Gastronomia

Paris 6 é um dos restaurantes mais lucrativos da cidade

O bistrô tem muito pouco de francês, não cobra barato e é desprezado pela crítica. Mesmo assim, o proprietário Isaac Azar conseguiu transformá-lo em um fenômeno de filas

Por: Arnaldo Lorençato e Sophia Braun - Atualizado em

Paris 6 - Isaac Azar
O empresário: pronto para abrir uma flial na mesma rua (Foto: Mario Rodrigues)

Em 2008, três anos depois de começar a investir no ramo da gastronomia, o empresário Isaac Azar via os planos de construir uma rede de restaurantes em São Paulo transformar-se em pesadelo. Os negócios estavam ruindo pelo peso das dívidas acumuladas para financiar a expansão rápida, a ponto de não conseguir pagar em dia o salário dos funcionários das suas três casas (o atraso chegou na época a três meses). “Estava quase quebrando”, conta. Certo dia, desesperado e sem rumo, tomou de uma só talagada um vidro do ansiolítico Rivotril.

 

Completamente grogue e sonolento, foi acudido pela mulher, Caroline Salvestrini, que o levou ao Hospital Sírio-Libanês, onde passou a noite em observação. Felizmente, o medicamento não lhe causou maiores problemas. “Estava fora de mim, era banco cobrando, fornecedor cobrando...”, lembra. Azar fala desse episódio para ilustrar a guinada que sua vida deu a partir daquele momento. Em um gesto radical, resolveu livrar-se dos endereços menos lucrativos (o Azaït, de culinária mediterrânea, e o St Tropez de Todos os Santos, especializado em frutos do mar), de modo a se concentrar no bistrô Paris 6, na Rua Haddock Lobo, nos Jardins.  

Paris 6 - Isaac Azar
Fila na calçada: espera de até três horas (Foto: Mario Rodrigues)

O estabelecimento, que já vinha bem desde a inauguração, em 2006, não apenas salvou a carreira do empresário como acabou também se transformando em um dos maiores fenômenos do mercado gastronômico da capital nos últimos anos. Para os mais desavisados e invejosos de plantão, seu sucesso representa um grande mistério. Apesar do nome, o Paris 6 tem pouca coisa da famosa culinária da capital europeia. Apenas 40% dos 161 pratos do menu podem ser considerados franceses, e isso com muita boa vontade, já que dividem espaço com um picadinho e quase trinta massas e risotos.

 

Levado em uma madrugada de 2009 para conhecer o bistrô, o chef-executivo francês Philippe Marc, do restaurante de Alain Ducasse no Hotel Plaza Athénée, em Paris, teve um susto. “De cozinha da França, este lugar não tem nada”, disse a um de seus cicerones. Além disso, o Paris 6 está longe de ser barato (uma refeição completa sai, em média, por 75 reais) e é desprezado pelos críticos e gente do ramo (em 2011, uma pesquisa de VEJA SÃO PAULO com 170 chefs da metrópole apontou o lugar como o pior restaurante da cidade).

Pode haver certo exagero nesse resultado, mas os pratos expedidos em ritmo de fast-food quase sempre ficam devendo em acabamento e sabor. O público não parece ligar muito para isso. A maior prova são as filas enormes que se formam à porta, com espera de até três horas nos dias de pico de movimento. “As pessoas não nos procuram apenas pela comida, que é preparada com ingredientes de primeira qualidade. Elas querem apreciar uma experiência maior, que inclui estar num ambiente bacana e badalado”, define Azar.  

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No processo de retomada dos negócios, ele passou a gerência para as mãos de Caroline, que conheceu em 1999 quando cursavam administração de empresas na Faap. Dez anos mais nova do que o marido e absolutamente low profile, ela se tornou a cabeça administrativa do restaurante, deixando o empresário à vontade para exercitar suas grandes qualidades profissionais como relações-públicas da casa e marqueteiro.

O bistrô explodiu de vez quando Azar começou a batizar os pratos com o nome de artistas. O primeiro a ter o nome associado à comida foi o galã global Bruno Gagliasso, transformado em um camarão grelhado sobre arroz à provençal. Hoje, as sugestões do cardápio recebem o nome de celebridades de diversas áreas, do futebol às artes plásticas, da música ao teatro. No menu com doze páginas, há descrições de como cada receita surgiu por inspiração da personalidade que a batizou. No meio dos textos, aparecem duas fotos de Azar: uma com o craque Neymar, a outra com o comediante Sérgio Mallandro.

