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Câmara de SP aprova projeto de lei que proíbe propaganda de bets em eventos esportivos

PL prevê multa de R$ 50 mil por infração; texto ainda passa por segunda votação e audiência pública

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 set 2026, 19h57
Câmara dos Vereadores vista de baixo para cima
Fachada da Câmara Municipal (Alexandre Schneider/Divulgação)
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A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (23), o projeto de lei 560/2025, que proíbe a publicidade de apostas esportivas e digitais em eventos esportivos realizados na capital paulista. De autoria do vereador João Jorge (MDB) e coautoria de outros 18 parlamentares, o texto ainda precisa passar por uma segunda votação, após uma audiência pública com famílias endividadas, empresas do setor e clubes de futebol.

O PL veta a exposição de marcas, símbolos ou mensagens promocionais de bets, de forma direta ou indireta, em eventos esportivos promovidos por entidades públicas ou privadas na cidade. A proibição inclui placas e painéis em arenas, ginásios e estádios, espaços no transporte coletivo municipal e locais públicos sob gestão da Prefeitura.

A proposta também obriga o Poder Executivo a promover campanhas educativas sobre os riscos financeiros, sociais e de saúde mental das apostas voltadas a crianças e adolescentes, em escolas, redes sociais e canais oficiais da prefeitura.

Os infratores estarão sujeitos a multa de 50 000 reais por ocorrência e suspensão da licença de funcionamento por até 30 dias. Em caso de reincidência, ficam proibidos de realizar eventos esportivos na cidade por até dois anos. Os valores arrecadados serão destinados a campanhas de prevenção ao vício em bets e ao esporte educativo. Empresas e organizadores terão 90 dias, após a publicação da lei, para se adequar às novas regras.

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A aprovação ocorre em meio à discussão, no governo federal, de uma medida provisória que restringiria as bets no país. Na semana passada, clubes e federações de futebol, entre eles Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, divulgaram nota conjunta argumentando que o fim dos patrocínios de apostas pode levar agremiações a dívidas.

Os gastos dos brasileiros com apostas saltaram de 50 bilhões de reais em 2023 para 240 bilhões de reais em 2024, com projeção de R$ 400 bilhões de reais para 2026, segundo estimativa citada do Banco Central.

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