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Alckmin é indiciado sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro

Delações de ex-executivos da Odebrecht apontam repasses por caixa 2 para campanhas do tucano, que negou acusações

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 16 jul 2020, 18h51 - Publicado em 16 jul 2020, 18h47

Geraldo Alckimin, ex-governador do estado de São Paulo, foi indiciado pela Policia Federal nesta quinta-feira (16) no âmbito da Operação Lava-Jato eleitoral. O tucano é suspeito da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e corrupção passiva.

Ele foi informado sobre a denúncia ao vivo durante entrevista para a CNN. “Minhas campanhas tanto de 2010, tanto de 2014, quanto de 2018, foram rigorosamente dentro da lei”, afirmou. A denúncia teve como base delações de ex-executivos da Odebrecht e análises de computadores e ligações telefônicas da empresa.

Alckmin é investigado desde 2017 após Carlos Armando Paschoal, ex-diretor da empreiteira, relatar em delação que repassou 2 milhões de reais, por meio de Caixa 2, para a campanha do tucano em 2010. Houve denúncias também de repasses de 8,4 milhões de reais na campanha de 2014 do médico.

Cabe aos promotores do Ministério Público de São Paulo definirem se irão apresentar uma denúncia contra o ex-governador na Justiça, solicitar novas diligências ou pedir arquivamento de caso. Foram indiciados também o advogado Sebastião Eduardo Alves de castro e o ex-tesoureiro do PSDB Marcos Antônio Monteiro.

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