 

Com frequência, personalidades televisivas desfilam por lá. Não se surpreenda se encontrar a dupla Marisa Orth e Miguel Falabella, em cartaz na cidade com a peça O que o Mordomo Viu, apoiada pelo Paris 6. Azar garante que não dá refeições de graça. “Recebo como contrapartida ingressos, que sorteio semanalmente para meus clientes nas redes sociais”, explica. Ele troca o valor dos tíquetes por vouchers de 40 reais cada um. “Todo o gasto acima dessa quantia deve ser pago”, garante.  

Mais sóbria durante os almoços da semana, a freguesia que disputa as mesas é composta de executivos e pessoas que trabalham na região. Nesse horário, tem grande saída o menu completo por 45 reais. Ao cair da noite, aparecem clientes de todos os cantos da capital, além de muitos turistas, quase sempre carregados de sacolas de compras. “Recebemos gente do mundo todo, e vários dos nossos clientes são do Nordeste”, diz a gerente Ana Paula Alves, há oito anos na casa, onde entrou como garçonete.

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Para devorarem pratos como o filé à parmigiana intitulado rodrigo faro, muitas mulheres capricham na oxigenação do cabelo, assim como se equilibram em saltos altíssimos, por vezes em sapatos com estampa de oncinha. Os homens, no estilo tigrão, também são presença constante. Esse público completa-se, em geral, com grupos de meia-idade e casais muito jovens. O que todos têm em comum? Sacam o celular o tempo todo para fazer selfies e clicar os pratos.  

Por dia, o Paris 6 atende entre 650 e 700 pessoas, que se acomodam nos cerca de 100 lugares dos três salões. “É um caso raríssimo, um restaurante fora da curva”, atesta Tadeu Masano, um dos mais respeitados analistas de mercado de gastronomia e professor da Fundação Getulio Vargas. De acordo com o especialista, o normal seria um estabelecimento desse porte receber um quarto desse movimento. “Uma fila de três horas não é saudável”, reconhece Azar.

 

De olho nesse público e na concorrência, o empresário prevê abrir até 6 de junho, na mesma Haddock Lobo e a 70 metros do Paris 6 original, o Paris 6 Vaudeville. A nova casa ocupará o mesmo ponto do extinto St Tropez de Todos os Santos, que levou Azar à bancarrota e nos últimos quatro anos era ocupado pelo D’olivino. “Operávamos no azul e nunca estivemos à venda, mas o Isaac nos procurou e fez uma oferta irrecusável de 2 milhões de reais à vista”, conta André Castro, o chef e sócio do fechado D’olivino.  

A grande diferença do novo bistrô não está no cardápio, mas na composição societária. Único dono do Paris 6 junto com a mulher, Azar aqui tem dez sócios investidores. Entre seus parceiros estão a jornalista Marília Gabriela, o ator Murilo Rosa, o diretor Jayme Monjardim, o comentarista esportivo Mauro Na- ves e o jogador Emerson Sheik, com quem se tornou alvo de uma polêmica nas redes sociais ao trocarem um selinho postado no Instagram em 2013. O episódio revoltou a ala pré-histórica da torcida do Corinthians, time que o craque defendia na época (atualmente, ele joga no Botafogo). “Essa sociedade no novo restaurante sela a nossa amizade, que é muito forte, pura e honesta”, diz Sheik.

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O modelo para o Vaudeville vem do Rio de Janeiro, onde Azar abriu uma filial com sócios na Barra. Bombando desde a abertura, a primogênita carioca deve ganhar uma irmãzinha na Zona Sul assim que um ponto for encontrado. No momento, o empresário traça um plano ainda mais ambicioso: abrirá o primeiro Paris 6 internacional em um condomínio-resort de Orlando. Para não errar o passo, fará a expansão no exterior apenas para os destinos preferidos dos brasileiros.   

