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Covas se irrita com pergunta em sabatina: “Gostam de acabar com a vida do meu vice”

Jornalistas questionaram prefeito sobre Ricardo Nunes; candidato alega não haver denúncia contra o parceiro de chapa

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 24 nov 2020, 16h31 - Publicado em 24 nov 2020, 16h00

O prefeito Bruno Covas (PSDB) discutiu com jornalistas durante uma sabatina realizada nesta terça-feira (24) na Rádio CBN. O momento ocorreu após os membros da bancada questionarem o tucano sobre sua escolha para vice na chapa, o vereador Ricardo Nunes.

O candidato afirmou que acreditava que sua gestão precisava de mais presença feminina, então perguntaram o motivo de Covas não ter escolhido uma vice. “Não sei quem apostou que minha vice seria mulher. Até queria, mas escolhi um representante que representasse os dez partidos que me apoiaram desde o primeiro turno”, respondeu o tucano.

Na sequência o jornalista Fernando Andrade comentou sobre o caso envolvendo o vereador e sua esposa, Regina Carnovale, em que houve o registro de um boletim de ocorrência em 2011 após supostas ameaças de Nunes contra a mulher em um momento de separação. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo em outubro.

“Impressionante como vocês são pautados pela propaganda do PSOL”, rebateu Covas fazendo referência à campanha de Guilherme Boulos. “Eu fico horrorizado. Vocês gostam de acabar com a vida do meu vice sem nenhuma denúncia”. Em seguida a jornalista Fabíola Cidral também entrou no assunto. “Foi uma ameaça e injúria, uma discussão. Foi um B.O registrado pelos dois”.

“Não houve nenhuma agressão. A Fabíola está informada”, rebateu Covas. “É fácil acabar com os outros. É importante lembrar que não há nenhuma denúncia. Houve um desentendimento, os dois procuraram a polícia. Ela mesmo já disse que não há nenhuma agressão. É esporte nacional acabar com o currículo com as pessoas”.

Em seguida o jornalista Bernardo Mello Franco leu um trecho do boletim de ocorrência. “Inconformado com a separação, Ricardo Nunes não lhe dá paz, vem efetuando ligações proferindo ameaças, envia mensagens ameaçadores todos os dias… Esse é o relato da esposa do vereador”.

“Ela mesmo depois disse que nada nunca aconteceu. Estão casados há mais de 10 anos”, disse Covas. “Bom aí é uma questão de um casal que a gente não tem que se meter, mas o que chama atenção…”, disse Fabíola. Em seguida o tucano interrompeu: “Se tem agressão a gente tem que se meter sim”. “Agressão verbal é uma agressão. Se tem uma coisa que as mulheres enfrentam desde sempre são agressões que podem não ser físicas mas são fortes e a gente enfrenta desde sempre”.

 

 

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