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Banda Uó: paródias que pretendem algo novo

Grupo de Cuiabá faz sucesso entre moderninhos com mistura de tecnobrega e hits pop

Por Catarina Cicarelli - Atualizado em 5 Dec 2016, 17h38 - Publicado em 10 Nov 2011, 17h35

Você está na balada quando, de repente, ouve uma versão brega de um hit pop qualquer. Antes de sacar do bolso seu aplicativo para iPhone que desvenda o nome das músicas e decretar que o mundo acabou, saiba que se trata da Banda Uó, nova sensação entre moderninhos. Em cerca de um ano, o grupo deixou de ser apenas uma brincadeira na internet e conquistaram mais de 920 mil visualizações no YouTube, além de levar o prêmio de melhor webclipe no último VMB, da MTV.

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A banda é formada pelo publicitário Mateus Carrilho, pelo produtor musical Davi Sabbag e pela promoter Mel Gonçalves, esta transexual que, no palco, encarna a personagem Candy Mel. Surgiu em outubro do ano passado, em um vídeo que Carrilho fez para divulgar uma balada que promovia em Cuiabá, a Festa Uó. “Queríamos fazer algo engraçado e inventamos uma banda fictícia, que levava o nome da festa”, conta. A paródia “Não Quero Saber”, em português, relê “Teenage Dream”, sucesso de Katy Perry.

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O clipe fez sucesso na internet e chegou a ser comentado no Twitter pelo DJ americano Diplo, um dos responsáveis por internacionalizar o funk carioca, e pelo blogueiro Perez Hilton. “Percebemos, então, que aquilo não era mais uma brincadeira e passamos a levar o projeto a sério”, diz Carrilho.

Em dezembro, a Banda Uó abriu em Goiânia um show do Bonde do Rolê que, após ver a apresentação, fez uma proposta para empresariar a turma. Assessorados pelos curitibanos, o grupo gravou em fevereiro o EP “Me Emoldurei de Presente pra Te Ter”, lançado em junho último. Das cinco músicas, a primeira a ser divulgada foi “Shake de Amor”, adaptação de “Whip My Hair”, de Willow Smith, que conta a saga de uma mulher grávida de um rockstar que não deseja assumir a criança. “Quando percebemos, era a história da Luciana Gimenez e do Mick Jagger, mas não foi intencional”, explica Carrilho. O nome do vocalista dos Rolling Stones pode até ser ouvido durante a faixa.

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No VMB, após serem premiados, cantaram com Gaby Amarantos, a “Beyoncé do Brasil”, um dos ícones do tecnobrega. “Queremos quebrar preconceitos”, afirma Carrilho. Apesar de se inspirar no gênero, a Banda Uó diz não se encaixar nele. “Fazemos algo novo. Assim como existiu o new wave, nós criamos o new melody.”

Em São Paulo, o grupo já tocou em lugares como Bar Secreto, Clube Glória, Estúdio Emme e The Society. A próxima apresentação deles na cidade será nesta sexta (11), com uma participação especial do show que Preta Gil faz na The Week.

 

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