Além da presença das celebridades, o Paris 6 tem outros atrativos fortes. Na cidade, tornou-se o único restaurante 24 horas. Fecha as portas apenas em duas datas: Natal e réveillon. Nessa conta, entra o talento de Azar. Como ele gosta de dizer, nasceu relações-públicas e sabe cultivar amigos — sua agenda telefônica inclui mais de 3 000 nomes quentes. “Sempre achei que ele se tornaria político por causa desse dom para a comunicação”, afirma a mãe, Jeanette Azar.

 

No dia a dia, o empresário faz um marketing agressivo. Antigo rei dos restaurantes no Twitter, rede social na qual dispõe de quase 95 000 seguidores, tem se dedicado com afinco ao Instagram e arrebanhou 179 818 fãs. Posta rotineiramente fotos de pratos que ele mesmo trata no celular, e estimula os frequentadores a fazer a mesma coisa. De segunda a quarta, quando o movimento costuma ficar mais morno, ele dá a sobremesa de cortesia a quem apresenta o post promocional depois de ter consumido o prato principal e anota o endereço virtual. Só dessa forma é possível experimentar a oferta açucarada.

Nenhum item do cardápio é páreo para um doce inventado no ano passado e em via de ser patenteado, o grand gâteau, um fenômeno de pedidos. Trata-se de um bolinho quente e úmido que lembra um suflê, servido com um picolé Diletto espetado. Os fãs se derretem pela versão paloma bernardi, feita de chocolate e regada com creme de avelã e leite condensado, mais morangos picados e avelãs trituradas. “Graças a Deus, estamos sempre lotados. Recebemos mais de 20 000 pessoas por mês”, calcula a gerente Ana Paula. Numa conta rápida, é fácil estimar um faturamento mensal de 1,5 milhão de reais.  

Paris 6 - Isaac Azar
Atrações do menu enquadradas: autografadas por famosos (Foto: Mario Rodrigues)

Ao longo desses anos, além de amigos cintilantes, Azar colecionou alguns desafetos. Um deles é o ex-sócio e colega dos tempos de Colégio Porto Seguro, Beto Giorgi, um dos proprietários dos restaurantes L’Amitié, no Itaim, e Positano, em Cerqueira César, e cuja família é dona do Sal Cisne. “Não posso cruzar com ele na mesma calçada”, esbraveja Giorgi. O motivo do rompimento teriam sido supostas confusões de Azar para as finanças. “Ele lançava na contabilidade despesas pessoais. Também era capaz de substituir um piso porque não tinha gostado da cor, fazendo gastos desnecessários”, completa. “Mas pagou os 20% da minha parte quando deixei a sociedade.” Azar rebate as acusações. “O Beto saiu no momento mais difícil do restaurante, quando estávamos na crise de 2008, e ainda levou meu chef executivo, o Yann Corderon.”

Responsável pelo primeiro cardápio do Azaït, Renata Braune também faz restrições ao restaurateur. “É a única pessoa do ramo de quem tenho críticas e foi um pesadelo trabalhar com ele”, reclama. A chef conta que havia montado a primeira versão do Azaït com apenas dezoito lugares, porque a cozinha era muito pequena. Renata saiu para uma viagem de uma semana e quando voltou Azar havia dobrado a capacidade do salão sem ter condições para atender mais clientes. “Ele é megalomaníaco, quer crescer a qualquer custo”, queixa-se. Ela não vê com bons olhos a aglomeração em frente ao Paris 6 e diz que Azar pouco se importa com qualidade. “Também tem fila no McDonald’s e no Habib’s e as pessoas não acham que é bom? Tem paladar para tudo...”, arremata. O empresário, por sua vez, reconhece que teve momentos difíceis com a cozinheira, mas é só elogios para ela. “Aprendi muito com a Renata, entre outras coisas que uma cozinha precisa de comando.”  

 

Antes de ingressar na gastronomia, Azar foi gerente de marketing da Carrera, concessionária fundada pelo pai, Cesar Azar, judeu nascido no Egito que começou a vida em São Paulo como camelô e fez fortuna com negócio de importação, comércio de café e venda de carros. Terceiro filho homem na linha sucessória, Isaac revela complexo de patinho feio. “Nunca era ouvido, ficava de escanteio”, lamenta. Quando o pai resolveu se aposentar e passar o comando para os filhos, Azar vendeu sua parte aos irmãos. Assim nasceu o restaurateur.

