Clique e assine por apenas 6,90/mês

Médico cria boneco de garrafa pet para ensinar massagem cardíaca

Cardiologista Agnaldo Psipico organizou ação para ensinar 5 000 estudantes de São Paulo a salvar vidas 

Por Alessandra Freitas - Atualizado em 1 Jun 2017, 16h50 - Publicado em 29 May 2015, 21h23

Ao apertar uma garrafa pet vazia para chamar a atenção de seu cachorro em uma brincadeira, o cardiologista Agnaldo Pispico se lembrou de uma conhecida pressão que executa na carreira. “A garrafa ofereceu a mesma resistência que o tórax em uma massagem de ressuscitação cardíaca”, conta o médico. A partir disso, a criatividade de Psipico deu origem a um boneco inédito, apelidado de “Guizinho”.

+ Casagrande sofre infarto e está internado na UTI

Feito de garrafa pet vazia, camisa velha, isopor ou jornal e grampeador, o molde é uma inovação em treinamentos de compressão torácica, já que os modelos utilizados atualmente custam entre 100 e 100 000 dólares. No Congresso de Cardiologia, realizado no Transamérica Expo Center entre os dias 4 a 6 de junho, mais de 5 000 crianças de onze a quinze anos de escolas públicas da capital estão sendo esperadas para aprender a salvar vidas com o personagem.

guizinho
guizinho

Os cinquenta colégios envolvidos até agora no projeto estão produzindo os bonecos em oficinas de arte. A ideia é que as crianças e jovens que tomarão parte na iniciativa levem suas próprias confecções no dia do treinamento e, depois, voltem com eles para suas casas, onde replicarão o que foi aprendido. A expectativa é que o número de participantes no treinamento irá bater o recorde do Rank Brasil – o livro brasileiro dos recordes – na categoria. Um juiz será enviado para acompanhar a ação no Transamérica. Se o resultado for alcançado, o cardiologista irá buscar o recorde mundial em 2017.

+ Número de fumantes no Brasil cai 30,7% em nove anos

O objetivo da ação é capacitar as pessoas cada vez mais cedo para socorrer alguém que sofra de parada cardíaca. Segundo Pispico, há uma morte a cada um minuto e meio no Brasil, o que equivale a cerca de 720 pessoas. Com o treinamento, é possível aumentar em até quatro vezes a chance de sobrevida.

 

Publicidade