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Agendamento on-line diminui a espera pelo passaporte

Os atendimentos são feitos a cada quinze minutos, das 8 às 18 horas, de segunda a sexta

Por Juliana de Faria 18 set 2009, 20h33 | Atualizado em 5 dez 2016, 19h25

Até o começo de agosto, o paulistano que precisava tirar ou renovar seu passaporte sofria com longuíssimas filas na Superintendência da Polícia Federal, no bairro da Lapa. Futuros viajantes costumavam chegar de madrugada a fim de guardar lugar e esperavam pelo menos cinco horas para ser atendidos. Isso porque o novo modelo, em vigor desde abril, exige mais tempo na hora de fazer o cadastramento – um programa de computador armazena as dez digitais de cada pessoa e um retrato é tirado na hora. Para agilizar esse processo, a PF iniciou, no dia 10 do mês passado, o agendamento pela internet. No site https://www.dpf.gov.br, o interessado preenche um pedido com seus dados pessoais e imprime a guia da taxa a ser paga nas agências bancárias (156,07 reais). O passo seguinte é escolher um dos seis postos disponíveis (além da sede da PF, há os shoppings Alpha, ABC, Eldorado, Ibirapuera e Internacional de Guarulhos), o dia e o horário para solicitação do documento. Quem não tem acesso à internet pode utilizar gratuitamente um dos quatro terminais da Superintendência da PF.

Os atendimentos são feitos a cada quinze minutos, das 8 às 18 horas, de segunda a sexta. Juntos, os seis postos recebem cerca de 1 100 pessoas por dia. Para qualquer um deles é necessário agendar com antecedência. No Shopping Ibirapuera, por exemplo, os horários estão tomados até o começo de novembro. Na maior parte do tempo, o procedimento costuma funcionar rapidamente, em uma média de onze minutos por pessoa. Isso se o sistema que acumula os dados da população não cair. O que vem acontecendo com certa freqüência. Na última terça-feira, os computadores pifaram bem na vez da vendedora Flávia Roncatto, que pretende viajar para Roma ainda neste mês. Ela tinha horário marcado para as 10h45. Às 15 horas, a situação não havia se normalizado. Funcionários da PF mandaram todos para casa. “Fiquei quase cinco horas esperando de pé, sem comer, e ainda cheguei atrasada ao trabalho”, afirma. “Estou chateada com a falta de eficiência.” De acordo com a PF, os computadores se comunicam com a sede da polícia em Brasília. Qualquer problema lá derruba o sistema por aqui. O delegado Marco Antônio Veronezzi conta que, nesses casos, quem não conseguiu emitir o passaporte pode retornar em outro dia, sem marcar horário. “É a única solução ao nosso alcance”, diz.

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