Artes

Instituto Tomie Ohtake, que abre mostra de Frida Kahlo, vira recordista de público

Mostra inédita da pintora mexicana promete ser o novo blockbuster do centro cultural de Pinheiros

Por: Julia Flamingo - Atualizado em

Frida Kahlo
A curadora Teresa Arcq e o diretor do instituto, Ricardo Ohtake (Foto: Fernando Moraes)

Nas últimas décadas, Frida Kahlo (1907-1954) entrou para o panteão de personalidades da história que viraram ícones pop, ao lado de Charles Chaplin e Che Guevara, entre outros. A figura e a obra singular da pintora mexicana passaram a estampar vários produtos, de camisetas a capinhas de celular, inspiraram desfiles de grandes estilistas, serviram para batizar um disco da banda de rock Coldplay e ganharam até uma versão em Hollywood, com Salma Hayek no papel da protagonista. O fato de estar a léguas do padrão convencional de beleza feminina, com o rosto moreno emoldurado por uma monocelha e o corpo frágil (teve poliomielite na infância, que deixou sequelas em uma das pernas, além de ter sofrido um terrível acidente na juventude), o comportamento transgressor e a capacidade de transformar as cicatrizes de amores mal resolvidos e tragédias pessoais em matéria-prima de seu trabalho ajudaram na idolatria.

 

Magdalena Carmen Frieda Kahlo é responsável por um conjunto relativamente pequeno de criações (não mais que 150 telas). Algumas de suas obras foram parar nas paredes de instituições importantes, como o Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York, ou em casas internacionais de leilões, atingindo cotações perto de 6 milhões de dólares, recorde para o universo de nomes latino-americanos. Parte considerável da produção dela ainda se encontra em seu país natal, na Casa Azul, na Cidade do México, no endereço onde viveu por 25 anos com seu marido, o também pintor Diego Rivera. O lugar acabou sendo transformado depois no Museu Frida Kahlo. As peças nunca saem de lá, o que dificulta a realização de grandes exposições sobre a artista.

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frida 17
Retrato feito em 1939 por Nickolas Muray (Foto: Nickolas Muray Archives)

A partir deste domingo (27), o público da cidade terá a chance de conferir de perto uma parte significativa do universo da pintora na mostra inédita Frida Kahlo — Conexões entre Mulheres Surrealistas no México. O endereço que abrigará a empreitada, o Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros, notabilizou-se nos últimos anos como responsável por atrações recordistas de público na capital no mundo das artes. Entre os blockbusters recentes do local, encontram-se eventos dedicados a nomes como Salvador Dalí e Yayoi Kusama. Frida, que fica em cartaz até 10 de janeiro, tem potencial para igualar ou até superar seus antecessores. Os ingressos custam 10 reais.Desde a abertura das bilheterias, no início de setembro, já foram comercializados pela internet quase 12 000 tíquetes. “O que Frida representa diz respeito a toda a humanidade: dor, tristeza, amor”, teoriza a curadora Teresa Arcq, que também é mexicana. “Sua produção está diretamente ligada a sentimentos universais. Por isso, será sempre contemporânea.”

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O material foi obtido por Teresa junto a coleções particulares e instituições dos Estados Unidos e do México. Para se ter uma ideia da dificuldade de reunir essas preciosidades, algumas obras podem demandar cinco anos de espera até sua disponibilização para empréstimos a eventos do tipo. A curadora obteve sucesso na empreitada graças à sua relação íntima com o mundo de Frida, que lhe proporciona, por exemplo, contatos quentes na Casa Azul. O material da pintora permaneceu intocado no local durante cinquenta anos depois da morte dela. Teresa foi uma das primeiras profissionais a ter acesso ao tesouro. No Tomie Ohtake, as produções amealhadas pela curadora são exibidas em diálogo com trabalhos deoutras dezesseis artistas conterrâneas influenciadas por ela, em um total de 100 obras.

