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Tarifa do ônibus, trem e metrô subirá para R$ 4,00 em 2018

Os novos valores das passagens devem vigorar a partir da segunda semana de janeiro

Por Estadão Conteúdo 28 dez 2017, 10h50 | Atualizado em 5 set 2025, 18h49
Faixa de ônibus
Faixa de ônibus (Lucas Lima/Veja SP)
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Congelada há um ano, a tarifa básica de metrô, trem e dos ônibus da capital paulista subirá para R$ 4,00 a partir de 2018. O aumento de 5,26%, foi definido na quarta-feira, 27, de forma conjunta pela gestão do prefeito João Doria e pelo governo Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

Neste ano, o valor unitário das passagens ficou congelado em R$ 3,80, depois de promessa de campanha feita por Doria nas eleições de 2016. Em compensação, o valor da tarifa integrada entre ônibus e trilhos (metrô ou trem) teve reajuste de 14,8%, chegando a R$ 6,80. O aumento, porém, foi suspenso pela Justiça no dia 6 janeiro deste ano, após uma ação movida por deputados estaduais do PT, e foi liberado em definitivo apenas em abril pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Agora, a expectativa é de que o preço da integração suba para R$ 6,96, alta de 2,35%.

Os novos valores das passagens, que devem vigorar a partir da segunda semana de janeiro, serão anunciados oficialmente nesta quinta-feira, 28, pela Prefeitura e pelo governo do Estado, que são obrigados a comunicar os reajustes à Câmara Municipal e à Assembleia Legislativa, respectivamente.

Integrantes da gestão Doria destacam o reajuste da tarifa básica de ônibus ficará abaixo da inflação do período, de 8,9%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Se a correção fosse aplicada, o preço da passagem subiria para R$ 4,14. Segundo a reportagem apurou, técnicos das gestões estadual e municipal defenderam reajuste para R$ 4,20 (alta de 10,5%), mas o núcleo político de ambos os governos rechaçou a ideia.

Tanto Alckmin quanto Doria têm projetos eleitorais para o ano que vem. O governador deve ser o candidato do PSDB à Presidência da República, enquanto o prefeito da capital é um dos cotados para disputar a cadeira de Alckmin à frente do governo paulista.

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O último reajuste na tarifa básica dos transportes em São Paulo ocorreu em janeiro de 2016, na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT). Ao lado de Alckmin, o petista subiu o valor da passagem de R$ 3,50 para os atuais R$ 3,80.

Impacto

O gasto público com transporte foi um dos desafios da gestão Doria em 2017. A arrecadação com as tarifas não é suficiente para custear todo o sistema e, por isso, há um complemento com verba pública (subsídio) paga às empresas de transporte. Atualmente, o sistema opera com cerca de 14 mil ônibus e transporta 6 milhões de passageiros por dia.

Neste ano, a despesa total com esse subsídio deve fechar em R$ 2 9 bilhões, valor recorde. Como a gestão Haddad havia reservado apenas R$ 1,8 bilhão para essa finalidade, Doria teve de retirar a partir de agosto, dinheiro de obras como os corredores de ônibus para cobrir o déficit do transporte público municipal. Ao todo, o sistema custa R$ 7,7 bilhões por ano.

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Para 2018, contudo, o Orçamento aprovado pela Câmara prevê R$ 2 1 bilhões para o subsídio às passagens – R$ 200 milhões a menos do que na proposta enviada por Doria ao Legislativo. A Prefeitura espera ainda reduzir os custos do sistema com a nova licitação dos ônibus, cujo edital foi lançado neste mês e deve ser concluído ao longo do ano que vem.

Protestos

Em junho de 2013, o reajuste de R$ 0,20 no preço das tarifas de ônibus, trem e metrô – de R$ 3 para R$ 3,20 – desencadeou uma onda de protestos na cidade organizados pelo Movimento Passe Livre (MPL). Pressionados, Haddad e Alckmin recuaram e revogaram o reajuste, que voltou a ocorrer apenas em 2015, quando o valor passou a ser de R$ 3,50.

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