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Apoio a Bolsonaro divide grupos na Avenida Paulista

Grupos responsáveis pelo movimento em defesa do impeachment da ex-presidente Dilma não incluíram a defesa de Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo 30 jun 2019, 18h49

Os grupos responsáveis pela mobilização da manifestação em defesa do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que ocorre neste domingo, 30, na Avenida Paulista, estão divididos quanto ao apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). A manifestação ocupa o trecho entre a rua Peixoto Gomide e a Fiesp.

Estacionado na esquina da rua Peixoto Gomide com a Avenida Paulista, o carro de som do “Nas Ruas” é o ponto de encontro mais “governista” do ato. Entre os oradores, estão o empresário Luciano Hang, dono da Havan, o senador Major Olímpio (PSL) e o cantor Latino, que chegou a cantar uma de suas músicas.

“Nós apoiamos o ministro Sérgio Moro, o pacote anticrime, e o governo Bolsonaro”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo Tomé Abduch, porta-voz do Nas Ruas. Ele também fez críticas à divulgação de suposto diálogos comprometedores entre o ex-juiz Sérgio Moro e integrantes da força-tarefa da Lava Jato. “O Glenn [Greenwald] deveria estar preso, assim como o hacker. Há nesses vazamentos um direcionamento ideológico claro, já que o marido dele é deputado pelo PSOL, que é um partido comunista”.

Já os dois principais grupos responsáveis pelo movimento em defesa do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) – MBL e Vem Pra Rua – não incluíram a defesa de Bolsonaro entre as demandas levadas para a Av. Paulista neste domingo.

As duas organizações optaram por manter distância do Palácio do Planalto e adotaram uma agenda própria. Os manifestantes carregavam muitas faixas em defesa de Moro.

Houve um princípio de tumulto quando cerca de 20 integrantes do grupo Direita SP foi até o caminhão do MBL. Eles puxaram palavras de ordem atacando o Movimento Brasil Livre por não defender Bolsonaro. O MBL foi chamado de “traidor” e “pelego”. A PM agiu para separar os grupos.

“A gente não puxa o saco do Bolsonaro e somos críticos ao Governo”, disse Renato Battista, coordenador nacional do MBL.

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Um boneco inflável do ministro foi erguido ao lado do carro do “Nas Ruas”, grupo que foi fundado pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP).

Neste domingo, o público é menor do que nas manifestações anteriores na avenida.

Atos

Organizadores preveem concentrações em 203 cidades do Brasil. Mais cedo, cidades como Rio de Janeiro, Belém do Pará e Brasília além de Campinas e Ribeirão Preto, também tiveram atos.

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