Ao longo desses anos, ele soube cultivar como ninguém a companhia de celebridades. “As pessoas acham que o Isaac fica de ti-ti-ti, mas ele está trabalhando o tempo todo, disponível e dedicado. Quase sempre chega em casa às 6 da manhã”, diz Caroline, com quem mora em um apartamento de 260 metros quadrados a três quadras do restaurante. Isso não impede que ele viaje com a mulher e os filhos, Jean-Luc (8 meses), Catherine (10 anos) e Sophie (12 anos), du-rante as férias. Seus destinos preferidos são as estações de esqui, em especial Courchevel, na França.

Paris 6 - Isaac Azar
Aniversário no Copacabana Palace: com Evandro Mesquita e Tânia Mara (Foto: Miguel Sá/ Divulgação)

Suas festas de aniversário reúnem constelações globais. Neste ano, teve como cenário o Copacabana Palace, com direito a shows de Tânia Mara e Evandro Mesquista. Judeu sefardita, frequenta a sinagoga Beth-El, nos Jardins. Aliás, o judaísmo foi escolhido como tema para as tatuagens que espalhou pelo corpo, quase todas escondidas. As maiores estão nas costas: uma asa, a estrela de Davi e a espada de Israel. “Minha mulher ficou furiosa quando viu que eu tinha feito”, conta.

Outra religião, o futebol, o tem como devoto fanático do Corinthians. Embora não costume ir a estádio, pegou um avião para ver o Timão disputar a final do Mundial em Tóquio. Pôde festejar a vitória e ter uma camisa autografada por toda a equipe. Como conseguiu? Uma cortesia de Emerson Sheik, o mesmo do polêmico selinho. 

Paris 6 - Isaac Azar - Caroline Salvestrini Azar
A mulher, Caroline: o cérebro financeiro do casal (Foto: Mario Rodrigues)
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    Rua Doutor Renato Paes de Barros, 415, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 7619

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  • Italianos

    Brown Sugar

    Rua Padre João Manuel, 1055, Cerqueira César

    Tel: (11) 3063 4249 ou (11) 3062 2893

    VejaSP
    7 avaliações

    Procura ser “cool” como uma balada. E consegue — ainda que, para isso, deixe a desejar na cordialidade do atendimento. No cardápio da chef Rachel Codreanschi, sobram (caras) sugestões trufadas. Melhor ficar no básico, como os quadradinhos de arroz cremoso (R$ 26,00) com picadinho no molho bem grosso acompanhado de um pedacinho de banana caramelada, farofa e ovo de gema mole (R$ 52,00). Bicolor, o nhoque da casa chega ao molho de limão-siciliano com camarão e abobrinha (R$ 58,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Filial

    Rua Fidalga, 254, Vila Madalena

    Tel: (11) 3813 9226

    VejaSP
    6 avaliações

    Foi o primeiro endereço (ainda em atividade) inaugurado pelos irmãos Altman na Vila Madalena. A cozinha segue até as 3h30 às sextas e aos sábados, o que fez com que a casa ganhasse status de bar de fim de noite. O salão, com jeito de boteco antigo, fecha mais tarde ainda. Os garçons, espertos, ficam de olho nas mesas e repõem rapidamente (até demais) o bem tirado chope Brahma (R$ 7,90). Há também cerca de cinquenta rótulos de cachaça. A linguiça toscana na chapa chega junto de farofinha e couve frita (R$ 34,50).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cervejas especiais

    Cervejaria Ô Fiô

    Rua Lício Marcondes do Amaral, 51, Morumbi

    6 avaliações
  • Hamburguerias

    Burger Lab Experience - Moema

    Alameda dos Arapanés, 539, Indianópolis

    Tel: (11) 5051 4696

    4 avaliações

    Para começar, há batata-doce servida com uma maionese temperada, como a de tangerina e manjericão (R$ 19,50). Dos hambúrgueres, o de carne de costela bovina (R$ 16,00) vai bem coberto por queijo meia-cura mineiro (R$ 5,90). Apesar de saboroso, o mix de cogumelos paris, portobello e shimeji (R$ 4,90) tem a porção bem reduzida. Para compensar, uma sobremesa farta é a banana-split de seis bolas de sorvete por R$ 58,00.

     

    Preços checados em 29 de outubro de 2014.

