Bilhete magnético do Metrô deixa de circular nesta semana
Tradicional cartão com tarja preta será aceito até sábado (31); passageiros poderão trocar unidades não utilizadas até janeiro de 2027
São os últimos dias para usar o bilhete magnético no Metrô de São Paulo. Depois de mais de cinco décadas de circulação, o cartão de papel com tarja preta, conhecido como Edmonson, deixará de ser aceito neste sábado (31).
A partir de domingo (1º de novembro), ele não será mais aceito nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.
Quem ainda tiver bilhetes guardados e não conseguir utilizá-los até o prazo poderá trocá-los por passagens com QR Code até janeiro de 2027. Segundo o Governo de São Paulo, o Metrô disponibilizará postos específicos para a substituição. Os endereços e os procedimentos para realizar a troca ainda serão divulgados pela companhia.
A aposentadoria do modelo faz parte da modernização do sistema de bilhetagem. De acordo com o Metrô, a tecnologia utilizada nos bilhetes magnéticos tornou-se obsoleta, com dificuldades de manutenção que inviabilizam sua continuidade.
Como pagar a passagem do Metrô?
Com o fim do bilhete magnético, os passageiros poderão continuar utilizando o Bilhete Único, o cartão TOP e os bilhetes com QR Code, disponíveis em formato digital ou impressos nas estações.
Também é possível pagar a tarifa diretamente nas catracas por aproximação, utilizando cartões de crédito e débito, celulares ou relógios inteligentes compatíveis.
Outra alternativa é comprar passagens pelo aplicativo TOP ou pelo WhatsApp, no número (11) 3777-9456.
Desde o dia 20 de outubro, as máquinas de autoatendimento das estações também começaram a aceitar Pix para a compra de bilhetes unitários com QR Code. A implantação do novo meio de pagamento ocorre de forma gradual nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, com conclusão prevista para sexta-feira (30).
Bilhete era utilizado desde 1974
O modelo Edmonson acompanha o Metrô de São Paulo desde o início de sua operação comercial, em 1974. Seu nome faz referência ao inglês Thomas Edmondson, responsável pela criação de um sistema de bilhetes ferroviários de papel no século XIX.
Com 6,5 centímetros de comprimento e 3 centímetros de largura, o cartão se tornou parte da rotina dos paulistanos. Sua fabricação foi interrompida em 2021, quando o sistema de QR Code passou a substituir os tradicionais bilhetes nas viagens avulsas.






