Especial

Paris é aqui

Para comemorar o feriado nacional da França no domingo (14), mapeamos o que vale a pena ver e provar para se sentir em Paris sem precisar embarcar no próximo voo

Por: Simone Esmanhotto e Bruno Machado - Atualizado em

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Confira abaixo alguns cantinhos franceses espalhados pela cidade selecionados por quem mais entende do assunto.

Maurice Nahory
Maurice Nahory, diretor-geral da Aliança Francesa (Foto: Divulgação)

Maurice Nahory, diretor-geral da Aliança Francesa

Mora há cinco anos em São Paulo. Escolheu Higienópolis e aproveita as redondezas a pé como um bom parisiense. Acha impressionante a influência francesa no que restou dos casarões da Avenida Higienópolis. “Me lembram as mansões de Neuilly-sur-Seine”, diz ele, sobre o bairro a oeste de Paris. Sente a presença do seu país de origem principalmente no contato com editores, professores da USP que, segundo ele “falam sobre história, literatura e política como se fossem meus conterrâneos e, na maioria dos casos, no perfeito domínio da língua”. Mesmo diante de quem não fala sequer  “bonjour”. “O dono do empório de vinhos perto de casa sabe tudo sobre Bordeaux e Bourgognes e já visitou vários châteaux”, diz ele. “Sabe mais sobre vinhos franceses do que eu.”  

Teatro Municipal. “A escadaria do Municipal me leva direto ao Ópera Garnier”, diz.

Parque da Juventude. “É uma descoberta recente e ali consigo reproduzir o hábito parisiense de se sentar num parque para descansar e conversar.”

Empório Net Drinks. “Fica bem perto de casa. É um lugar simples e o dono, mesmo sem falar francês, indica os melhores rótulos, garrafas que às vezes eu nem conheço. Sem contar a boa relação custo-benefício.”

Mercearia do Francês. “Me lembra muito uma brasserie francesa, um lugar para algo simples e saboroso. Peço quiches e salada com magret de canard.”

La Casserole. “Frequento muito para os nossos pratos mais característicos. Adoro o steak tartare.”

Douce France. “Recomendo o Mogador, um mousse de chocolate com — como vocês chamam mesmo aquelas frutinhas vermelhas — framboises? Além dos endereços próprios, eles também estão na sede da Aliança, no centro, um edifício assinado por Jacques Pilon.”

Instituto Tomie Ohtake. “As exposições me fazem sentir que em São Paulo eu estou tão por dentro do mundo da cultura quando em Paris.”

Raí de Oliveira
O atleta: vinhos, só os da França (Foto: Fernando Moraes)

Raí de Oliveira, atleta e empresário

Raí saiu do São Paulo para jogar no Paris Saint-Germain, o PSG. Em Paris, ficou por cinco anos. Na cidade, ele conta, cresceu e apareceu seu gosto por arte, moda, vinhos. “Fiz questão de me aperfeiçoar no francês para absorver ao máximo a cultura e a história do país”, diz ele. Sempre que tinha tempo, deixava de bater bola para bater perna pelas ruas da capital francesa. Continua até hoje no meio de campo entre as duas cidades — mas vinhos mesmo, sempre comprando na França. “Adoro os Bordeaux e os da região de Bourgogne.”

Le Vin. “Gosto muito de comer um confit de canard.”

La Tartine “Vou sempre que me dá saudade de um bistrô bem parisiense." 

Reserva Cultural. “Tem a melhor programação de filmes franceses da cidade.”

Isabella Giobbi
A estilista: ela adora cozinhar (Foto: Divulgação)

Isabella Giobbi, estilista

Isabella estudou na Itália, mas é a Paris que pertence seu coração. Ela viaja para a capital francesa pelo menos uma vez por ano — e de lá volta com a mala abarrotada de queijos e temperos comprados na Fromagerie de Grenelle ou na Grande Épicerie do Le Bon Marché. “Adoro cozinhar”, diz.

Casa Santa Luzia. “Eles têm queijos deliciosos. Parece que eu estou na rua de Grenelle.”

Empório Mercantil. “É o lugar que vou sempre para vinhos tintos e champanhe — ótimos rótulos a bons preços!”