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  • A máxima diz que a melhor forma de aprender é na prática. Para explicar sobre os atuais problemas da falta de água que atinge São Paulo, o projeto Planeta no Parque estimula a criançada a conhecer as principais bacias hidrográficas da cidade por meio de atividades educativas e culturais. A Praça Victor Civita recebe a mostra Rios e Ruas até 31 de julho de 2014. Em quatro ambientes, obras dos artistas Carla Caffé, Danilo Zamboni, Eduar do Srur, Paulo Von Poser e Zezão explicam como fuem os diversos rios da capital. Gigantes de Ar, espetáculo do grupo Pia Fraus, também anima a garotada da praça no domingo (1º/6/2014), às 15 horas. Uma versão reduzida da montagem tem encenação no Parque Villa-Lobos no sábado (31/5/2014), às 11h30 e às 15 horas. A terceira atração é uma expedição pela Vila Madalena, que passa por riachos do bairro, pela Praça das Corujas e termina no Rio Pinheiros, próximo à Praça Victor Civita.
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  • Ele ficou conhecido por registrar as mudanças ocorridas na cidade de Berlim a partir da queda do muro, em 1989. As lentes do fotógrafo alemão Frank Thiel focaram projetos arquitetônicos, andaimes e gruas, ou, mais singelamente, tintas que descascavam das paredes. Evidências de transformações promovidas pelos humanos. Há dois anos, Thiel mudou a temática de seu trabalho e desceu até a Patagônia argentina para fazer uma série na qual a protagonista é a natureza, no caso, geleiras de mais de 2 quilômetros de extensão. O resultado pode ser visto na exposição Nowhere Is a Place, em cartaz na Galeria Leme. Debaixo de mau tempo e a bordo de uma pequena embarcação, ele captou as formações glaciais e explorou suas diferentes formas e nuances. Algumas imagens, de recorte mais fechado, viraram abstrações de volumes azulados. Outras, com objetos menores na composição, permitem observar a dimensão do que está sendo retratado. Todas as dez obras, exibidas em ampliações de até 3 metros de largura, exigem a contemplação paciente do visitante. É surpreendente notar os riscos coloridos, as manchas escuras e as mais imprevisíveis estruturas. Apesar da estética antagônica, conceitualmente este trabalho se assemelha à antiga produção do artista pelo interesse em documentar a transformação. As geleiras não ficam paradas no mesmo lugar e sofrem erosões como montanhas. Detalhes que só um olhar aguçado pode notar.  De 13/5/2014 a 21/6/2014.
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  • Em meio a uma caótica situação social e política, o casal Dolores e Horácio (interpretado por Magali Biff e Zémanuel Piñero, em revezamento com Luiz Damasceno) enfrenta uma situação de miséria. Eles mal têm o que comer, vivem à custa de cestas básicas e não têm emprego. O drama A Hora Errada, escrito por Lourenço Mutarelli e dirigido por Tomás Rezende, mostra-se pertinente por tratar de um tema duro em uma atmosfera que remete à ficção científica. Sob essa embalagem, fica mais fácil digerir o duelo verbal entre os atores. Com domínio das palavras, Magali reforça perplexidade e decepção à medida que a montagem avança, principalmente depois que o marido consegue uma colocação ligada ao governo. Nesse momento, Piñero transmite a apatia fundamental para revelar a mudança de caráter de Horácio e se destaca. Igualmente importante, a iluminação criada por Marisa Bentivegna alterna a penumbra entre os atores e suaviza o efeito dos blecautes. Estreou em 8/5/2014. Dias 12, 13 e 14/12/2014.
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  • Inaugurado em abril do ano passado, o Teatro Viradalata é uma das salas mais agradáveis da cidade. Por lá, a atriz Alexandra Golik, idealizadora do espaço, protagoniza o monólogo cômico Killocaloria, de sua autoria, na pele de sete tipos. Como pano de fundo, um programa de televisão comandado por uma excêntrica apresentadora, que recebe convidados e dá dicas de como controlar o peso. No estúdio, uma bispa, um místico, um médico e uma terapeuta dão depoimentos. Alexandra ainda se desdobra como uma adolescente e a faxineira. Inicialmente divertida, a montagem dirigida por Fernando Escrich, do grupo Doutores da Alegria, se torna um tanto previsível e compromete o rendimento da atriz. Depois de cada personagem, entram vídeos para que a troca de figurinos seja feita. Nem sempre tão criativas (e às vezes longas), essas imagens engessam a encenação e desviam a atenção do público. Estreou em 12/4/2014. Até 29/3/2015.
