“Sei o que é ser mãe de crianças negras”, diz Giovanna Ewbank

Em post publicado no Dia da Consciência Negra, a atriz compartilhou seus aprendizados após adotar dois filhos negros

A modelo Giovanna Ewbank, mãe de dois filhos adotivos, Titi e Bless, fala o que aprendeu sobre racismo na maternidade. Nesta quarta (20), no Dia da Consciência Negra, a atriz postou um vídeo no Instagram sobre famílias trans-raciais.

Casada com Bruno Gagliasso, a artista declarou no post que teve que estudar, ler e conversar muito para compreender o racismo. “A chegada dos meus filhos balançou muitas percepções e trouxe novas questões sobre igualdade que são importantes”, escreveu.

Após isso, a atriz afirmou que passou a perceber o “óbvio”: “Coisas básicas do meu cotidiano não foram feitas para os meus filhos”. Ewbank dá exemplos como a falta de representatividade da população negra na publicidade e de xampus voltados para o cabelo afro.

“Eu não sei o que é sofrer o racismo na pele. Mas sei o que é ser mãe de crianças negras”, comenta Ewbank. “Foi aí que entendi a urgência e a necessidade de ir além, de ser sim antirracista”. A atriz disse buscar exemplos e influências positivas de pessoas negras para seus filhos.

Neste ano, o casal adotou Bless, de 4 anos, e, em 2016, Titi, agora com 6.

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Esse vídeo fez passar um filme pela minha cabeça. A chegada dos meus filhos balançou muitas percepções e trouxe novas questões sobre igualdade que são muito importantes e que jamais haviam sido provocadas em mim. Precisei ler muito, estudar, escutar novas pessoas, conversar com muita gente para compreender que estrutura terrível é essa que trata seres humanos como algo inferior devido unicamente à sua cor de pele. Foi quando percebi o óbvio, que coisas básicas do meu cotidiano “não foram feitas” para os meus filhos. Coisas banais como publicidades, brinquedos, xampus e maquiagens simplesmente não contemplavam a existência da minha filha e, posteriormente, do meu filho. Foi aí que entendi a URGÊNCIA e a NECESSIDADE de ir além, de ser sim ANTIRRACISTA, de buscar espelhos positivos para os meus filhos TODOS OS DIAS! Eu não sei o que é sofrer o racismo na pele. Mas sei o que é ser mãe de crianças negras. E essa dor me atravessa de muitas formas. Dói muito. É violento, angustiante, gera revolta! E essa revolta me dá forças pra lutar… lutar contra uma estrutura secular e que já passou da hora de mudar! Chegou a hora da REVOLUÇÃO! Apesar de todo racismo, percebo que estamos evoluindo. Vejo, ainda que de forma tímida, nomes negros ocupando capas de revista, pensadoras negras publicando seus livros e um novo mercado que estimula a autoestima da população negra. E, a cada movimento desses, sinto que estamos no caminho certo. E por isso é TÃO IMPORTANTE que o branco reconheça seu PRIVILÉGIO! É tempo de abrir espaços e exaltar TODA FORÇA, BELEZA E HISTÓRIA DO POVO NEGRO! É um trabalho importante, é preciso se importar, aprender, MUDAR. Quero que todo dia a gente consiga pensar nessas questões, transformar todo dia no dia da consciência negra. É urgente. É necessário. É agora! ✊🏽✊🏾✊🏿#TodoDiaÉDiaDaConscienciaNegra

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