Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

3 perguntas para… Cildo Meireles

Uma entrevista com o carioca que retorna à cidade na nova edição da série "Ocupações", do Itaú Cultural

Por Jonas Lopes Atualizado em 5 dez 2016, 17h51 - Publicado em 13 ago 2011, 00h50

Depois de atrair as atenções na 29ª Bienal, no ano passado, com a instalação Abajur, o carioca Cildo Meireles retorna à cidade na nova edição da série “Ocupações”, do Itaú Cultural. O artista de 63 anos apresenta a obra “rio oir”, um projeto idealizado na década de 70, mas posto em prática somente agora. Nele, o espectador adentra um espaço tomado por sons de água gravados em locais como as Cataratas do Iguaçu e o Rio São Francisco. A mostra ainda traz um documentário dirigido por Marcela Lordy sobre a realização do trabalho. Nome conceituado da arte brasileira no exterior, com direito a retrospectiva exibida na Tate Modern (Londres) em 2008, Meireles prepara uma exposição para o prestigioso Museu Reina Sofia, de Madri.

VEJA SÃO PAULO — Por que retomar um projeto de mais de trinta anos?
Cildo Meireles —
O curador da mostra, Guilherme Wisnik, havia me pedido para pensar em alguma coisa sobre as margens do rio como processo civilizatório. Investiguei minhas anotações antigas e encontrei essa ideia de 1976, cujo título concentra o palíndromo “rio oir”. Na época eu desejava comprar equipamentos de som e executar neles barulhos de rio, pois era fascinado pelas pororocas desde a infância, quando morei em Belém. Não deu certo e deixei de lado.

+ Dez exposições que não dá para perder

+ Xaveco Virtual: nossa ferramenta para paquerar no Twitter

VEJA SÃO PAULO — Devido aos debates sobre o meio ambiente, a obra está mais atual agora?
Cildo Meireles —
Sem dúvida. Durante a coleta de material deparei com situações impactantes, muito tristes. Descobri, por exemplo, que há nascentes concretadas na Estação Ecológica de Águas Emendadas, em Brasília. Esses casos me fizeram deixar o tom da instalação ainda mais crítico. Tentei discutir também o descuido em relação aos rios no Brasil, e nesse sentido o São Francisco é exemplar. As usinas hidrelétricas estão acabando com a vazão dele nas últimas décadas.

VEJA SÃO PAULO — Quais são os seus próximos projetos?
Cildo Meireles —
Pretendo inaugurar no início de 2013 uma individual com trabalhos inéditos na Fundação de Serralves, no Porto, e no Museu Reina Sofia, em Madri. Espero poder trazê-la ao Brasil logo depois.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Para entender e curtir o melhor de SP, Veja São Paulo. Assine e continue lendo.

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)

Impressa + Digital

Plano completo da VejaSP! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Receba semanalmente VejaSP impressa mais acesso imediato às edições digitais no App Veja, para celular e tablet.

a partir de R$ 19,90/mês