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Avenida Vautier, no Canindé: versão light da 25 de Março

Compras populares: podutos a preços baixos e ruas livres de camelôs, via é alternativa

Por Daniel Nunes Gonçalves 18 set 2009, 20h28 | Atualizado em 5 dez 2016, 19h30

Esqueça a multidão disputando espaço com os camelôs nas calçadas, a gritaria dos vendedores, o trânsito infernal e os estacionamentos caros. A 10 minutos de carro da popularíssima Rua 25 de Março, no centro, que chega a receber mais de 1 milhão de visitantes por dia às vésperas do Natal, mais um centro de comércio barato desponta no bairro do Canindé. Trata-se da Avenida Vautier, uma seqüência de cinco quarteirões que se rende às vendas no varejo depois de mais de uma década atendendo apenas atacadistas. “Tem uma portinha nova abrindo a cada semana”, afirma Fabiana Atui, gerente da Só Isopor, que inaugurou sua filial ali em setembro do ano passado. “Como a 25 de Março está saturada, alguns lojistas estão investindo neste pedaço.” Além da Só Isopor, expandiram seus domínios para a Vautier estabelecimentos como Du Chapéu, São Marcus, Matsumoto, Gomes e Monita.

Os empresários mais antigos tiveram de se adaptar. “Quando começamos, há onze anos, vendíamos apenas ferramentas, e só no atacado”, conta Luis Carlos Teixeira, proprietário da loja Fernet. “Percebemos que a vocação da rua era outra, abrimos o leque de produtos e passamos a atender também o consumidor final.” Entre os 14?000 itens comercializados atualmente no prédio de 2?000 metros quadrados estão os mais populares da Vautier: brinquedos, utilidades domésticas e artigos para festas. Tomado por decoração natalina, o térreo da loja será transformado em papelaria no mês de janeiro ? e deve ficar repleto de fantasias nas semanas que antecedem o Carnaval. Segundo Teixeira, que é também vice-presidente da Associação Comercial do Pari e Canindé, o movimento da rua cresceu 30% no último ano.

No fim de novembro, a lojista catarinense Jucíria May gastou mais de 12?000 reais em um só dia no Canindé. “Costumo ir também ao Brás e à 25 de Março, mas gosto da Vautier por ser mais tranqüila”, disse, enquanto carregava sacos cheios de itens de decoração natalina para revender. “A única dificuldade é que ainda não conseguimos encontrar de tudo aqui.” Faltam lojas, por exemplo, de eletrônicos e de tecidos. Mas essa deficiência deve ser sanada logo. Eletrônicos estão entre os itens a ser vendidos no Shopping Pari, cuja inauguração está prevista para o próximo ano em um prédio que ocupa um quarteirão inteiro da Vautier.

Vale a pena encher as sacolas no Canindé?

Prós

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Os preços de utilidades domésticas, brinquedos, itens de papelaria, plásticos e enfeites natalinos são atraentes

Ambulantes não lotam suas calçadas

Há bons restaurantes no entorno, como a Galinhada do Bahia e a Casa Santos

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A primeira hora de estacionamento custa cerca de 5 reais, metade do preço médio da região da 25 de março

Contras

O número de lojas é bem menor que o da 25 de Março

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A maioria dos comerciantes ainda vende só no atacado, com cota mínima e exigência de CNPJ

Por enquanto, não há lojas de tecidos nem de eletrônicos

A oferta de bijuterias e artigos importados é fraca

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