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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Projeto Gastronomia Periférica forma profissionais na quebrada

O liceu culinário do chef Edson Leite tem vagas disputadas e está para abrir novas inscrições

Por Arnaldo Lorençato Atualizado em 28 Maio 2021, 12h51 - Publicado em 28 Maio 2021, 06h00

Formadora de profissionais para o ramo culinário, em especial de bairros da Zona Sul paulistana, a Gastronomia Periférica, ou GP, idealizada e comandada pelo chef Edson Leite, teve as atividades presenciais interrompidas com a decretação da pandemia do coronavírus em março do ano passado. “Nem de longe as restrições fizeram com que a escola parasse. Pelo contrário. Investimos nos cursos remotos, via plataforma própria”, explica.

Com a mudança, houve inclusive uma ampliação de público, com inscrições recebidas de outros estados. “Nosso foco são mães e pretas. Sempre que olhamos para a periferia, vemos que elas são sozinhas e sem qualificação”, esclarece. “As mulheres são essenciais. Compõem 70% da equipe, 80% dos educadores e 83% dos formandos de 2020.”

Numa cozinha industrial, ao fundo, aparecem cinco mulheres de dólmã e avental. Quatro estão em pé e uma ajoelhada ao centro para a foto. Todas sorrindo.
Formandas da turma de 2019: na companhia da educadora de gastronomia brasileira Maria do Socorro (de lenço cinza) Divulgação/Divulgação

Na última seleção, realizada pelo liceu de culinária do Capão Redondo no início do primeiro semestre, Leite diz ter contabilizado 1200 inscrições para um total de 240 vagas. Elas distribuem-se em duas turmas, uma voltada para cozinheiros empreendedores e a outra para profissionais que pretendem buscar colocação em restaurantes, bares e eventos, estes quando retornarem. Como nem todos os alunos têm acesso à internet, há um mapeamento dessas limitações para que a GP auxilie o estudante financeiramente.

No início da pandemia, os insumos eram enviados à casa dos participantes para o aprendizado. Embora a concentração seja na capital paulista, há, hoje, alunos de cidades de outros doze estados. Por isso, cada um deles recebe uma ajuda financeira para a compra dos ingredientes, que precisa ser comprovada por nota fiscal.

Há patrocinadores que garantem esse processo. “Nosso maior aporte financeiro é do Carrefour, que se preocupa com a inclusão social. É por volta de meio milhão de reais. Nesse guarda-chuva, temos ainda a Fundação Tide Setubal, a Barilla e a Nespresso, nossa mais antiga parceira”, enumera. Além de professores, há ainda o acompanhamento de tutores, cujas orientações pude ver em alguns vídeos.

As disputadas inscrições para as 240 vagas do segundo semestre rolam durante setembro e podem ser feitas pelo site gastronomiaperiferica.com.br. Fique de olho.

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