Uemura Flores. “Uma das coisas que os franceses valorizam é ter sempre flores frescas em casa. Nos finais de semana, vou sempre comprá-las, deixando minha casa com um ar parisiense!”

céline Fakhouri e Sabine Diamant
As festeiras: comemoração à francesa no Sesc Pompeia (Foto: Divulgação)

Céline Fakhouri e Sabine Diamant, festeiras da Pardon my French

Céline tem 15 anos de São Paulo. Sabine, duas temporadas diferentes — agora ela não tira mais os saltos da cidade, já que acaba de casar com um paulistano. Juntas, elas criaram uma agência que produz festas à française. É delas toda a produção do Bailinho da Bastille, o baile que comemora o feriado nacional francês em pleno Sesc Pompéia na segunda (15)

Bonheur du Pains. “Acabou de abrir e tem o melhor croissant de São Paulo! O Benjamin, o padeiro, pesquisou meses para chegar no perfeito croissant e o chausson aux pommes, massa folheada com compota de maça caseira, tem cheiro de lá mesmo.”

Tartar & Co. “O restaurante do Erick Jacquin é superbrasserie para o tartar tradicional e o cassoulet no inverno.” 

Bar Secreto. “Tem sotaque da boîte Le Baron e do La Clique — espaço pequeno, superconfidencial, shows inesperados.”

Le French Bazaar. “Pelo boudin noir e o entrecôte au poivre! E a carta de vinhos é superespecial.”

La Brasserie Erick Jacquin - Luxo
Para o chef Erick Jacquin, não existe melhor restaurante de cozinha clássica francesa na cidade do que o seu próprio (Foto: Fabiano Accorsi)

Erick Jacquin, chef do La Brasserie

“O centro de São Paulo me lembra muito o centro popular de Paris, que é a capital e a mais populosa cidade da França. Lojas e grandes empresas em uma mesma região, por isso a movimentação de pessoas também é parecida, com muitos trabalhadores e turistas circulando ao longo do dia”

Sophie Lechevalier
Sophie: Pinacoteca e Sala São Paulo entre os preferidos (Foto: Divulgação)

Sophie Lechevalier, diretora do Comité Champagne

Há pouco mais de um ano em São Paulo, Sophie se instalou no escritório do Paraíso e daqui comemorou uma conquista: borbulhantes produzidos fora da região de Champagne tem que se conformar ao rótulo “espumante”. O Brasil já é o décimo maior consumidor das garrafas saídas dos vinhedos em torno de Reims, a pouco menos de duas horas de Paris. 

Pinacoteca. “Pela beleza do edifício e qualidade das exposições.”

Sala São Paulo. “Não perco os concertos de música clássica, especialmente os de piano. A programação daqui equivale a da Salle Pleyel, uma das mais importantes da capital francesa.”

La Brasserie. “Adoro o lagostim com palmito de pupunha.”

Bettina d´Archemont
Bettina: roteiro gastronômico francês pela cidade (Foto: Divulgação)

Bettina d´Archemont, dona da Secrets de Famille

Bettina partiu para Grenoble fazer doutorado. Lá, se casou com um francês de uma família de antiquários. Morou na França por 15 anos. De volta a São Paulo, abriu a loja de decoração e objetos para montar uma casa à provençal. Ainda mantém um apartamento no Marais, em Paris, onde se hospeda pelo menos quatro vezes por ano.

Palácio Campos Elíseos. “A arquitetura paulistana é prova viva da influência francesa. Dentre os vários prédios históricos, destaco o Palácio Campos Elíseos, inspirado no castelo de Écouén. A construção do século XIX possui quatro luxuosos andares e vitrais belíssimos, como poucos.”

Livraria Francesa. “Inaugurada há mais de sessenta anos, é referência quando pensamos em cultura, língua e literatura francesas em São Paulo. Possui mais de 100.000 títulos ao gosto de todos os tipos de leitores. Ainda conta com o charmoso Café Monteil, que oferece delícias típicas como croque-monsier e croissants.”

Pati Piva Chocolate e Café. “É muito conhecida pelos chocolates, mas gosto especialmente macarrons e brioches, que seguem a cartilha das melhores pâtisseries de Paris. O meu brioche preferido é de rosbife, chevrè, ervas e mostarda. Já dos macarrons, escolho baunilha. Tudo acompanhado pelos chás da marca Marriage Frères. É o lugar ideal para quem quer provar estas legítimas iguarias francesas e não tem muito tempo, pois tudo é servido com agilidade e ótima apresentação.”

Deli Paris. “O bordão do lugar é “Um pedacinho da França em São Paulo” e a sensação é essa mesma. O clima de café parisiense impera e é possível ficar horas conversando e provando as delícias oferecidas.”

Vila Penteado. “Um ótimo exemplo da arquitetura da Belle Époque paulista é a antiga residência da Vila Penteado, em Higienópolis, que hoje abriga o departamento de pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. A legendário palacete abrigou a família Álvares Penteado no início do século XX.”

Maison de la France. “É o Departamento Oficial de Turismo Francês em São Paulo. Lá você consegue dicas e aconselhamento para planejar da melhor maneira possível sua viagem à França.”