Frida Kahlo_autorretrato con monos_1943_óleo sobre tela_Courtesy the Guelman Collection_©2015 Banco de México Diego Rivera & Frida Kahlo Museums Trust_A imagem deve ser publicada como foi env
Um dos destaques da mostra é o autorretrato da artista com os seus macacos de estimação (Foto: Courtesy the Guelman Collection_©2015 Banco de México Diego Rivera & Frida Kahlo Museums Trust)

Uma seção especial do instituto em Pinheiros é reservada à relação especial de Frida com a moda. O estilo dela de vestir, quase tão famoso e comentado hoje quanto suas telas, é explorado em um ambiente criado pelo restaurador Renato Camarillo, responsável pela conservação na Casa Azul das roupas que pertenceram à mexicana. Como as originais não podem deixar o museu, o profissional vestiu seis manequins com peças semelhantes, das décadas de 20 e 30. “Ela adorava trajes e joias inspirados em povos pré-hispânicos e tecidos estampados com características regionais”, conta Camarillo.

O coração da mostra é o acervo de vinte criações de Frida, entre telas, gravuras e desenhos, formando um conjunto denso, surpreendente e de forte carga afetiva. Até os 18 anos, ela nunca havia pensado em pintar. Com uma perna atrofiada devido à poliomielite, vivia vestida como um menino e impunha sua personalidade forte para sobressair ao corpo frágil. Aos 18, um acidente quase fatal mudaria sua trajetória: o ônibus em que se encontrava foi atingido por um bonde. Além de sofrer fraturas em vários lugares na espinha dorsal, clavícula e pé, Frida teve a pélvis atravessada por um pedaço de metal. No longo período de convalescença, começou a mexer com tintas e pincéis. Ela seria forçada depois a fazer mais de trinta operações e três abortos (não podia ter filhos devido às sequelas do desastre). Uma das gravidezes interrompidas virou tema de sua litografia Frida y el Aborto, uma das peças em exibição no Tomie Ohtake.

Tomie Ohtake
O instituto na temporada de Dalí: filas quilométricas na porta (Foto: Peter Leone/Futura Press)

Outro destaque da mostra é a tela Diego en Mi Pensamiento, na qual a artista retratou a si mesma, vestida de branco, com o marido desenhado na testa, como uma declaração de que nunca o esqueceria. Quando se conheceram, em 1922, ela era uma adolescente. Vinte e um anos mais velho, Diego já figurava entre os pintores mais renomados do México. O casamento dos dois ficou famoso pelas infidelidades de ambos os lados — no caso de Frida, a lista incluía homens como o revolucionário russo Leon Trotsky e inúmeras mulheres, algumas delas representadas na exposição brasileira. Também está presente no evento a natureza-morta Frutas de la Tierra, que integrou a seleção de obras da primeira mos trasoloda pintora, em 1938. Apesar de a exibição ter sido sediada na Julien Levy Gallery, espaço nova-iorquino ligado a artistas surrealistas, Frida dizia que seu objetivo não era pintarsonhos, e sim retratar a realidade. “Não sei se minhas pinturas são ou não surrealistas, mas estou segura de que são a expressão mais franca do meu ser”, costumava declarar.

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Frida Kahlo
"Diego en mi Piensamento": a mexicana faz uma declaração de amor ao companheiro Diego Rivera (Foto: Courtesy of the Gelman Collection_©2015 Banco de México Diego Rivera & Frida Kahlo Museums)

Com essa iniciativa, o Tomie Ohtake firma-se como um dos mais efervescentes redutos culturais da capital. Com 7 500 metros quadrados, ele foi inaugurado, em 2001, em homenagem a Tomie Ohtake (1913-2015), com a participação direta de Ruy e Ricardo, filhos da pintora. O lugar organizou várias exposições bem-sucedidas, como a dedicada ao arquiteto catalão Antoni Gaudí, em 2004, que atraiu cerca de 80 000 visitantes. Nada disso, porém, se compara ao que aconteceu depois, quando o local emplacou alguns dos maiores blockbusters da cena artística da cidade. Essa virada começou no ano passado com a mostra da japonesa Yayoi Kusama, responsável por gerar filas quilométricas à porta do prédio. Ao término da temporada, 522 000 pessoas haviam comparecido à exposição. O recorde seria batido com Salvador Dalí, em cartaz entre o fim de 2014 e o início de 2015: 538 000 visitantes. O desempenho desses eventos superou as expectativas mais otimistas e obrigou o espaço a repensar sua política. “Quando fizemos a mostra da Kusama, não estávamos preparados para abrigar um evento tão grande, nem o público estava acostumado a isso”, diz o arquieto Ricardo Ohtake, administrador do Instituto. “Tivemos de aprender juntos.”

