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Com mordida mais forte do que a de um leão, tartaruga-aligátor é encontrada no interior de SP

'Estou feliz por ainda ter os cinco dedos da mão', diz estudante que resgatou o animal

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 29 ago 2021, 14h22 - Publicado em 29 ago 2021, 11h47

Uma tartaruga-aligátor (Macrochelys temminckii) foi encontrada na última quinta-feira (26) por um estudante na beira de uma estrada rural de terra, próximo à represa do Rio Santo Anastácio em Presidente Prudente, interior de São Paulo. O jovem levou o réptil até a sede da Polícia Ambiental. 

De acordo com Polícia Militar Ambiental, a força da mordida do animal pode ultrapassar 600 quilos, sendo capaz de quebrar ossos humanos com facilidade. Em termos de comparação, a mordida de um leão gira em torno dos 400 quilos.

Ainda segundo a polícia, a espécia é uma das maiores e mais agressivas tartarugas do mundo, podendo pesar até 159 quilos. “Estou feliz por ainda ter os cinco dedos da mão com que eu a acariciei”, disse em entrevista ao G1 o estudante João Pedro Rodrigues Paes, 20, que resgatou o animal.

“Fiquei com dó e parei o carro para evitar que alguém atropelasse a tartaruga. Liguei para a Polícia Militar e para a Polícia Ambiental. Inicialmente, acharam que era um jabuti e que era para deixar o bicho no local. Mas eu sei como é um jabuti”, conta. João explica que não notou que o animal era agressivo.

“Parecia dócil. Eu até fiz carinho na tartaruga sem saber que era brava. Ela estava bem calma”, continua. Com a ajuda de um motociclista que passava pela estrada, colocou o animal na carroceria do carro e levou até a polícia. Apenas conversando com as autoridades é que descobriu o risco que correu ao passar a mão no animal.

O réptil é originário das américas do Norte e Central e, de acordo com a polícia, não há registro da presença do animal no Oeste Paulista e ainda não se sabe como a tartaruga apareceu no interior do Estado de São Paulo.

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