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Poder SP Por Sérgio Quintella Sérgio Quintella é repórter de cidades e trabalha na Vejinha desde 2015

No discurso da vitória, Covas faz deferência ao vice

Ricardo Nunes (MDB), que não era a primeira opção do PSDB, foi elogiado em público

Por Sérgio Quintella 29 nov 2020, 20h39

No primeiro discurso após a vitória, o prefeito Bruno Covas, eleito com 3,1 milhões de votos, disse que vai governar também para os mais de 2 milhões de eleitores que escolheram Guilherme Boulos (PSOL). “As urnas falaram e agora começa o grande desafio de enfrentar essa crise que São Paulo, o Brasil e o mundo precisam encarar. Agradeço ao meu adversário. Fizemos um bom combate. E queria me dirigir a todos aqueles que acreditaram nele e depositaram seu voto de confiança nele. Vamos governar para todos. Não tem distrito azul ou vermelho. O que existe é a cidade de São Paulo”.

O tucano falou também que o tom ameno usado na campanha será o mesmo dos próximos quatro anos. “As urnas falaram. Eu saberei ouvir o recado das urnas. São Paulo, você pode contar comigo. Agora é agradecer a confiança, agradecer a todos que confiram na nossa proposta. Agora é o desafio de transformar a esperança em realidade. E o trabalho começa amanhã. São Paulo falou que não quer divisões. São Paulo não quer o confronto. Meu avô dizia que é possível conciliar política e ética, política e honra, politica e mudança. Eu agora eu acrescento: é possível fazer política sem ódio.

Logo depois, Covas fez questão de enaltecer a presença de seu vice, Ricardo Nunes (MDB), que passou a maior parte da campanha precisando se explicar de denúncias de violência doméstica e de favorecimento a entidades conveniadas com a prefeitura. “O meu vice sofreu muito. Por isso, esteja certo: a partir de primeiro de janeiro, vamos governar juntos e mostrar quem nós somos e qual a nossa visão de mundo. Tenho certeza de que todo sacrifício vai valer à pena. Muito obrigado, Ricardo”.

Antes de Bruno, foi a vez do governador João Doria pegar o microfone e enaltecer as alianças. “Nos últimos quatro anos, é a terceira eleição que ganhamos. Com alianças, partidos, parceiros, amigos, construindo sem agredir, ao contrário, somando, agregando e valorizando o que há de melhor”.

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