Frida Kahlo
Em "Retrato de Diego Rivera", ela homenageia novamente o marido: os dois estavam no centro da agitação cultural de seu país (Foto: Banco de México)

A implantação do sistema de vendas de bilhetes pela internet, realizada na abertura da exposição de Miró, em maio, representou uma das medidas mais importantes no processo de melhorias. O esquema ajudou a amenizar o sufoco das filas, pois os ingressos já saem com o horário de entrada marcado. Cerca de 30% das vendas de tíquetes para essa mostra foram feitas on-line. O museu também reforçou a infraestrutura de modo a tornar mais confortável a experiência dos frequentadores. Exemplo disso foi o audioguia, que funciona com a leitura de QR codes espalhados pelas paredes da mostra. Quando ativadas por smartphones, as gravações trazem explicações que mais parecem bate-papos, e não textos formais, como é costume em outras instituições. O local sedia hoje quase vinte exposições por ano, o dobro do que ocorria nos primeiros tempos do museu. “A diferença com relação ao início tem sido nossa maturidade ao tratar com as entidades estrangeiras, negociando itinerâncias para baratear o custo dos projetos”, afirma Paula Signorelli, responsável pelos assuntos institucionais do centro cultural. Depois de São Paulo, a mostra de Frida Kahlo segue para espaços mantidos pela Caixa Cultural no Rio de Janeiro e em Brasília.

Frida Kahlo
"El Abrazo de Amor del Universo la Tierra México Diego Yo y el Señor Xólotl" é um dos vinte trabalhos trazidos ao Brasil pela primeira vez (Foto: Banco de México)

O instituto fica no térreo de um prédio de 22 andares em Pinheiros que chama atenção pela fachada cor-de-rosa e pelas carambolas de cor lilás. Esse edifício pertence ao laboratório Aché, e o espaço do museu foi cedido pela empresa em comodato. Em um exercício matemático livre, considerando o valor médio de 115 reais o metro quadrado para locação na região, o Tomie Ohtake ficaria livre de um aluguel mensal de cerca de 800 000 reais. O arranha-céu e o centro cultural nasceram da prancheta de Ruy Ohtake. É seu irmão, porém,quem cuida do dia a dia e costuma dar a palavra final sobre as atrações da agenda. O trabalho realizado ali dentro, acreditam eles, ultrapassou os limites do museu. “Nosso sucesso ajudou a revitalizar o entorno”, afirma Ricardo Ohtake.

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Manequim com look inspirado nas preferências de Frida (Foto: Fernando Moraes)

Está longe de ser um exagero. Os sócios da cervejaria BrewDog e da Lanchonete da Cidade, casas vizinhas do lugar, ambas inauguradas em 2014, assumem que escolheram o ponto para aproveitar o bochicho gerado pelas exposições. “Pesquisamos oitenta opções de ponto na cidade antes de optar por esse pedaço de Pinheiros”, conta Gilberto Tarantino, um dos donos da BrewDog. “Nos fins de semana em que as grandes mostras estão em cartaz, o número de clientes aumenta em até 40%”, completa. O fenômeno se repete na Lanchonete da Cidade, onde as vendas chegam a dobrar nos períodos de grandes eventos do Tomie Ohtake. Os estabelecimentos já reforçaram seus estoques na expectativa da chegadado furacão Frida ao endereço.

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  • Cozinha variada

    Max Abdo Bistrô

    Rua Peixoto Gomide, 1658, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 5557

    VejaSP
    1 avaliação

    Desde a inauguração, um saboroso detalhe do couvert (R$ 7,00) é difícil de esquecer: uma manteiga rosa, feita com morango. Ainda para abrir o apetite, vai bem o mix de cogumelos com geleia de pimenta (R$ 25,00). Trazido no ponto solicitado, o bife ancho alto vem acompanhado de escarola e palmito (R$ 61,00). Para um prato vegetariano, invista na berinjela à parmigiana com mussarela, parmesão e um toque inconfundível de ricota defumada (R$ 51,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Numero

    Rua da Consolação, 3585, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3061 3995

    VejaSP
    7 avaliações

    Queridinho da moçada endinheirada, o bar tem ares de exclusividade. Não à toa: é preciso estar disposto a desembolsar R$ 250,00 de consumação mínima em algumas noites para refestelar-se nos confortáveis sofás de couro de seu salão. O barman Derivan de Souza deixa todo mundo ainda mais à vontade com drinques clássicos benfeitos, como o negroni e o apple martini (R$ 37,00 cada um). Recentemente, a coxinha (R$ 34,00), clássico local, ganhou uma igualmente deliciosa versão de pato (R$ 45,00), que vem acompanhada de molho agridoce levemente apimentado.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Botecos

