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Anvisa pede que Prefeitura de SP reavalie antecipação de dose de reforço

Agência afirma que não há evidências de que os benefícios da antecipação da dose de 5 para 4 meses superem os riscos

Por Redação VEJA São Paulo 4 dez 2021, 10h57

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pediu que a Prefeitura de São Paulo reavalie a redução do intervalo da dose de reforço da vacina contra Covid-19 de cinco para quatro meses. A Medida já está sendo seguida na cidade desde quinta-feira (2).

A gestão estadual também reduziu o intervalo por causa da chegada da variante ômicron ao país e citou a proximidade das festas de Natal e Réveillon. Entretanto, de acordo com a Anvisa, ainda não há estudos suficientes que justifiquem um período de intervalo menor entre as doses.

“No momento, não sabemos se os benefícios superam os riscos para o uso de reforço no intervalo de 4 meses para todos os adultos com 18 anos ou mais, independente da vacina ofertada e do esquema vacinal primário. Alertamos que a redução generalizada do intervalo para a aplicação da dose de reforço das diferentes vacinas contra a Covid-19 pode favorecer o aumento e o aparecimento de reações adversas desconhecidas”, diz a nota da Anvisa.

O órgão ainda recomenda ainda que “se evite assimetria no acesso às vacinas no país e que as estratégias de vacinação sejam coordenadas, considerando exclusivamente o interesse público”, e que a vacinação deve seguir a orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

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