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  • Escrita pelo italiano Luigi Pirandello, a comédia dramática é dirigida por Marco Antônio Pâmio. Uma família intriga os vizinhos. Genro (o ator José Roberto Jardim) e sogra (Bete Dorgam) moram em casas afastadas. Ela não visita a filha e a observa somente de longe. Diante da curiosidade, os dois são convocados e apresentam conflitantes versões da convivência. Com Rubens Caribé, João Carlos Andreazza, Fábio Espósito e outros. Dias 11, 12, 17, 18 e 19/7/2015.
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  • Há duas décadas, Cacá Carvalho mergulha na obra do dramaturgo italiano e mostra bons desempenhos a seu público. Desta vez, os três monólogos baseados em Pirandello são apresentados em um ciclo. Em O Homem com a Flor na Boca (65min, 16 anos), cartaz de sexta, o ator vive um sujeito confrontado com a morte. No sábado, é a vez de A Poltrona Escura (90min, 16 anos), no qual Cacá envolve com maestria a plateia como um viúvo, um advogado e, por fim, um homem misterioso. Lançado em 2012, Umnenhumcemmil (80min, 16 anos), que ganha sessão no domingo, traz um personagem em crise ao descobrir que não é quem imaginava ser. Até 8/6/2014.
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  • Dentro do projeto Mês da Cultura Independente, que completa dez anos, o compositor Jards Macalé faz duas apresentações experimentais no terraço do Edifício Martinelli. Ele põe novos arranjos em músicas como O Crime. As composições Vapor Barato e Hotel das Estrelas também estão no roteiro. Dia 21/9/2016.
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  • Muita batucada, das boas, marca a inauguração da 13ª unidade do Sesc em São Paulo, no bairro do Campo Limpo, Zona Sul. Os instrumentistas do Berço do Samba de São Mateus, grupo que une crônicas e poesias ao samba de terreiro, de roda, de partido-alto e calango, recebem, na noite de sábado (31/5/2014), às 20h, pesos-pesados do gênero. Entre eles, Wilson das Neves, Mart’nália, Almir Guineto, Thobias da Vai-Vai e Osvaldinho da Cuíca. No domingo (1º/6/2014), às 11 horas, a Banda Mantiqueira sobe ao palco com a cantora Fabiana Cozza. Juntos, homenageiam Noel Rosa, Ary Barroso, João Bosco, Adoniran Barbosa e Dorival Caymmi. Na mesma data, às 16 horas, uma roda de choro formada por Zé Barbeiro e Luizinho 7 Cordas, entre outros, toca clássicos de Jacob do Bandolim, Pixinguinha e Ernesto Nazareth. Em tempo: o terreno do novo Sesc foi comprado no ano passado (2013) por 40 milhões de reais e, por enquanto, abriga uma estrutura provisória, dividida em área administrativa e outra de recreação. Por ali ainda haverá apresentações de teatro, circo e dança.
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  • Da seriedade de Capitão América 2 à deliciosa diversão de O Espetacular Homem-Aranha 2, X-Men — Dias de um Futuro Esquecido reúne ambas as qualidades. Engraçado e sombrio podem ser adjetivos que não combinam, mas caem bem para definir este quinto longa-metragem da cinessérie com os personagens da Marvel. No comando, o diretor Bryan Singer sabe dosar humor e ação, extraindo o melhor dos efeitos visuais. A trama tem início de forma arrebatadora num mundo futuro em que mutantes e humanos foram dizimados pelas Sentinelas, robôs gigantes criados pelo pesquisador Bolivar Trask (Peter Dinklage). Magneto (Ian McKellen) e o professor Xavier (Patrick Stewart), embora inimigos, estão unidos para sobreviver. Há uma solução: voltar ao passado para impedir Mística (Jennifer Lawrence) de matar Trask. Wolverine (Hugh Jackman) fica encarregado de desembarcar em 1973 e, naquela época de paz e amor, convencer Xavier (agora James McAvoy) dos perigos dali a cinquenta anos. Entre as primeiras providências está libertar Magneto (Michael Fassbender), preso no Pentágono por um crime... (convém não estragar a surpresa). Quem faz uma participação especialíssima no resgate é Quicksilver (Evan Peters), um garoto tão veloz quanto a luz. Estreou em 22/5/2014.
