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3 perguntas para… Heitor Werneck

Estilista é o responsável pela festa Luxúria, que acaba de ganhar um espaço próprio, o Mini Club

Por Carolina Giovanelli Atualizado em 5 dez 2016, 17h18 - Publicado em 24 mar 2012, 00h50

Carioca radicado em São Paulo, o excêntrico promoter, empresário e estilista Heitor Werneck transita pelas noitadas da capital desde os anos 80. Já esteve envolvido em eventos em clubes célebres como Madame Satã, Limelight e Massivo. Hoje, é responsável pela bombada festa Luxúria, de tema fetichista, que rola há cinco anos. Antes mensal e itinerante, o projeto acaba de ganhar um espaço próprio na Consolação, o Mini Club, com edições às sextas e aos sábados.

+ Mini Club tem temática fetichista

+ Madame Satã retorna à noite paulistana

+ As festas que agitam a cidade


VEJA SÃO PAULO — De onde vem o sucesso Luxúria?

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Heitor Werneck — Quase não há festas com temática fetichista em São Paulo. Já passamos por mais de quatro espaços, mas todos ficaram pequenos para tantos interessados nesse projeto inspirado na estética do sadomasoquismo. O público dessa noite sensual, e não explícita, é uma mistura que inclui desde empresários até a galera jovem. Quem é mais tímido deve ir aos sábados, quando a noite é voltada aos iniciantes nesse mundo. De qualquer forma, todos precisam estar com a cabeça aberta. Acho que o pessoal também gosta que sejamos bem rigorosos com o dress code. Você não vai ver ninguém andando de jeans e camiseta. A cada edição estabelecemos um tema, como contos de fadas, caubói, bruxaria… Quanto mais no clima do evento a pessoa estiver em relação à roupa, menos ela vai pagar pelo ingresso. Para não errar, o segredo é ir de preto.

VEJA SÃO PAULO — Que outros projetos você comanda?

Heitor Werneck — Sempre gostei de fazer festas. Hoje, além da Luxúria, também cuido do Cabaret, que rola às segundas no Sonique, onde às vezes me arrisco na pole dance. Tenho minha própria grife e elaboro figurinos para teatro, cinema e televisão. Forneci roupas para personagens da novela “Vamp”, por exemplo. O pessoal das baladas, entre hostesses e promoters, também pede que eu os vista.

VEJA SÃO PAULO — Como caracteriza seu estilo?

Heitor Werneck — Já fui muito mais louco, hoje só continuo com minhas tatuagens e pinto o cabelo. Curto vestir vinil e látex. Nas roupas que desenho, gosto de colocar caveiras, teias e animais. Minha fonte de inspiração se tornou, principalmente, os mendigos: o jeito que eles amarram as roupas, fazem sobreposições, cortam o cabelo…

 

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