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50 anos da morte de Vladimir Herzog: ato inter-religioso na Catedral da Sé homenageia o jornalista

Catedral sediou missa de sétimo dia de Herzog, que encadeou a primeira grande manifestação contra a ditadura após o AI-5

Por Laura Pereira Lima 21 out 2025, 11h19 •
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O jornalista Vladimir Herzog (Divulgação/Divulgação)
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  • O assassinato do jornalista Vladimir Herzog, morto pela Ditadura Militar (1964-1985) em 25 de outubro de 1975, completa 50 anos em 2025. Em homenagem ao jornalista, será realizado um ato inter-religioso na Catedral da Sé, no sábado (25) a partir das 19h, com a presença de artistas, familiares e autoridades.

    O evento é organizada pela Comissão Arns, o Instituto Vladmir Herzog e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP).

    A programação inclui o Coro Luther King, seguida de manifestações inter-religiosas com a presença de Dom Odilo Pedro Scherer, da reverenda Anita Wright – filha de Jaime Wright –, e do rabino Ruben Sternschein.

    Também está prevista a exibição de vídeos especialmente produzidos para a ocasião, entre eles, a leitura de uma carta de Zora Herzog, mãe de Vlado, feita por Fernanda Montenegro.

    Estarão presentes no evento ainda amigos e familiares do jornalista, parlamentares, ministros, figuras públicas e José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça.

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    Ato histórico na Praça da Sé em 1975

    A escolha da Catedral da Sé como sede do ato inter-religioso não é à toa. Foi em frente à Catedral que mais de 8 mil pessoas se reuniram em 31 de outubro de 1975, para a missa de sétimo dia de Vladimir Herzog.

    O ato, que foi conduzido pelo cardeal D. Paulo Evaristo Arns, o rabino Henry Sobel e o reverendo Jaime Wright, ficou marcado na história contemporânea brasileira por ser o primeiro grande protesto contra a Ditadura Militar após o AI-5.

    Vítima da ditadura

    Vlado era diretor de jornalismo da TV Cultura e professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP). Em 1975, foi convocado a depor no DOI-CODI de São Paulo, por suspeita de ligação com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Lá, foi preso, torturado e morto em 25 de outubro de 1975.

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    A ditadura tentou encobrir o caso, alegando que teria sido um suicídio, mas evidências de tortura e denúncias de colegas, familiares e entidades religiosas revelaram que havia sido um assassinato.

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