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  • No interior do México, o jovem Heli (Armando Espitia) pena para sobreviver. Sai de casa cedinho para trabalhar numa fábrica e volta cansado. Mora com o pai, a mulher (Linda González), o filho pequeno e a irmã, Estela (Andrea Vergara), de 14 anos. Vivendo as dúvidas e as vontades do primeiro amor, Estela quer se entregar a Beto (Juan Eduardo Palacios), um cadete sem perspectivas de futuro que embarca numa jogada arriscada e rouba dois pacotes de cocaína de traficantes para fugir com a namorada. A partir daí, o drama assume um clima tenso. Os criminosos chegam até Beto e, por tabela, levam junto Estela e Heli. As cenas de tortura são explícitas e chocam, assim como a realidade brutal em que vive uma classe social desprovida de segurança e dividida entre bandidos sem piedade e uma polícia corrupta. Estreou em 22/5/2014.
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  • A cineasta francesa Catherine Breillat ficou famosa pelo drama erótico Romance (1999), no qual contou com a presença do ator pornô Rocco Siffredi. Desde então, o sexo esteve quase sempre presente em seus trabalhos. Catherine muda radicalmente de direção neste drama valorizado pela presença da fabulosa atriz Isabelle Huppert. Ela interpreta a estrela de cinema Maud Schoenberg, que sofre um AVC e tem a parte esquerda do corpo paralisada. Mesmo assim, Maud quer voltar a filmar e acredita que Vilko Piran (Kool Shen), um sujeito recém-saído da prisão, pode se tornar um bom ator. Embora haja uma tensão sexual entre eles, a realizadora prefere focar o envolvimento profissional. A trama, porém, arrasta-se e se desenvolve de forma repetitiva. Na derradeira cena, Isabelle mostra seu poder de intérprete, e há um discurso coerente justificando a transformação emocional pela qual sua personagem passa. Estreou em 22/5/2014.
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  • O universo exclusivamente masculino é quase sempre visto em comédias estereotipadas ou exageradas, a exemplo da cinessérie Se Beber, Não Case! Em episódios, O que os Homens Falam, do diretor catalão Cesc Gay, foge do convencional por se aprofundar em questões mais íntimas e não menos corriqueiras de personagens na faixa dos 40 e 50 anos. Desemprego na Espanha, infidelidade, separação e impotência são alguns dos assuntos abordados ao longo de cinco histórias. O início se dá com o casual reencontro de dois amigos (Eduard Fernández e Leonardo Sbaraglia). Embora distanciados pelo tempo, eles percebem ter coisas em comum e vidas muito opostas. Em seguida, Javier Cámara (de Os Amantes Passageiros) interpreta um cara infiel tentando reconquistar a ex-esposa. Surpresas aguardam o espectador e o personagem do argentino Ricardo Darín no terceiro ato. Ele está à espreita da mulher numa praça enquanto papeia com um antigo colega (Luis Tosar). Na melhor das tramas, Eduardo Noriega paquera romanticamente uma funcionária do trabalho (papel de Candela Peña), mas, lá no fundo, tem outras intenções na aproximação. O desfecho do filme se dá com dois casais tendo a intimidade devassada pelas mulheres. Estreou em 22/5/2014.
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  • Filmes sobre esportes revelam-se quase sempre arriscados. Em alguns casos, o assunto é ampliado e, por isso, tem a adesão de um público maior — vide, por exemplo, Invictus, de Clint Eastwood. Mas isso não se aplica a essa aventura dramática estrelada por Kevin Costner. Em boa forma, apesar da pancinha visível, o galã interpreta Sonny, gerente do time de futebol americano Cleveland Browns. O “draft day” do título original da fita refere-se ao dia em que os jogadores são escolhidos para ingressar na NFL ou mudar de equipe. Durante as doze horas para a decisão, Sonny fica em dúvida se Bo Callahan (Josh Pence), um craque idolatrado do Seattle Seahawks, é o nome certo para integrar seu grupo. Os torcedores, o treinador (Denis Leary) e o dono do Cleveland Browns (papel de Frank Langella) mostram-se favoráveis. Há certo interesse no desenrolar do roteiro e uma boa reviravolta final. Contudo, um esporte nada familiar aos brasileiros e termos técnicos tendem a tornar o programa um pouco enfadonho. Estreou em 22/5/2014.
