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Blocos de São Paulo são multados em mais de R$ 300 mil

Um dos mais tradicionais blocos paulistanos, o Acadêmicos do Baixo Augusta, terá de pagar R$ 220 mil por ter atrasado sua dispersão

Por Estadão Conteúdo - 7 mar 2019, 09h45

A Prefeitura de São Paulo vai multar pela primeira vez os blocos de Carnaval de rua que descumpriram termos do acordo firmado com o poder público. As penalidades definidas até esta quarta (6) ultrapassavam R$ 300 mil.

Um dos mais tradicionais blocos paulistanos, o Acadêmicos do Baixo Augusta, terá de pagar R$ 220 mil por ter atrasado sua dispersão. O bloco deveria ter encerrado o som até as 19h45, mas tocou até 21 horas no domingo de pré-carnaval, dia 24.

Em nota, a diretoria do bloco disse ainda não ter sido notificado sobre a multa. Afirmou ainda ter entregue o plano de segurança, com todas as informações de desfile, “inclusive o horário de término às 21 horas”. Ainda conforme o grupo, há cinco anos o Baixo Augusta termina nesse horário, pois há “imensa frequência de público”, o que teria sido discutido em reuniões com órgãos públicos. O grupo carnavalesco ainda reclamou do cerco à Praça Roosevelt, o que reduziu o espaço para a passagem dos carros. 

O secretário municipal de Cultura, Alê Yousseff, foi um dos fundadores e presidia o Baixo Augusta. Mas se afastou quando assumiu a pasta, em janeiro. Procurado, ele não se manifestou até as 19h30. 

Também por atraso, a Banda do Fuxico terá de pagar R$ 88 mil à Prefeitura. A agremiação disse ter encerrado o desfile às 21h50, no centro, 10 minutos antes do horário que o bloco encerra o desfile há 19 anos. O presidente, José Roberto do Nascimento Silva, disse não saber da multa e vai recorrer da decisão. Ele alega não ter recebido o documento oficial com o novo horário (até as 20 horas) e ressalta ter autorização da SPTuris para encerrar às 22 horas.

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“Como assim multar nosso bloco oficial, que desfila há 19 anos, por falha da logística dos organizadores do próprio carnaval?”, disse. “Vamos provar que estamos certos e não fizemos nada fora da lei.”

O Bloco do Faísca, que saiu no dia 22, na Liberdade, será multado em R$ 22 mil por meio do Sindicatos dos Eletricitários, que organizou o bloco. O motivo foi ter desfilado sem autorização. A reportagem não conseguiu contato com o sindicato.

O Carnamauri, realizado na tarde de 24 de fevereiro, nos Jardins será multado por ter vendido bebidas alcoólicas e abadás, o que é proibido no carnaval paulistano. O valor ainda não definido. Além da multa, o Carnamauri não poderá escolher o trajeto no ano que vem. 

Segundo Fabiano Curi, um dos organizadores, o bloco não foi notificado. Ele disse que a venda de abadás foi “em um evento paralelo, em um espaço particular e feita por terceiros”. “Nós tínhamos uma autorização de Feira Gastronômica. Todas as autorizações necessárias junto aos órgãos públicos competentes foram feitas.”

Já o bloco Meu Glorioso São Cristóvão, que deveria ter saído na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na zona sul, será penalizado por não ter aparecido no local, onde a Prefeitura montou estrutura com banheiros, além de enviar agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Guarda Civil Metropolitana (GCM). A reportagem também procurou o Meu Glorioso São Cristóvão, do Rio. Um dos organizadores do evento em São Paulo é a empresa Pipoca, que não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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