São Paulo nesta sexta-feira (20). Houve confusão e vidros da fachada foram quebrados.

A morte de João ocorreu na quinta-feira (19). Os agressores têm 24 e 30 anos e são um policial militar e um segurança de loja. Eles foram presos em flagrante suspeitos de homicídio doloso. A investigação trata o crime como homicídio qualificado. De acordo com a Brigada Militar, o espancamento começou após um desentendimento entre João Alberto e uma funcionária do supermercado Carrefour, na zona norte da capital gaúcha. Ele teria ameaçado a funcionária, que chamou a segurança.

O ato da Consciência Negra desceu a Rua Pamplona, na região da Paulista e passou na frente de um Carrefour que fica dentro do Jardim Pamplona Shopping. Segundo a CNN Brasil, um pequeno número de pessoas que participava da manifestação conseguiu levantar os portões do shopping, que estavam fechados.

O Carrefour ficava logo depois destes portões. Os manifestantes quebraram vidros da fachada do estabelecimento e também derrubaram produtos das prateleiras.

Pelas redes sociais nesta sexta, o CEO mundial da empresa, o francês Alexandre Bombard, afirmou que “medidas internas foram imediatamente tomadas pelo Grupo Carrefour Brasil, principalmente em relação à empresa de segurança contratada. Essas medidas são insuficientes. Meus valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência”.

E ele continua: “Gostaria de expressar meus profundos sentimentos, após a morte do senhor João Alberto Silveira Freitas. As imagens postadas nas redes sociais são insuportáveis. Espero que o Grupo Carrefour Brasil se comprometa, além das políticas já implantadas pela empresa. Peço, neste sentido, que seja realizada uma revisão completa das ações de treinamento dos colaboradores e de terceiros, no que diz respeito à segurança, respeito à diversidade e dos valores de respeito e repúdio à intolerância”.

 

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