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  • Comandado por três diretores (incluindo a cantora Mariana Aydar), o documentário tem como tema o carismático sanfoneiro Dominguinhos, autor da conhecidíssima Isso Aqui Tá Bom Demais!, que morreu em julho de 2013 (e o filme nem cita). O longa-metragem tenta seguir uma ordem cronológica com o próprio biografado narrando em off sua trajetória — do nascimento, em Garanhuns, ao apadrinhamento pelo grande Luiz Gonzaga, o rei do baião. Por terem pouquíssimas imagens do passado de Dominguinhos, os diretores, acertadamente, recorreram a cenas antigas genéricas. Quando a história se aproxima da fase mais famosa do sanfoneiro, o foco se dispersa. Há momentos antológicos (como o encontro com a parceira Anastácia) e outros em família. Faltam, contudo, informações de praxe para um registro que se propõe completo. Quantas canções ele compôs e quantos discos gravou? Niguém diz. A homenagem, embora positiva, não dá a exata importância de Dominguinhos na música brasileira. Estreou em 22/5/2014.
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  • Assim como a Índia, a Nigéria tem uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo. Ela ficou conhecida como Nollywood e ganhou força nos anos 90, em um período de crise política e econômica. Para apresentar um pouco do cinema do país africano, a mostra Bem-vindo a Nollywood faz um panorama diversificado, no Cine Olido, até 6 de junho. Em exibição, há treze longas-metragens, entre eles o drama romântico musical Inalé. Agendado para este sábado (24), às 19h, e para quinta (29), às 17h, o filme narra as batalhas enfrentadas por um rapaz para se casar com sua amada.
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  • Em cartaz, os longas-metragens têm personagens gays como protagonistas
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  • O evento, que reúne também palestras e exibições de filmes, concentra atrações musicais. No sábado (24/5) se exibem The Soundscapes, Finger Fingerrr, Brothers of Brazil e The Muddy. Têm vez no domingo (25/5/2014) B. Grey, Dani Black, Samuel J e Metá Metá.
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  • O projeto “Brasil Tela Para Todos – Perspectivas Contemporâneas”, segue com a sua programação especial nos meses de junho em julho, trazendo como tema “Futebol, Paixão Nacional”. Paralelo ao período do mundial de futebol, quando os olhares do planeta se voltam para o Brasil, o universo deste esporte é o foco da mostra, que traz uma seleção de longas-metragens e curtas-metragens. Até 13/7/2014. Confira a programação: Tema: “Futebol, Paixão Nacional” Sábado, 21 de junho 14h - Garrincha - Estrela Solitária (2003), de Milton Alencar Jr.  Segunda, 23 de junho 16h - Juventus Rumo a Tóquio (2009), de Andréa Kurachi, Helena Tahira e Rogério Zagallo Sábado, 28 de junho 12h - Barbosa (1988), de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo 16h - Vai pro Gol (2012), de Felipe D'Andrea Domingo, 29 de junho 12h - O Pai do Gol (2012), de Luiz Ferraz 16h - Gaúchos Canarinhos (2007), de Rene Goya Filho Segunda, 30 de junho 12h - Ernesto no País do Futebol (2009), de André Queiroz, Thais Bologna 16h - Gogó da Ema Futebol Clube (2010), de Caio Vecchio          Sexta, 4 de julho 16h15 - Sonho de Guri – Teste Final (2012), de Liliana Sulzbach Sábado, 5 de julho 12h - Sonho de Guri – A Vida na Base (2012), de Liliana Sulzbach 16h - Sonho de Guri – Caindo na Real  (2012), de Gilberto Perin Quarta, 9 de julho 16h - A Procissão (2012), de Rogerio Zagallo                     Sábado, 12 de julho 16h - Três no Tri (2013), de Eduardo Souza Lima Domingo, 13 de julho 15h - A Soccer Story (2014), de Liliana Sulzbach
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    Atualizado em: 23.Mai.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO