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Presença de alarmes antifurto em carnes chama atenção dos consumidores

Fotos das peças ligadas aos dispositivos circulam nas redes sociais; procuramos algumas das principais redes de supermercados para entender o caso

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 19 out 2021, 18h04 - Publicado em 19 out 2021, 17h26

Que o preço da carne está nas alturas não é novidade para ninguém. O que parece ter pipocado com mais frequência durante a pandemia é a presença de alarmes em peças bovinas com preço mais elevado, fenômeno notado nos supermercados da capital paulista. As redes procuradas pela Vejinha, no entanto, afirmam que o procedimento é “padrão” e não é recente.

As medidas de segurança em torno do produto ganharam o debate após uma foto de uma unidade do supermercado Extra na Zona Sul, no Jardim Ângela. A ativista Faviana Ivo publicou a imagem no dia 14 de outubro, narrando em que no caso específico naquele endereço, na periferia, a rede adotava o procedimento de exigir o pagamento do produto  e entregar uma bandeja vazia para depois entregar a peça de carne.

O Extra informou por meio de nota que esse tipo de ação “não faz parte de sua política de atendimento” e que se tratava de uma “falha pontual” que seria corrigida.

Nesta terça-feira (19), outro tópico surgiu envolvendo os supermercados: a colocação de alarmes nas peças de carnes. Peças com valores mais elevados, na casa dos 80 reais, aparecem em unidades do Carrefour, BIG e Sam’s Club envolvidas com uma rede de proteção, com um alarme antifurto instalado.

Procurado, o Grupo BIG, responsável pelo BIG e o Sam’s Club, informou que “trata-se de um procedimento padrão de segurança, utilizado pelo segmento de varejo e atacado, em diversas categorias de produtos”.

Já o Carrefour informou por meio de sua assessoria de imprensa que adota esse tipo de procedimento há cerca de três anos e que ele não é relacionado com a alta do preço da carne. A rede informa também que a prática é adotada também com outros tipos de itens vendidos nas unidades do supermercado.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) os mercados podem colocar alarmes em produtos considerados visados. O Idec afirma, no entanto, que o cliente tem o direito de ver a carne, escolher a peça, ou esperar que o açougueiro a corte em sua presença. O Instituto afirma também que o procedimento deve ser o mesmo adotado em toda a rede: uma unidade na periferia não pode ter alarme enquanto a de bairros considerados nobres não adotam a prática, por exemplo.

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