Cultura

Câmara instala CPI do Teatro Municipal

Comissão vai apurar irregularidades em contratos firmados entre 2013 e 2015 na gestão Fernando Haddad

Por: Veja São Paulo com Estadão Conteúdo - Atualizado em

Teatro Municipal
Série de intrigas e acusações esquenta os bastidores do teatro (Foto: Mario Rodrigues)

A Câmara de São Paulo instalou nesta quarta-feira (8) a CPI do Teatro Municipal, que vai apurar irregularidades nos contratos firmados pelo órgão entre 2013 e 2015, na gestão Fernando Haddad (PT). A comissão será presidida pelo vereador Quito Formiga (PSDB), autor do pedido de CPI, e terá o petista Alfredinho como relator.

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No período em análise, o teatro foi comandado por José Luiz Herencia, investigado por superfaturar contratos e provocar prejuízo de R$ 18 milhões. Réu confesso, ele fez acordo de delação premiada com a promotoria e implicou o secretário de Comunicação, Nunzio Briguglio, e o maestro John Neschling. Ambos negam as acusações.

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Em abril deste ano, reportagem de VEJA SÃO PAULO mostrou que o Municipal estava sendo cenário de graves denúncias de corrupção, em uma trama que envolvia um rombo de 20 milhões de reais na contabilidade do teatro, notas fiscais superfaturadas, contratos de fachada e desvio de dinheiro público. No dia 26 daquele mesmo mês, a prefeitura chegou a colocar a instituição sob intervenção por noventa dias.

William Nacked, homem que tinha autonomia financeira e administrativa do teatro através do Instituto Brasileiro de Gestão Cultural (IBGC), organização social que realizava contratos sem a exigência de licitações e o então diretor-geral da casa, José Luiz Herencia, eram os principais nomes nas apurações conduzidas pela Controladoria-Geral do Município e pelo Ministério Público de São Paulo.

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Além de tudo, em setembro de 2015 diversas atrações importantes anunciadas para o ano de 2016, como a ópera Così fan Tutte, de Mozart, e o concerto La Fura dels Baus, foram cancelados sob a alegação de falta de verba. Em uma de suas apresentações, o maestro Neschling chegou a passar mal de calor durante uma apresentação por conta de a estrutura elétrica não ter sido totalmente modernizada após a reforma feita em 2011.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO