Avatar do usuário logado
Usuário

Empresário criou instituição que atende pacientes com doença rara

A MPS ou Síndrome de Hunter é provocada pela deficiência de uma enzima nos lisossomos; Antoine Daher lidera a Casa Hunter, que atende adultos e crianças com a condição 

Por Adriana Farias 20 ago 2016, 00h00 | Atualizado em 27 dez 2016, 16h04
CASA HUNTER - Antoine Daher
CASA HUNTER - Antoine Daher (Leo Martins/)
Continua após publicidade

Em 2012, o empresário líbano-brasileiro Antoine Daher começou a notar transformações em seu filho Anthony, que acabara de completar 3 anos. A criança passou a ter atrasos comportamentais e de aprendizagem na escola, além de uma voz mais grossa e muitos pelos no corpo. “Durante um ano, todos os médicos que procurei me disseram que a causa era a falta de interação social”, conta. Insatisfeito com a resposta, ele gastou 10 000 reais em exames feitos em vários hospitais, entre eles o Albert Einstein, e obteve um diagnóstico mais preciso.

Tratava-se de uma doença genética degenerativa rara, a mucopolissacaridose do tipo II, também conhecida como MPS ou Síndrome de Hunter, provocada pela deficiência de uma enzima nos lisossomos. À época, nenhum centro brasileiro dispunha de medicamentos para atender um paciente nessas condições. Daher entrou na Justiça para garantir o tratamento do filho no Hospital das Clínicas e a compra do remédio nos Estados Unidos. “Venci a ação e, seis meses depois, o Anthony já apresentava uma melhora surpreendente”, conta.

+ Voluntária, pianista toca para pacientes em hospitais e residências

A difícil experiência de obter um diagnóstico e acesso a cuidados especializados levou Daher a fundar a Casa Hunter ao lado de outros pais e médicos focados em estudos genéticos. Aberto em 2013, em Indianópolis, o espaço oferece atendimento gratuito multidisciplinar (dentista, psicólogo e fisioterapeuta) a até 120 pessoas por mês, desde bebês até adultos com 50 anos.

Em setembro de 2015, uma parceria com o Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas, criou o Hunter Day, que recebe às sexta-feiras até quinze crianças com suspeita de doença rara. Desde então, foram diagnosticados 64 pacientes com síndrome de Williams (desordem genética caracterizada por nariz e dentes pequenos e por problemas de coordenação e equilíbrio), dezesseis com MPS e 218 com outros tipos de enfermidade.

Continua após a publicidade

A entidade também criou o teste Hunter, uma espécie de teste do pezinho para a detecção da mucopolissacaridose, que ocorre desde junho de 2015 no Hospital e Maternidade Celso Pierro, da PUC-Campinas. Setenta bebês são examinados por mês, e até agora foram apontadas suspeitas de MPS em cinco deles. “Existem, ao menos, 8 000 doenças raras no mundo, e 13 milhões de brasileiros sofrem de alguma delas. Metade desses pacientes busca assistência em São Paulo”, explica Daher. “Nosso objetivo é oferecer algum conforto às famílias e mostrar que elas não estão sozinhas.”

Casa Hunter, 2776-3647.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês