Consumo

Endinheirados do interior fazem a festa na capital

Onde os empresários de fora da metrópole vêm gastar o seu dinheiro

Por: Ricky Hiraoka - Atualizado em

Patrícia Diniz - Capa 2333
Patrícia Diniz. Idade: 38 anos. Cidade: Campinas. Profissão: empresária. Gasto mensal em São Paulo: mais de 80.000 reais na última visita (Foto: Fernando Moraes)

Com sapatos Armani, lenço Versace, bolsa Hermès e joias Cartier e Tiffany & Co., a empresária Patrícia Diniz, de Campinas, desembarcou no Campo de Marte, no início de julho, de um helicóptero alugado ao custo de 10 000 reais para um dia comum em sua rotina. Ao lado do cabeleireiro Djalma Kais, a quem jura que pagou 12 000 reais para retocar os fios e a maquiagem ao longo da jornada, ela veio à capital rechear o closet de 42 metros quadrados de sua casa, que tem vinte vezes esse tamanho só de área construída. “Sou vizinha do Xororó”, ressalta sempre que tem a chance, referindo-se ao famoso cantor sertanejo. No Shopping Iguatemi, destino final da dupla, Julio López, da grife Tufi Duek, separava peças para a cliente “es-pe-ci-a-lís-si-ma” provar. Ele é gerente da filial de Campinas, mas se desloca quando ela chega aqui para fazer compras. Na loja, duas garrafas de espumante Chandon a esperavam num balde de gelo. “Não bebo uma gota, mas participo do tim-tim”, esclarecia a empresária, dona de duas fábricas que produzem envelopes para autoatendimento bancário.

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Haryston Sosso - Capa 2333
Idade: 37 anos; Cidade: São José do Rio Preto; Profissão: empresário; Gasto mensal em São Paulo: 20 000 reais (Foto: Fernando Moraes)

Em pouco menos de uma hora, ela arrematou oito vestidos (com preços entre 1 350 e 8 500 reais), dois coletes de pele (cada um por 9.900 reais), um bolero (2 900 reais), uma regata de paetê (2 390 reais), uma calça (1 100 reais) e uma camiseta (490 reais). Valor total: 59 580 reais. Seria o suficiente para encher as sacolas em uma Prada ou Valentino, mas a marca nacional tem espaço especial em seu coração. “Quando era pobre e dividia uma salsicha com minha irmã e minha mãe para não passar fome, sonhava com roupas da Forum, a antiga marca do Tufi Duek”, contou. A maratona consumista não se resumiu a essa loja. Da Chanel, levou apenas um par de óculos (1 640 reais) e saiu decepcionada. “Só tem coisa para vovó”, criticou. Na Louis Vuitton, arrematou um lenço preto (940 reais). “Os outros modelos pareciam panos de prato e a vendedora me atendeu com má vontade”, reclamou. O escudeiro Kais suspirava: “Frequentar a rota do luxo em São Paulo é uma experiência que não está acessível a todos”. Ele próprio só veste assinaturas importadas, como Gucci, Dolce & Gabbana e Versace. “Comprar é minha válvula de escape.” O tour terminou com um almoço no Parigi, restaurante do grupo Fasano, em que foi incluído ainda um amigo, e custou 900 reais, devidamente pagos com dezoito notas de 50 reais. Fazendo as contas, nas sete horas em que ficou na capital, Patrícia deixou por aqui uma quantia de 85 060 reais. Nos cálculos dela, nem é tanto assim. “Venho toda semana e, por mês, gasto uns 320 000”, alardeou.

DANNY CESAR E MICHELLE JUMES

Idade: 33 anos (ambos)

Cidade: Balneário Camboriú (SC)

Profissão: médico e blogueira

Gasto mensal em São Paulo: 20 000 reais  

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Consumidores desprendidos ao estilo de Patrícia são cruciais para o circuito AAA paulistano, que nos últimos tempos recebeu grifes como Lanvin e a joalheria Van Cleef & Arpels com a inauguração do Shopping JK Iguatemi, em 2012, e Fendi, Jimmy Choo e Hermès, em um pacote de novidades do Cidade Jardim. A capital concentra 50% da movimentação do mercado de luxo brasileiro, um montante de 10 bilhões de reais em 2012, segundo estimativa da consultoria especializada MCF. É um universo muito competitivo, ao qual não passa despercebida a ascensão econômica do interior do Brasil. Se em 2000 a cidade-locomotiva do país representava 13,5% do produto interno bruto nacional, em 2010 o porcentual foi de 11,7% — ou seja, o dinheiro está mais bem distribuído. Para as marcas, portanto, olhar além dos Jardins, do Morumbi e companhia  é fundamental. Lethicia Bronstein, estilista de figuras conhecidas como Sabrina Sato e Giovanna Ewbank, relata que 70% das compradoras de seus vestidos de festa (6.000 a 12.000 reais) e de noiva (a partir de 20.000 reais) vêm de outros municípios, a maior parte do interior. Por dia, ela recebe cinco dessas bem-vindas forasteiras. Para evitar saia-justa entre pessoas da mesma região, anota o que vendeu em um caderninho e jamais permite que criações semelhantes acabem parando nas mãos de conterrâneas.   

Monica Terumi - Capa 2333
Monica Terumi. Idade: 22 anos; Cidade: Ribeirão Preto; Profissão: publicitária Gasto mensal em São Paulo: 15 000 reais (Foto: Fernando Moraes)

CLIENTE PREFERENCIAL

Porcentual dos consumidores que não são da metrópole:

MODA

70% Letícia Bronstein

60% Samuel Cirnansck

40% Reinaldo Lourenço

30% Alexandre Herchcovitch

20% Giuliana Romano

20% R. Rosner

16% NK Store

14% Topshop

10% Cris Barros

RESTAURANTES

42% A Figueira Rubaiyat

30% Due Cuochi

25% Spot

25% La Tambouille

25% Tre Bicchieri

MOTOR

55% Iates Ferretti

25% Ferrari/Maserati

4% Porsche

(Fonte: lojistas)

No ateliê de Samuel Cirnansck, a taxa de turistas é de 60%. O estilista conta que desenvolveu abordagens diferentes conforme a origem do visitante. “Com nordestinos, que são expansivos, faço piadas e proponho modelos coloridos e decotados”, descreve. “Já quem vem do interior de São Paulo não dá muita abertura, o que me faz ser formal.” Para ele, a motivação principal da gastança é a manutenção da posição social. “Essas mulheres precisam das novidades da metrópole para permanecer como referência local de poder e bom gosto”, teoriza.

Boriero, da Ferrari
Boriero, da Ferrari: “O cliente de fora demanda mais atenção do vendedor” (Foto: Fernando Moraes)

A designer de bolsas Daniela Motti, de São José dos Campos, é uma delas. Encomendou no último ano oito vestidos de Cirnansck, ao custo médio de 8 mil reais cada um. “É uma qualidade que não encontro na minha cidade”, justifica ela. Gerente comercial da Via Italia, importadora oficial de carros Ferrari e Maserati, Claudio Boriero tem vasto repertório de observações sobre o comportamento dessa freguesia. Calcula que o cliente do interior troque de veículo a cada ano e meio, enquanto o paulistano demora um ano a mais para se desfazer do possante. As peculiaridades continuam. “Ele é desconfiado e demanda muita atenção do vendedor, que não pode olhar para o lado. Quer todo o foco na sua compra.”Os lojistas, é claro, não medem esforços para dar tudo o que é solicitado. O Shopping Cidade Jardim, por exemplo, manda motoristas buscar hóspedes de hotéis como o Fasano. “Temos um serviço personalizado, tratando a todos pelo nome”, orgulha-se Renata Fava, superintendente de marketing. 

Daniela Motti
Daniela Motti (Foto: Fernando Moraes)

DANIELA MOTTI

Idade: 43 anos

Cidade: São José dos Campos

Profissão: designer de bolsas

Gasto mensal em São Paulo: 8 000 reais

Enviar peças via Correios é outra prática comum. “As equipes dos estabelecimentos me ligam e escrevem torpedos o tempo todo para falar das novidades. Por isso, vivo numa tentação constante”, afirma a publicitária Monica Terumi, de 22 anos, de Ribeirão Preto.Sentir-se rei por nossas alamedas faz parte do pacote básico da experiência. Conhecido como “Doutor Hollywood do Sul”, o médico nutrólogo Danny Cesar (que gosta de lembrar: cuida da assistente de palco Juju Salimeni, da Rede Record, e do trapalhão Dedé Santana), de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, costuma fretar um avião a cada quinze dias para vir a São Paulo. “Odeio perder tempo em aeroporto comum”, explica. Por aqui, nunca deixa de passar “no Jassa” (“O único que acertou meu penteado em 33 anos de vida”), o eterno cabeleireiro de Silvio Santos, e esvaziar araras na Rua Oscar Freire com a esposa, a blogueira de beleza e moda Michelle Jumes. O dia de consumo é encarado como uma celebração das próprias conquistas. “Batalhamos muito para ser bem-sucedidos”, enfatiza o médico. Na última visita do casal, realizada em julho, uma das aquisições foi um par de aromatizadores para casa Bo.Bô (260 reais). “Eles têm o cheiro da riqueza”, conforme explicou o médico, que deixou para trás 11.053 reais, incluindo a fatura no restaurante A Figueira Rubaiyat. “Compro bastante, mas me preocupo com a natureza. Por isso, nunca peço a minha via do cartão”, ressalta ele. 

Ana Cristina Jalles
Ana Cristina Jalles (Foto: Fernando Moraes)

ANA CRISTINA JALLES

Idade: “É mais fácil revelar meu saldo bancário”

Cidade: São José do Rio Preto

Gasto mensal em São Paulo: 15 000 reais

Uma pesquisa de 2012 da SPTuris, órgão turístico da prefeitura, mostra que 9% dos visitantes da metrópole têm as compras como principal motivação para a viagem. Nesse grupo, os restaurantes são o segundo maior interesse. A Figueira tem 42% de seus comensais entre gente que não é daqui. No Due Cuochi, outro cartão-postal gastronômico, no alto do Shopping Cidade Jardim, a fatia é de 30%. “Eles vêm com a família e formam mesas  grandes e festivas”, comemora uma das sócias, Ida Maria Frank. No La Tambouille, são 25%. “Eu me sinto em casa, pois venho aqui desde a infância”, diz a empresária Ana Cristina Jalles, de São José do Rio Preto. 

O mundo dos espetáculos também sofreria sem esse público. Os últimos shows de Madonna e Lady Gaga na capital, no fim do ano passado, foram vistos,  respectivamente,  por 28% e 24% de não paulistanos. A XYZ Live calcula que em suas  produções (do show de Elton John ao musical  Alô, Dolly!) em média 38% da plateia seja de fora. Responsável há doze anos pelo serviço de concierge do Hotel Renaissance, Claudia Raposo diz que a moda entre os hóspedes é procurar arte de rua. Eles perguntam em quais galerias os grafiteiros expõem. Às vezes, recorrem a ela para saber como causar mais impacto em um evento. “Alguns pedem helicóptero, mas houve um que me solicitou auxílio na missão de contratar dez anões como acompanhantes, para não passar despercebido em um festival no Anhembi”, conta Claudia. “Consegui encontrar os dez que ele pediu. O cachê foi de 8.000 reais.”  

Claudia, concierge do Renaissance
Claudia, concierge do Renaissance: “A moda entre os hóspedes é procurar arte de rua (Foto: Fernando Moraes)

Atrações culturais ajudam a fidelizar os fregueses. O empresário Haryston Sosso, de São José do Rio Preto, chega quinzenalmente para curtir “a tela gigante” do cinema do Cidade Jardim. De quebra, leva uma vez por mês um par de sapatos Louis Vuitton e um Prada, além de equipamentos de golfe e artigos de decoração. Ainda que representem, por si só, comissões volumosas, vez ou outra os interioranos paulistas, mineiros, goianos, catarinenses e de outros estados são alvo de preconceito. Certas grifes não gostam de associar sua imagem a um público, digamos, emergente. “Os mantenedores das finanças das marcas não são os que sustentam a imagem delas”, justificou uma relações-públicas. Para Carlos Ferreirinha, da consultoria MCF, especializada no mercado de luxo, trata-se de um grande equívoco. “Há quem acredite que clientes precisam ter nome, sobrenome e óculos escuros. Eles devem entender que o dinheiro mudou de mão no Brasil há décadas.”

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    Tian

    Rua Manuel Guedes, 499, Jardim Europa

    Tel: (11) 2389 9399

    VejaSP
    10 avaliações

    A filosofia do Tian sempre foi o compartilhamento.Comer no endereço de cozinha asiática significa pedir um sem-número de pequenos pratos e dividi-los com os companheiros. Para a refeição se tornar mais confortável, o restaurante— que se mudou da Rua Jerônimo da Veiga para um imóvel maior na Manuel Guedes, em junho— aumentou o tamanho das mesas. Os tampos de 60 por 70 centímetros deram lugar aos de 80 por 80 centímetros. Não há desculpa para não vasculhar o cardápio (que permanece o mesmo) e ir pedindo as boas receitas supervisionadas pela sócia, a tailandesa Marina Pipatpan. O macio polvo cozido em baixa temperatura ganha sabor extra ao passar na grelha com brócolis e picles de rabanete (R$ 39,00). Pedida mais intensa e tão apetitosa quanto, a costelinha suína ao molho de churrasco asiático continua a desgrudar com facilidade do osso (R$ 35,00). Faz a linha picante de leve o curry de pato ao leite de coco, manjericão e lichia (R$ 52,00). A sopa de coco com sagu, chá de jasmim, frutas, gelatina e amêndoa (R$ 23,00) refresca a goela: é geladinha.

    Preços checados em 1° de novembro de 2016.

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  • Espanhóis

    Torero Valese

    Avenida Horácio Lafer, 638, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3168 7917

    VejaSP
    15 avaliações

    Um refúgio espanhol no burburinho do Itaim. Assim é o bar de Juliano Valese e, por isso, atrai tantos casais a fim de um tête-à--tête. No menu, há tapas, como a de queijo manchego com redução de jerez (R$ 33,90) e os anéis de lula (R$ 31,90). À paella marinera (R$ 76,90) somam-se opções um pouco menos óbvias, entre elas a fideuá de polvo, tomate e espuma de limão-siciliano (R$ 75,90). Quanto aos drinques, o negroni (R$ 28,00) ganha uma versão “de España”, com cava no lugar de gim — não tão boa quanto a original, mas funciona.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Hamburguerias

    Meats

    Rua dos Pinheiros, 320, Pinheiros

    Tel: (11) 2679 6323

    VejaSP
    31 avaliações

    Paulo Yoller exibe criatividade na elaboração dos hambúrgueres — todos vêm com um disco de carne suculento. O zucchini (R$ 34,00) tem queijo bûchette, abobrinha, coulis de hortelã e bacon. Outro sucesso é o palha (R$ 32,00), com talo de coentro, pancetta, catupiry e mandioquinha palha. À espera dos sandubas, vale pedir a porção de batata e batata-doce fritas (R$ 25,00). É bom saber: a filial no Jardim Paulista (Alameda Lorena,2090, ☎ 3791-0474) costuma ter menos fila, mas nem sempre os chapeiros acertam o ponto da carne.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Padarias

    Marie-Madeleine Boutique Gourmet

    Rua Afonso Brás, 511, Vila Nova Conceição

    Tel: (11) 2387 0019 ou (11) 2387 0024

    VejaSP
    6 avaliações

    Após ficar fechada por três meses, a matriz, na Vila Nova Conceição, voltou à ativa em março. Nas mesinhas internas ou na varanda rente à calçada, dá para pedir combinados para começar bem o dia. O petit déjeuner (R$ 23,50) reúne baguete, três pães de queijo e um bostok, tudo em tamanho míni, mais manteiga, fatia de mamão e uma xícara de expresso ou café com leite. Para levar, têm sotaque francês o croissant (R$ 7,50), a baguette (R$ 9,50) e o pain sur levain (R$ 11,00), de miolo macio e casca firme. No Shopping Iguatemi, a linha de produtos é reduzida.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Infantil

    Menino Lua
    VejaSP
    Sem avaliação
    Dirigido por Fernanda Maia e com cenário e figurinos de Zé Henrique de Paula, o musical Menino Lua é um belo tributo a Luiz Gonzaga (1912-1989). Junto com a amiga Rosinha (Vivian Bertocco), o personagem que dá nome ao espetáculo (papel de Thiago França) quer acabar com a seca no Nordeste e sai em busca de soluções. A peça se divide em três espaços do teatro: um representa a casa de onde partem os amigos e os outros dois, o sertão. O vaivém entre os ambientes diverte a plateia, que acompanha o grupo em canções ao vivo, como Asa Branca e Que Nem Jiló, de Gonzagão. Completado por Aretê Bellar, Cy Teixeira, Felipe Ramos e Rodrigo Caetano, o elenco também entoa músicas criadas especialmente para a montagem. Elas ajudam a narrar as aventuras da dupla ao encontrar figuras típicas, como um beato, que revela um importante segredo, e uma divertida família de cangaceiros. Em um texto cheio de sacadas atuais, como as referências ao comportamento de alguns governantes do Nordeste, a garotada solta a imaginação em meio à cantoria. Estreou em 27/7/2013. Dias 18, 19 e 20/10/2013.
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  • A cena alternativa de psy, tecno e vertentes do house se concentra no festival Electrance, que tem duração prevista de vinte horas — das 22h de sábado (30/8) até as 18h de domingo (31/8). Ao todo, 47 DJs (21 deles internacionais) foram escalados para as duas tendas na 9ª edição da festa. Do time brasileiro, sobressaem Mau Mau e Anderson Noise. Vale ainda conferir os estrangeiros Skazi, de Israel, Magda, da Polônia, e Jay Lumen, da Hungria. Skatistas e bikers se apresentam nas rampas instaladas no espaço, enquanto rola a música. Arvorismo, tirolesa e slackline estão entre as atrações para o público aproveitar.
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  • Duas mostras apresentam gravuras dramáticas
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  • Desdobramento de uma exposição de arte brasileira realizada em Paris, em 2011, Mitologias por Procuração nasceu de uma ideia inusitada. As curadoras Kiki Mazzucchelli e Maria do Carmo M.P. de Pontes pediram a um grupo de 22 artistas para escolher obras do acervo do MAM que, na opinião de cada um e delas próprias, ajudassem a esclarecer clichês e mitos relacionados à cultura do país. Assim, Tamar Guimarães pinçou fotos de casas vazias clicadas por Mauro Restiffe, e Carla Zaccagnini optou por um nanquim de Livio Abramo. A seleção de quarenta trabalhos contém pérolas, caso de um desenho de Leda Catunda e um ótimo óleo de Flávio de Carvalho. Até 15/9/2013.
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  • Nos contos do livro Invenção e Memória (2000), a escritora Lygia Fagundes Telles diz que uma narrativa é sempre vinculada à fusão dessas duas palavras. Ao lado da diretora Isabel Teixeira, a atriz Regina Braga criou o monólogo dramático Desarticulações, com base na obra homônima da autora argentina Sylvia Molloy, e convence o espectador do sentido da afirmação de Lygia, sobretudo diante da profunda dor. Em uma interpretação que alterna delicadeza e intensidade, Regina comove a plateia na pele da própria Sylvia e mostra o seu sofrimento ao ver uma amiga, Maria Luiza, perder gradativamente a memória. Para contornar a tristeza, ela escreve um diário em que revê a relação das duas e relata os momentos em que a outra começou a se desconectar da vida. Elaborado pelo diretor de arte Marcos Pedroso, o cenário é uma instalação predominada pelo branco. Em busca da cumplicidade, Regina se mistura com as personagens diversas vezes, evoca canções de Carlos Gardel e Dolores Duran e simula o esquecimento do texto. Verdade ou mentira? Não importa. A alma de Sylvia e a de Maria Luiza habitam a da atriz. E o público acredita. Estreou em 26/7/2013. Até 25/8/2013.
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  • Adaptação de Bruno Lara Rezende para o romance de Cristovão Tezza. O livro vendeu 52.000 exemplares e consagrou o autor. Tamanha inspiração veio à tona calcada em uma experiência pessoal: a chegada do primeiro filho, portador da síndrome de Down, no final do anos 70. O monólogo dramático mantém o caráter desesperado do homem desapontado diante da cilada do destino. A interpretação enérgica e comovente de Charles Fricks, no entanto, faz do espectador um cúmplice mesmo diante de desabafos cruéis. Da aceitação até o momento de orgulhar-se do rebento, o protagonista percorre um árduo caminho. A emoção vem justamente dos episódios alegres, quando o amor paterno supera a adversidade. O diretor Daniel Herz faz muito com pouco. Uma cadeira, um ator iluminado e uma história pertinente mostram-se suficientes. Estreou em 17/03/2012. Dias 8/8/2013 e 9/8/2013.
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  • O Papa Roach anunciou o cancelamento de uma série de shows na América Latina, incluindo as apresentações que a banda faria em São Paulo (HSBC Brasil, 7/8), Rio (8/8) e Curitiba (9/8). Segundo a produtora XYZ Live, o vocalista Jacoby Shaddix está com problemas nas cordas vocais. "Ele vem batalhando contra um nódulo na sua corda vocal esquerda desde agosto de 2012. A banda pede sinceras desculpas pelo cancelamento e planeja remarcar as datas para o próximo ano", diz o comunicado. Reembolso: Os clientes devem comparecer ao local onde foi efetuada a compra, seja na bilheteria do HSBC Brasil (segunda a sábado, das 12h às 22h, e aos domingos até as 20h) ou nos respectivos pontos de venda da Ingresso Rápido. Para compras efetuadas pela internet ou pelo Call Center, é preciso entrar em contato pelo SAC Ingresso Rápido: 4003-1212 (segunda a sábado, das 9h às 22h).
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  • Cinco curtas e cinco longas-metragens compõem a programação da mostra Teatro em Tela, que vai de terça (6/8/2013) a domingo (11/8/2013), no Cine Olido. Trata-se de um ciclo dedicado às adaptações de peças ou registros de bastidores teatrais. Os destaques são os filmes extraídos de textos de Plínio Marcos (Navalha na Carne, de 1970) e Nelson Rodrigues (Bonitinha, mas Ordinária, de 1963). Também é bem-vinda a reprise da comédia A Partilha (2001), inspirada no espetáculo de Miguel Falabella. A fita terá três exibições: na terça (6/8), às 15h, na quinta (8/8), às 17h, e no sábado (10/8), às 19h. Na trama, as estrelas Glória Pires, Andrea Beltrão, Paloma Duarte e Lilia Cabral interpretam irmãs que se enfrentam para dividir os bens da família.
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    Atualizado em: 2.Ago.2013

Fonte: VEJA SÃO PAULO