A caipirinha faz 100 anos

O drinque genuinamente brasileiro foi criado em Piracicaba em 1918

A cada dia aparecem variações de caipirinha por aí. As com vodca e com saquê são as que mais se destacam, e tem gente que se aventura em fazer caipirinha com uísque, com gim e até com tequila. Outros variam nas frutas ou substituem o açúcar por adoçante. Mas acredite, nenhum desses coquetéis pode ser chamado, em essência, de caipirinha. A verdadeira caipirinha leva apenas limão, açúcar, gelo e cachaça!

Quem explica é Alexandre Bertin, presidente da Confraria Paulista da Cachaça, entidade formada por jornalistas, donos de bares e profissionais de marketing, que foi criada para promover o consumo correto e responsável do licor genuinamente brasileiro, a tão querida cachaça. “Existem personalizações do drinque, com variação de frutas e do componente alcoólico, mas essas variações não podem ser chamadas de caipirinha em hipótese nenhuma”, esclarece Alexandre.

 (Reprodução/Veja SP)

 

Historiadores contam que a caipirinha como a conhecemos nasceu em 1918 na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, como um drinque substituto para uísque e vinho importados, e era sempre servida em eventos de alta classe. Uma outra linha, defende que ela era originalmente um remédio, cuja receita incluía também alho e mel, e era usada para combater a gripe espanhola. Todo remédio naquela época levava certa dose de álcool e a cachaça era usada para potencializar o efeito terapêutico da receita. Com o tempo, alguém teve a ideia de tirar o mel e o alho e acrescentar açúcar, e estava formada a festa.

A maioria desses drinks não pode ser chamado de caipirinha, segundo a Confraria Paulista da Cachaça

A maioria desses drinks não pode ser chamado de caipirinha, segundo a Confraria Paulista da Cachaça (Reprodução/Veja SP)

 

Seja qual for a origem correta, o importante é que a nossa caipirinha genuinamente brasileira é um sucesso de público, aqui e lá fora. Bares de diversas partes do mundo já oferecem a legítima caipirinha brasileira, feita com a boa e velha cachaça! Há mais de uma maneira de expandir nossas fronteiras!

 

 

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