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Capela dos Aflitos: arqueólogos encontram novas ossadas no sítio da Liberdade

Novo achado aconteceu na quarta (19)

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20 nov 2025, 17h39 • Atualizado em 20 nov 2025, 17h46
Parte de novas ossadas encontradas na Capela dos Aflitos
Parte de novas ossadas encontradas na Capela dos Aflitos (Zanettini Arqueologia/Divulgação)
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  • Um novo achado arqueológico foi descoberto nesta quarta-feira (19) na Capela dos Aflitos, na Liberdade, durante as obras de restauro, que estão sendo acompanhadas pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH).

    Segundo a gestão municipal, foram encontrados restos mortais de cinco a dez pessoas. Os arqueólogos responsáveis ainda não conseguem determinar com precisão o número de indivíduos, por conta da fragmentação de algumas ossadas. Por isso,  o material será analisado em laboratório após discussão prévia com representantes de comunidades negras vinculadas à memória da Liberdade.

    O processo segue o acordo entre a Arquidiocese de São Paulo, o comitê gestor da obra e lideranças comunitárias, o qual prevê que apenas remanescentes fora de sepulturas sejam removidos para análise. Após o estudo, o material será novamente sepultado na própria capela.

    Eles foram escavados em duas áreas, uma com um metro de profundidade com cinco sepultamentos estruturados, além de outro a menos de 50 centímetros, localizado perto da antiga sacristia, com um conjunto de ossos desestruturados.

    Também foram revelados fragmentos de cerâmica, louça e enxoval funerário também foram identificados, além de um indivíduo que apresentava adorno e colar, indicando provável importância para sua comunidade.

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    Sítio arqueológico

    Capela na rua dos Aflitos, onde havia um cemitério de indígenas e escravizados
    Capela na rua dos Aflitos, onde havia um cemitério de indígenas e escravizados (Museu dos Aflitos/Divulgação)

    Os primeiros achados foram descobertos em 2018, quando escavações ao lado da capela revelaram nove remanescentes humanos, alguns com colares de contas associados a tradições africanas. A partir daí, o terreno foi desapropriado pela Prefeitura e o local reconhecido como sítio arqueológico. 

    As escavações confirmam o uso histórico da área como parte do Cemitério dos Aflitos, considerado a primeira necrópole paulistana e ativo entre o final do século XVIII e XIX. Ele era destinado ao sepultamento de pessoas marginalizadas pela sociedade, como condenados à morte, pobres, indígenas e pessoas escravizadas.

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    Já a Capela dos Aflitos foi construída em 1779 em taipa de pilão. Em 2025, começam novas ações de preservação nela e no Beco dos Aflitos, incluindo restauração estrutural e revitalização do entorno.

     

     

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