    Jacaré Grill

    Rua Harmonia, 305/317, Vila Madalena

    Tel: (11) 3816 0400 ou (11) 3031 5586

    VejaSP
    2 avaliações

    Eis um bar que sobrevive aos modismos que vez ou outra acometem a Vila Madalena. Há 26 anos na ativa, continua com seu ambiente jeitoso e arejado, no qual turmas que já passaram dos 30 anos investem em cerveja gelada (Original, R$ 10,75) e bons grelhados. Entre as mais recentes inclusões do extenso cardápio está o skirt steak, suculento parente da fraldinha que, acompanhado de farofa, vinagrete e pão, custa R$ 125,90 para duas pessoas.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chocolates

    Opera Ganache - Rua Augusta

    Rua Augusta, 2542, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 7161 ou (11) 3062 0436

    VejaSP
    2 avaliações

    É uma doceria que encanta em etapas. Começa pela localização, em uma charmosa viela comercial na Rua Augusta. Já dentro da loja, fica difícil saber para onde direcionar o olhar: diferentes vitrines acomodam os doces de acabamento impecável do pâtissier Renato Blinder, caso do parfait de limão- siciliano (R$ 14,00) e da musse de coco com abacaxi (R$ 12,00). Também conquistam os olhos a linha de coloridos bombons, como o de lichia e sakê e o de pistache (R$ 4,00 cada um). Os macarons são vendidos por R$ 170,00 o quilo, mas quem pede café (R$ 5,50) ganha um de cortesia. Simpático, não?

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Clássico infantil da MPB, o disco Canção dos Direitos da Criança (1987) é fruto da bem-sucedida parceria entre o compositor Toquinho e o artista plástico Elifas Andreato. Reúne dez composições inspiradas nos princípios da Declaração Universal dos Direitos da Criança, aprovada pela ONU em 1959. A obra, que já foi adaptada mais de uma vez para os palcos, ganha nova versão pelas mãos de Carla Candiotto, uma das fundadoras do grupo de teatro infantil Le Plat du Jour. A trama se passa na era vitoriana, em meio à Revolução Industrial, no reino da Rainha Má (Carol Badra), que, junto do seu ajudante, o Primeiro Ministro (André Dias e Edgar Bustamante), chama as crianças que trabalham no castelo de “coisinhas”. A turma, que já não aguenta mais os maus-tratos dos seus superiores, resolve bolar um plano para conseguir mais comida, o que rende cenas cheias de humor. A história conta com um elemento-surpresa no final, porém seu desenrolar às vezes peca pelo clichê. Esse fator é relevado pelo texto atual e engajado, combinado com canções cantadas ao vivo que conversam com a produção, como Gente Tem Sobrenome e Bê-ABá. O resultado da montagem atinge sua proposta original: informar de uma maneira divertida. Estreou em 12/9/2015. Até 30/10/2016.
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  • O pé-direito duplo, as janelas quadriculadas e o piso de madeira da sala principal da Estação Pinacoteca compõem o cenário perfeito para as instalações inéditas de Nuno Ramos. O paulistano se apropria da estrutura do prédio para construir duas grandes obras em formato de balança. Dispostos um em cada ponta dos andaimes, quatro itens (um monte de arroz, um armário, um cavalo de carrossel e um rádio) se equilibram. Aparentemente aleatórias, as peças passam a se relacionar aos vídeos surreais que complementam as instalações. Num deles, Ensaio sobre a Dádiva: Casaporarroz, uma mulher troca os objetos de sua casa por arroz. Em outro, Cavaloporpierrô, um palhaço cantante é fixado no lugar de um cavalo. O mundo extraordinário criado pelo artista fica mais colorido no ambiente que abriga quatro telas tridimensionais, nas quais canos de ferro e pelúcia são acoplados aos quadros pintados por tinta maciça e colorida. Um dos relevos dá o estranho título à mostra, HOUYHNHNMS, que mais parece uma composição de letras acidentalmente acionadas num computador. O nome é inspirado em uma raça de cavalos inteligentes criada pelo escritor irlandês Jonathan Swift para o livro As Viagens de Gulliver. De 29/8/2015. Até 15/11/2015.
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  • A partir de quarta (2/9), a Galeria Vermelho vai chamar atenção pelo outdoor de 7 metros de extensão que tomará conta da sua fachada. A imagem, do artista paulistano Nelson Leirner, intitulada Diálogo com Yayoi — uma releitura da obra da artista japonesa Yayoi Kusama —, marca a abertura da exposição do artista. Com curadoria da historiadora Lilia Moritz Schwarcz, que também é coautora do livro Nelson Leirner — A Arte do Avesso, a montagem reúne trabalhos em que Leirner dialoga com outros grandes artistas, como Leonardo da Vinci, Mondrian, Duchamp e Velázquez. Na parede será reproduzido o texto de apresentação da mostra Pague para Ver, que, nos anos 80, foi cancelada pela provocação ao mercado da arte. De 2/9/2015. Até 3/10/2015. Atenção: Na terça (29/9), às 18h, a curadora Lilia Schwarcz conduz uma visita guiada gratuita.
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  • De tempos em tempos, uma peça estreia de mansinho e chama a atenção pela façanha cada vez mais rara de se manter por meses em cartaz. Os atores da Cia. Os Barulhentos conseguiram um eficiente boca a boca com Aqui Estamos com Milhares de Cães Vindos do Mar, que, depois de apresentações no Espaço Elevador, pode ser vista no Centro Cultural São Paulo. Dirigida por Rodrigo Spina, a tragicomédia é formada por catorze cenas escritas pelo dramaturgo romeno Matéi Visniec. Um pouco mais da obra do autor ainda pode ser conhecido em outros espetáculos na cidade, A Máquina Tchekhov e A Volta para Casa. Em um primeiro momento, a encenação concebida por Spina, apoiada na iluminação de Lui Seixas, já deixa o público impactado. O breu do palco aos pouco cede espaço para tons de cinza, branco e preto para que as tramas se cruzem. Enquanto um casal discute a relação depois do sexo, uma mãe luta para atravessar uma fronteira com o filho. A seguir, um garoto é instruído a atirar em supostos inimigos. Em comum, os personagens são marcados pela opressão que os tornam patéticos, vítimas da violência e do totalitarismo. Conceitual e performática, a montagem opta por caminhos opostos ao realismo para reforçar as palavras de Visniec. Garante, porém, sua maior força ao criar, inevitavelmente, comparações com os noticiários. Estreou em 14/3/2015. Até 25/10/2015.
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  • Sucesso da temporada, Urinal, o Musical segue com os poucos mais de sessenta ingressos por sessão disputados a tapa no Teatro do Núcleo Experimental. Sem recorrer a fórmulas confortáveis e ou facilmente digeríveis, o diretor Zé Henrique de Paula apresenta um outro tipo de espetáculo, difícil até de ser catalogado em gênero. Cartaz do Sesc Pinheiros, Ao Pé do Ouvido foi batizado de audiopeça. A dramaturgia é baseada em entrevistas, e a encenação consiste na interpretação fiel das gravações dos relatos. O foco recai sobre as histórias de nordestinos que escolherem a cidade de São Paulo para morar ou, pelo menos, sonhar com outro tipo de vida. São eles a babá, a atriz, o pedreiro, o médico, a costureira, o porteiro, o pescador. Na maior parte do tempo sentados, Bruna Thedy, Cy Teixeira, Fábio Redkowicz, Herbert Bianchi, Hugo Picchi, Laerte Késsimos, Rita Batata e Rodrigo Caetano interpretam os depoimentos. Apoiados nos gestos e sotaques, eles apostam na capacidade de emocionar o público e, se possível, fazer com que cada um se identifique com a narração. Nem sempre o objetivo é alcançado porque é difícil desassociar a imagem das palavras. O excesso de realismo acaba traído por uma necessidade de a plateia recorrer a uma subjetividade para imaginar os personagens. Em uma pegada cômica, Rita Batata é quem mais tira proveito das oportunidades. Estreou em 3/9/2015. Até 17/10/2015.
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  • Autora de um dos melhores discos do ano passado, A Mulher do Fim do Mundo, Elza Soares apresenta-se sempre sentada numa imponente poltrona. Só com o vozeirão, preenche o palco e emociona a plateia. Nesta apresentação, ela comemora o bom momento e lança o vinil do disco em três apresentações. Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos, Romulo Fróes, Felipe Roseno e Guilherme Kastrup,que assina a produção do álbum, acompanham a cantora no palco. 27, 28 e 29/10/2016.
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  • Depois de permitir a presença de humanos em seu aterrorizante hotel, onde antes só viviam monstros, o Conde Drácula tem uma nova missão pela frente na animação Hotel Transilvânia 2, exibida também em versões 3D: forçar o neto a se transformar num vampiro assustador. O filme tem início no casamento de sua filha, Mavis, com um humano, Johnny. Da relação nasce o pequeno Dennis, uma criança sensível, de cabelos ruivos e encaracolados, e sem a mínima vontade de morder pescoços. Surge, então, a ideia mirabolante do avô: levar o menino para lugares macabros, como a Floresta Negra e um acampamento de vampiros, e assim torná-lo menos fofo. Enquanto isso, Mavis embarca com o marido rumo à ensolarada Califórnia para conhecer a casa dos sogros. A turma que acompanha Drácula, uma múmia gorda, um lobisomem que desaprendeu a uivar e um Frankenstein domesticado, garante as melhores risadas. O diretor russo Genndy Tartakovsky se amarra ao lema “não queira educar os filhos à sua semelhança, aceite-os como eles são”. Mas o humor besteirol de Adam Sandler, produtor e roteirista do filme, não deve fazer o efeito desejado entre as crianças. Estreou em 24/9/2015.
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  • Nancy Meyers é hábil ao tratar da meia-idade e da velhice, discutindo aposentadoria e relações amorosas em filmes agradáveis de ver. Muitos deles com humor bem dosado, sem cair no pastelão. É o caso de Alguém Tem que Ceder (2003) e Simplesmente Complicado (2009). Em Um Senhor Estagiário, mais uma vez a diretora confronta gerações ao retratar a vida de Ben (Robert De Niro, na sua versão cômica), um viúvo de 70 anos, entediado com a rotina, que resolve se inscrever para uma vaga de emprego em uma loja descolada de roupas. A chefona do pedaço é Jules (Anne Hathaway), uma jovem obstinada pelo trabalho que dorme pouco, almoça em trânsito e odeia pessoas que falam devagar. Ela é casada com Matt (Anders Holm), um publicitário que abandonou a carreira para cuidar da filha. Enquanto Ben vai ao trabalho de paletó e gravata, os companheiros de empresa vestem camisetas casuais e acham graça do estilo old school do novo funcionário. Aos poucos, no entanto, Ben conquista a confiança de todos, principalmente a de Jules, graças ao cavalheirismo e à experiência de vida. Com dois grandes atores nas mãos (De Niro e Hathaway), Nancy ressalta, ao propor um choque de convivência, valores como a paciência e o respeito e reflete sobre a urgência do tempo atual. Estreou em 24/9/2015.
