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Câmara de SP aprova mudança de nome da Rua Peixoto Gomide

Homenageado assassinou a própria filha em 1906; Projeto de Lei almeja trocar nome da via para Sophia Gomide

Por Laura Pereira Lima 19 mar 2026, 11h32 •
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Silvia da Bancada Feminista, autora do PL que busca alterar nome da Rua Peixoto Gomide (Reprodução/Reprodução)
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  • A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta quarta (18), um projeto de lei que altera do nome da Rua Peixoto Gomide, nos Jardins, para Rua Sophia Gomide. O PL, que registrou 33 votos a favor e nenhum contra, deve passar por uma segunda votação antes de ser encaminhado para sanção do prefeito.

    O PL 482/2025, de autoria da vereadora Silvia da Bancada Feminista (PSOL) e coautoria de Luna Zarattini (PT), busca retirar a homenagem feita ao advogado e político que matou a filha de 22 anos, Sophia, em 1906. Ele se suicidou em seguida e foi homenageado com o nome da rua em 1914.

    O projeto integra a campanha “Feminicida não é herói“, que inclui o PL 483/2025, visando proibir a nomeação de ruas, pontes e logradouros públicos com nomes de pessoas condenadas por feminicídio.

    A proposta também visa renomear vias existentes que homenageiam feminicidas. Além de nome de rua nos bairros da Bela Vista e Jardim Paulista, Peixoto Gomide também nomeia uma escola em Itapetininga. 

    Filicídio em 1906

    No dia 20 de janeiro de 1906, Peixoto Gomide, então presidente do Senado do Estado de São Paulo, se retirou da mesa de almoço em direção à sala de estar, onde a filha, Sophia, estava bordando. Ele encostou uma arma na testa da jovem de 22 anos e disparou, causando morte instantânea.

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    Em seguida, caminhou para a sala ao lado, sentou-se ao piano e se suicidou com um tiro na cabeça. A cena foi descrita em 2021, em um artigo publicado na revista Quatro cinco um pela pesquisadora Maíra Rosin.

    Sophia se casaria em duas semanas com o poeta e promotor público Manuel Batista Cepelo e foi velada com o vestido de noiva. Especulações da época sugeriram que o motivo do assassinato teria sido a oposição radical ao relacionamento dos dois. Outras hipóteses apontam que Manuel Batista Cepelos seria filho ilegítimo de Peixoto Gomide, que não teria suportado a ideia de um relacionamento incestuoso em sua casa.

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