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Grupos pedem pela volta dos blocos de carnaval às ruas de São Paulo

Representantes de grupos que saem pelas vias públicas no Carnaval dizem que não há justificativa para proibir festa agora

Por Guilherme Queiroz
Atualizado em 27 Maio 2024, 22h12 - Publicado em 8 abr 2022, 06h00

Entidades que representam quase 90% dos blocos de Carnaval de rua que desfilam tradicionalmente na capital paulista divulgaram que querem se apresentar no dia 21 de abril, feriado de Tiradentes. A festa pelas vias públicas foi cancelada pela prefeitura de São Paulo por causa da Covid-19 e não foi remarcada. A celebração no Sambódromo do Anhembi, no entanto, está programada para ocorrer entre os dias 21 e 23 de abril.

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No manifesto, chamado de “Carnaval de Rua Livre com Diversidade e Democracia”, o grupo composto de seis entidades afirma que “ficamos em casa o tanto quanto foi possível nos últimos dois anos. Não colocamos o bloco na rua e cumprimos nossa responsabilidade coletiva. Nos dias atuais, o cenário sanitário parece promissor e estável. Festivais, campeonatos esportivos, eventos religiosos e de negócios estão acontecendo normalmente. O sambódromo já está com festa marcada e não há justificativa para proibir Carnaval de rua livre, diverso e democrático, nesse abril de 2022”, afirma o texto do grupo, que representa cerca de 420 blocos de rua da cidade.

“Não podemos aceitar qualquer violência contra o Carnaval. Não podemos aceitar ameaças, censuras, punições ou castrações — físicas ou jurídicas — contra aquilo que é nosso por direito: bater nossos tambores em praça pública. Nossa festa vai tomar forma e vai acontecer nas ruas, esquinas, vielas e praças de nossa cidade”, afirma o comunicado.

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Em posicionamento por meio de nota, a prefeitura de São Paulo respondeu que o Carnaval de rua foi “cancelado”. “O cancelamento permanece em vigor, tanto é que os próprios blocos se anteciparam e optaram pelo cancelamento. Além das medidas expostas acima, acrescentamos que não há mais tempo hábil para organizar desfiles de blocos de rua, evento que exige meses de planejamento antecipado, como é de conhecimento público.”

A gestão Ricardo Nunes (MDB) afirma ainda que “espera que as entidades que representam os blocos de Carnaval de rua respeitem as decisões anteriores e, assim, evitem eventos sem o aval e a organização por parte do poder público para não colocar as pessoas em risco absolutamente desnecessário”.

O Acadêmicos do Baixo Augusta, um dos blocos mais tradicionais da cidade, se apresenta em 24 de abril no Vale do Anhangabaú. Como o Vale está concedido à iniciativa privada, a festa também é considerada assim e não necessitaria da autorização ou da organização pública.

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Publicado em VEJA São Paulo de 13 de abril de 2022, edição nº 2784

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