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  • São apenas dois atores (que valem por vários) em cena, Emmanuelle Seigner e Mathieu Amalric, num jogo de sedução e troca de personagens irresistível. Tudo se passa num único cenário, um teatro vazio de Paris. O novo filme de Roman Polanski (de clássicos como Chinatown e O Bebê de Rosemary) é tão minimalista quanto Deus da Carnificina, o longa anterior do cineasta, no qual dois casais discutem o comportamento dos filhos e, aos poucos, revelam seus próprios podres. Impressiona como Polanski consegue extrair questões profundas da existência humana em situações aparentemente banais. Amalric interpreta Thomas, o autor de uma peça adaptada da obra sadomasoquista do escritor austríaco Leopold von Sacher-Masoch (1836-1895). Ele está insatisfeito com as atrizes vulgares que fizeram testes para o papel central. Até que chega ao teatro Vanda (Emmanuelle), uma mulher debochada, que fala sem parar, e desafia a retidão de Thomas. Os dois vão se perder em ensaios quentíssimos, sendo que a barreira entre o real e a encenação se rompe constantemente. Resta a pergunta: quem está sob o controle? Estreou em 24/9/2015.
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  • Não é o caso de comparar este A Hora e a Vez de Augusto Matraga com aquele de 1965, um clássico do cinema novo filmado em preto e branco por Roberto Santos. É verdade que ambas as histórias são fiéis ao conto de Guimarães Rosa, mas as estéticas não se aproximam, pois falamos de épocas distintas. Visto sem a sombra do original, o filme de Vinicius Coimbra, conhecido pelo trabalho como diretor de novelas da Globo, é bonito, solene em alguns momentos e cativante. Há planos que nos remetem ao estilo do faroeste americano, com bela fotografia e uso recorrente da câmera lenta. João Miguel, numa atuação irretocável, faz o papel do protagonista, um sertanejo mulherengo e valente que paga o preço pelas besteiras que cometeu. Sua mulher, Dionóra (interpretada por Vanessa Gerbelli), abandona-o e leva a filha junto para morar com o coronel Ovídio Moura (Werner Schunemann). Ao saber da notícia da boca de seu fiel escudeiro, Quim (Irandhir Santos), Augusto perde as estribeiras e se mete com a pessoa errada: o major Consilva (Chico Anysio). Leva uma surra de seus capangas e é dado como morto. Desse momento em diante, nosso herói decide entregar sua alma a Deus. Honra, vingança e arrependimento caminham juntos no longa de Vinicius. Um detalhe: produzida em 2011, a fita tem a participação de José Wilker no papel de um dos cabras mais poderosos do sertão mineiro (o ator morreu em 2014). Estreou em 24/9/2015.
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    Martinho da Vila, o nome mais presente no documentário O Samba, do francês Georges Gachot, faz uma análise pertinente a respeito do ritmo: explica, com a habitual fala mansa, que as letras das músicas tratam em geral de mazelas sociais, embora sejam cantadas com doses de alegria, sem sofrimento. Nesse sentido, o filme de Gachot não é inocente. Ao retratar o Carnaval carioca, passistas, puxadores e intérpretes, não fica só no oba-oba de um estrangeiro inebriado. Pelo contrário, investiga as origens do gênero e busca entender a linguagem e os gestos de cada personagem, detendo-se em detalhes como o toque do pandeiro, o olhar da garota que aprende novos compassos e os movimentos sincopados do mestre de bateria. O cantor Martinho da Vila e sua escola do coração, Unidos de Vila Isabel, têm atenção especial no longa. Ao se concentrar nesse recorte, o diretor acaba entregando ao público mais um perfil do sambista do que um estudo do samba. Estreou em 24/9/2015.
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  • Documentário

