Bar emite nota fiscal a clientes com #lulalivre e crítica a Sergio Moro

"A gente tem se posicionado desde a prisão de Lula", diz o dono do estabelecimento no Rio, que recebeu enxurrada de críticas e mensagens de apoio

Ponto de encontro de parte da esquerda carioca, o Bar do Omar, localizado no Morro do Pinto, no centro do Rio de Janeiro, causou polêmica entre os internautas após publicar uma nota fiscal do estabelecimento com uma mensagem contra o ministro da Justiça, Sergio Moro, um dos principais nomes do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Um bar pode ter opinião política, um juiz não. Moro lesa-pátria. #lulalivre #bardoOmar #Democracia“, diz o texto impresso na conta dos clientes. O dono do empreendimento, Omar Monteiro Junior, de 29 anos, postou uma foto do texto no último dia 23 no Twitter.

O aviso faz referência às mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, que sugerem que Moro teria dado conselhos a procuradores da Operação Lava Jato na condução de seus processos, um dos quais culminou na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril de 2018.

O estabelecimento foi alvo de várias críticas depois da publicação de Omar. Em entrevista a VEJA SÃO PAULO, o empresário afirmou, no entanto, que os ataques ficaram restritos ao âmbito da internet. “Ninguém veio aqui causar. Nem acredito que isso possa acontecer. Porque é um lugar tão específico que ninguém vai querer subir o morro para poder fazer alguma coisa”, diz.

A iniciativa do empresário também agradou uma outra parte dos internautas e acabou virando jogada de marketing.

Omar contou ainda que o bar traz um engajamento político mais intenso desde a prisão de Lula. A partir daquela época, decidiu usar o local politicamente. “A gente tem se posicionado desde que Lula foi preso, mas defendendo questões sociais no geral”, diz.

Ele falou também sobre a enxurrada de críticas que recebeu depois de ter divulgado a nota, respondidas sempre, segundo o dono do estabelecimento, com bom humor. “Poucos comentários da situação são construtivos. A maioria é ofensa. A gente não responde na mesma moeda. A ideia é reconstruir um diálogo com a sociedade, que tem faltado”, afirma.

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