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Ator negro é morto a tiros e família aponta motivação racista

Bruno Candé Marques tinha 39 anos e morreu após ser alvejado por quatro tiros

Por Redação VEJA São Paulo - 27 Jul 2020, 13h48

Bruno Candé Marques, de 39 anos, morreu assassinado em Loures, nos arredores de Lisboa, em Portugal, no sábado (25). De acordo com as informações dos jornais locais, o ator português saiu para passear com sua cachorra e se sentou em um banco quando um homem idoso atirou quatro vezes contra ele. 

Segundo a imprensa portuguesa, o mesmo homem já havia ameaçado Bruno com insultos racistas. O Jornal de Notícias noticiou que, três dias antes do crime, o assassino bateu na cachorra do ator e teria dito a ele que voltasse à sua terra e o ameaçou de morte. O homem foi impedido de deixar o local por pessoas que passavam por ali até a chegada da polícia.

Bruno tinha três filhos, de 7, 6 e 3 anos. Ele pertencia à companhia de teatro Casa Conveniente desde 2010. Na TV, fez participações em novelas, como “Única mulher”, da TVI.

Bruno Candé Marques
Reprodução Redes Sociais/Veja SP

“Fica evidente o caráter premeditado e racista deste crime hediondo. Os filhos, a família e amigos do Bruno Candé Marques perderam um pai, um filho, um irmão e um amigo cuja vida foi ceifada pelo ódio, uma perda irreparável. Prestamos homenagem ao Bruno e exigimos que a justiça seja feita de forma célere e rigorosa”, afirma o comunicado da família.

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O jornal Público publicou um editoral nesta segunda-feira (27) em que diz que “o assassino de Bruno era um racista” e que “o caso tem de ser investigado até as última consequências”.

O homem não teve a identidade revelada. O jornal Renascença disse que o homem negou as acusações de racismo e afirmou que a morte teria sido motivado pela discussão que teve com Bruno por causa do animal de estimação.

 

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