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Barueri planeja criar seu ‘piscinão de Ramos’

A expectativa é de que o parque e o piscinão sejam abertos ao público em maio de 2018, com entrada gratuita

Por Estadão Conteúdo 24 jul 2017, 09h19 | Atualizado em 5 set 2025, 18h44
barueri
 (Reprodução / Google Street View/Veja SP)
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A 715 metros do nível do mar, a várzea do Rio Tietê deve ganhar, no ano que vem, uma praia artificial inspirada no piscinão de Ramos, inaugurado em 2001 no Rio. Um ambicioso projeto recém-anunciado pela prefeitura de Barueri, na Grande São Paulo, prevê a construção de um parque de 170 000 metros quadrados, com um piscinão para até 50 000 banhistas por dia e um museu da água.

A ideia é ter 10 000 metros quadrados de espelho d’água cercado de areia, a 7 minutos da Rodovia Castelo Branco e a 35 km do centro da capital. A versão carioca tem 25 000 metros quadrados. Segundo a prefeitura, o futuro piscinão de Barueri será abastecido pelo Córrego Cachoeira, afluente do Rio Tietê completamente contaminado hoje e que será despoluído.

“É uma área verde que estava abandonada e começou a ser invadida. O parque será uma referência turística e ambiental da região”, afirma o secretário de Meio Ambiente de Barueri, Marco Antônio de Oliveira, conhecido como Bidu.

O custo estimado é de 49,8 milhões de reais. Apesar da crise econômica do País, a prefeitura afirma ter recursos suficientes para tocar o projeto sozinha, mas vai procurar parceiros privados e públicos, como a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp), que trata a água e coleta o esgoto no município.

A expectativa é de que o parque e o piscinão sejam abertos ao público em maio de 2018, com entrada gratuita. A gestão será da própria prefeitura, que espera manter o espaço com a receita obtida com o locação de lojas em uma praça de alimentação que terá no local.

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O projeto da praia está sendo desenvolvido pela mesma empresa que fez o piscinão de Ramos e detém a patente do modelo e da técnica de limpeza do rio por flotação, como já ocorre nos lagos dos parques Ibirapuera e da Aclimação, na Zona Sul de São Paulo, e na Lagoa da Pampulha, um dos cartões-postais de Belo Horizonte.

“O tratamento será ainda mais sofisticado. Vamos limpar o Córrego Cachoeira e seus sete afluentes dentro do parque para que as pessoas possam ter contato direto com a água sem nenhum risco.

Toda água será reutilizada para irrigação dentro do próprio parque. E, se a prefeitura quiser, poderá esvaziar o piscinão no inverno para realizar outras atividades”, afirma o engenheiro João Carlos Gomes de Oliveira, presidente da DT Engenharia.

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O futuro parque, que se chamará Antônio Furlan, nome do pai do atual prefeito da cidade, Rubens Furlan (PSDB), tem a promessa de ser autossustentável, em relação à água e à energia. Além do piscinão e do museu, que tem previsão de ser inaugurado em junho de 2019, é planejada uma série de atrações educativas, esportivas e de entretenimento.

“Todo o conteúdo do parque relaciona lazer e entretenimento de uma forma educativa e tecnológica, de modo a acelerar consciência ambiental e educacional da comunidade”, explica a arquiteta Patricia O’Reilly, responsável pelo projeto do parque e do museu, cuja arquitetura foi inspirada no formato da água. Será possível, por exemplo, chegar ao museu da água navegando pelos 960 metros do córrego que corta o parque em um barco elétrico, ou visualizar projeções holográficas espalhadas pelo local por meio da tecnologia de realidade virtual.

Outra atração prevista no parque – que deve ter ainda um campo de futebol de várzea e pistas de skate – é uma árvore solar com wifi e energia livres para os visitantes.

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