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Secretaria de Direitos Humanos encaminha representação contra Fidelix

Grupos que defendem os direitos dos homossexuais promovem um beijaço na Avenida Paulista nesta terça-feira (30)

Por VEJA SÃO PAULO
Atualizado em 5 dez 2016, 14h02 - Publicado em 30 set 2014, 10h18

As declarações contra os homossexuais feitas pelo candidato do PRTB, Levy Fidelix, no debate promovido pela TV Record no último domingo (28) provocaram reações. Após receber 100 reclamações na segunda-feira (29), a ouvidoria da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência deve encaminhar ainda nesta terça-feira ao Ministério Público Federal uma denúncia contra Fidelix por incitação ao ódio e discriminação.

+ Levy Fidelix é criticado nas redes sociais

Já a presidenciável Luciana Genro e o deputado federal Jean Wyllys, ambos do PSOL, entraram com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o político na segunda-feira (29). Além disso, outros candidatos se manifestaram contra as declarações de Fidelix.

Nesta terça-feira, grupos que defendem os direitos dos homossexuais  promoverão um beijaço LGBT em protesto, às 17h, na Avenida Paulista. Na página do evento criada no no Facebook, 7,4 mil pessoas confirmaram participação no ato.

Caso

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No debate dos presidenciáveis exibido nesse domingo (28) pela TV Record, Fidelix fez uma série de comentários contra os homossexuais. As declarações foram dadas após pergunta de Luciana Genro (PSOL), que citou a violência a que a população LGBT é submetida.

Ao ser indagado sobre os motivos pelos quais as pessoas que defendem a família se recusam a reconhecer um casal do mesmo sexo, Levy disparou: “Aparelho excretor não reproduz (…) Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo padre, o papa, expurgar, fez muito bem, do Vaticano, um pedófilo. Está certo. Nós tratamos a vida toda com a religiosidade para que nossos filhos possam encontrar realmente um bom caminho familiar.“

Na réplica, Luciana defendeu o casamento igualitário. Mas, na tréplica, Levy continuou: “O Brasil tem 200 milhões de habitantes, daqui a pouquinho vai reduzir para 100 [milhões]. Vai para a Avenida Paulista, anda lá e vê. É feio o negócio, né? Então, gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los.“

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