    Orestes
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    É interessante a proposta do diretor Rodrigo Siqueira no filme Orestes. Ele traz à tona a tragédia Oréstia, de Ésquilo, para refletir sobre vingança e direito de matar. No clássico enredo, o filho acaba com a vida da própria mãe depois de ver seu pai assassinado em um crime planejado por ela. Corre em paralelo a história verídica de Soledad, uma integrante da luta armada que foi morta pelo amante, o cabo Anselmo, agente da ditadura militar infiltrado entre os guerrilheiros. Siqueira joga com essas duas situações e quer saber até onde a violência pode ser justificada. Coloca frente a frente numa sala vítimas do regime militar, pais cujos filhos foram mortos por policiais em ocorrências suspeitas e uma solitária defensora da pena de morte. Os entrevistados, além de contar suas histórias, são instigados a encenar uma adaptação da peça grega. Por fim, um julgamento, com a presença do ex-ministro da Justiça José Carlos Dias e do promotor Maurício Ribeiro Lopes, é simulado num tribunal. Rodrigo só exagera na dose ao encostar na parede, numa espécie de tortura psicológica, a única voz contrária do debate, a que defende policiais e se mostra a favor de ações mais truculentas contra bandidos. Estreou em 24/9/2015
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  • Documentário

    Amy - Filme
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    Amy teve exibições esporádicas em alguns complexos da rede Cinemark, em setembro. O documentário ocupa desde 17 de outubro uma única sessão no Caixa Belas Artes, e volta, nesta semana, ao Shopping Cidade São Paulo. Premiado em algumas associações de críticos nos Estados Unidos, está cotado para concorrer ao Oscar 2016. Merece! O diretor inglês Asif Kapadia (o mesmo de Senna) faz um apurado trabalho de pesquisa para registrar a vulcânica passagem da cantora Amy Winehouse (1983-2011) pelo mundo da música. Com apenas dois álbuns de estúdio e menos de uma década de carreira, Amy virou uma estrela com sua voz potente (e inconfundível) de cantora de jazz — o mestre Tony Bennett a compara às divas Ella Fitzgerald e Billie Holiday. Repleto de imagens caseiras, inclusive de sua infância e adolescência, e depoimentos dos pais, amigos e companheiros de trabalho, o longa-metragem também reúne apresentações inéditas da intérprete de Back to Black, Rehab e Love Is a Losing Game. Ainda percorre sua descida ao fundo do poço quando se viciou em heroína, acompanhada do marido, Blake Fielder. Estreou em 17/10/2015.
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  • Roger Waters, baixista e um dos compositores do Pink Floyd, rodou o mundo para apresentar na íntegra o clássico álbum The Wall. Na terça (29/9/2015), às 20h, os fãs poderão ver nos cinemas da rede UCI um documentário com trechos dessa turnê. Exibem o filme os shoppings Jardim Sul, Anália Franco e Santana Parque, com ingressos a R$ 40,00.
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  • De olhos fundos, dentes afiados de rato, pele branca e orelhas avantajadas, o vampiro criado pelo alemão Werner Herzog em Nosferatu — O Vampiro da Noite é ao mesmo tempo melancólico e assustador. Lançado em 1979 como uma homenagem ao clássico Nosferatu de F. W. Murnau, de 1922, o filme que reestreia na capital retoma a estética expressionista alemã, com ambientes sombrios e cenários distorcidos. Pense, por exemplo, em O Gabinete de Dr. Caligari, de Robert Wiene. Herzog (diretor de O Enigma de Kaspar Hauser e Fitzcarraldo) não se preocupa em proporcionar sustos à base de gritos e aparições-surpresa. Investe, em vez disso, numa atmosfera nebulosa de pesadelo para contar a história de um agente imobiliário (Bruno Ganz) forçado a viajar para a Transilvânia a fim de atender a uma solicitação do Conde Drácula (Klaus Kinski), enquanto sua mulher (Isabelle Adjani) aguarda temerosa o retorno do marido. Reestreou em 24/9/2015.
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  • De 27 de setembro a 4 de outubro de 2015, o terraço do Shopping JK Iguatemi recebe o Cine Vista. Trata-se de um projeto para exibir filmes ao ar livre, com capacidade para 220 pessoas. Entre os dezoito longas-metragens programados estão desde vencedores do Oscar 2015, como Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), A Teoria de Tudo, O Jogo da Imitação e Sniper Americano, até inéditos, a exemplo de Ruth & Alex e Um Amor a Cada Esquina. Os ingressos custam R$ 20,00 (fitas infantis, com sessões às 18h) e R$ 60,00 (adultos). Confira a programação: Domingo, 27 de setembro 18h - Operação Big Hero (2014), de Don Hall e Chris Williams 20h30 - Horas de Desespero (2015), de John Erick Dowdle (pré-estreia) 23h - Selma - Uma Luta pela Igualdade (2014), de Ava DuVernay Segunda, 28 de setembro 18h - Bob Esponja - Um Herói Fora d'Água (2015), de Paul Tibbitt 20h30 - A Teoria de Tudo (2014), de James Marsh 23h - O Jogo da Imitação (2014), de Morten Tyldum Terça, 29 de setembro 18h - Os Pinguins de Madagascar (2014), de Simon J. Smith e Eric Darnell 20h30 - Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (2014), de Alejandro González Iñárritu 23h - Whiplash - Em Busca da Perfeição (2014), de Damien Chazelle Quarta, 30 de setembro 18h - Divertida Mente (2015), de Pete Docter 20h30 - A Incrível História de Adaline (2015), de Lee Toland Krieger 23h - Homem Irracional (2015), de Woody Allen Quinta, 1º de outubro 18h - Minions (2015), de Kyle Balda e Pierre Coffn 20h30 - A Pele de Vênus (2013), de Roman Polanski (pré-estreia) 23h - Boyhood - Da Infância à Juventude (2014), de Richard Linklater Sexta, 2 de outubro 18h - Cada Um na Sua Casa (2015), de Tim Johnson 20h30 - Ruth & Alex (2014), de Richard Loncraine (pré-estreia) 23h - Sniper Americano (2014), de Clint Eastwood Sábado, 3 de outubro 18h - O Pequeno Príncipe (2015), de Mark Osborne 20h30 - Um Amor a Cada Esquina (2013), de Peter Bogdanovich (pré-estreia) 23h - Samba (2014), de Olivier Nakache e Eric Toledano Domingo, 4 de outubro 18h - Carrossel – O Filme (2015), de Alexandre Boury e Maurício Eça 20h30 - Vai que Cola (2015), de César Rodrigues (pré-estreia) 23h - O Grande Hotel Budapeste (2014), de Wes Anderson
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  • Docerias

    O doce do centro

    Atualizado em: 25.Set.2015

Fonte: VEJA SÃO PAULO