Masp. “A coleção de arte francesa é a mais extensa do museu, com destaque para os impressionistas e pós-impressionistas. Dentre os ícones da pintura e escultura vale a pena conferir Rodin, Renoir, Monet, Matisse, Delacroix, Toulouse Lautrec, Cézanne, Gauguin, dentre outros.”

Laurent Suaudeau
O chef: manifestações populares lembram a Revolução de 1789 (Foto: Divulgação)

Laurent Suadeau, chef

Para o chef que trocou o vale do Loire pelas praias cariocas na década de 1980, não há um lugar específico em São Paulo que lembre Paris. “O Centro e as suas fachadas me trazem uma lembrança da cidade. Infelizmente, com a ganância imobiliária, a cidade está perdendo sua memória e sua identidade”. Para Suadeau, mais do que em prédios ou monumentos, o verdadeiro espírito francês esteve presente na cidade durante as últimas manifestações populares, que tomaram e pararam diversas vias da cidade. “O referencial para qualquer protesto e reivindicação ainda é a Revolução de 1789”, afirma.

Heloísa Bacellar
A chef Heloísa Bacellar: intercâmbio na França (Foto: Veja São Paulo)

Heloísa Bacellar, chef do Lá da Venda

O intercâmbio entre o Brasil e a França já é velho conhecido da chef que em junho, participou do evento Le Brésil – Rive Gauche, onde ensinou o público francês a usar algumas iguarias típicas francesas. “O resultado que eu espero é uma receita rústica, mas com um toque de requinte. Minhas técnicas culinárias são todas herdadas da minha experiência em Paris”, afirma Heloísa. “Com a técnica correta, você pode extrair o melhor de um ingrediente e tornar um prato medíocre uma refeição espetacular”.

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O padeiro-galã Olivier Anquier: amor pela Praça da República (Foto: Mario Rodrigues)

Olivier Anquier, chef

Anquier trocou sua Montfermeil natal, a 17km de Paris pelo Brasil em 1979, e em 2007 se naturalizou brasileiro. Ganhou fama por conta de programas de televisão com passagens pela Band e o canal pago GNT e defende a vida no atribulado centro de São Paulo. “É a parte da cidade que mais me recorda de Paris. O clima, o jeito de se morar. Definitivamente, o centro paulistano tem alma parisiense”, afirma o chef que até 2011 morou no Edifício Esther, na Praça da República. Trocou de prédio, mas não de endereço. “É um dos meus lugares preferidos da cidade. Para mim o Edifício São Luís é o mais parisiense de São Paulo”. 

Albane La Marie
Albane le Marié: uma flor importada da Cidade Luz (Foto: Acervo Pessoal)

Albane le Marié, sócia do Le Jardin Secret

Aos 20 anos, Albane le Marié deixou Paris. Em São Paulo, ao lado das amigas Fernanda Rosset e Ana Carolina Urquiza, a parisiense Albane montou o Le Jardin Secret. A charmosa pâtisserie, fundada em 2011 na Vila Madalena se especializou na produção de delicados docinhos com um inusitado ingrediente: flores cristalizadas, vindas diretamente da França. “Dentro do ateliê da loja, me sinto como no sudeste francês”, comenta a jovem empresária. “Também gosto de ir  L’Entrecôte, ao L’Amitié e ao Le Pain Quotidien. São lugares em que a comida e a atmosfera são muito parisienses.”

Marie-France Henry, proprietária do Le Casserole

"O Teatro Municipal, por conta da arquitetura, é um dos pontos mais franceses da cidade", afirma a proprietária de um dos mais tradicionais restaurantes da cidade. "Mas há também outras pequenas joias escondidas. "Para mim, a Praça Villaboim é um deles, pois me lembra os bairros boêmios de Paris".

 

Confira abaixo uma lista de espetáculos e filmes em cartaz na cidade de autores franceses.

  • Com dramaturgia e direção de André Curti e Artur Ribeiro, o ator Luis Melo se une à companhia franco-brasileira Dos à Deux no monólogo dramático Ausência em um desafio e tanto. Durante uma hora, o expressivo intérprete não abre a boca uma só vez e tenta transmitir toda a mensagem apoiado somente na expressão corporal e na ambientação cênica. A ação se desenrola em Nova York no ano de 2036, quando um homem enfrenta a solidão em meio a um colapso de água e energia elétrica. Tudo apenas sugerido e pouco evidenciado na dramaturgia. Quem ignorar o programa distribuído na porta corre o risco de não entender muita coisa. A forte presença de Melo torna-se responsável por deixar um pouco mais claro o tormento do personagem, mas não se mostra suficiente para esclarecer as intenções da montagem. Estreou em 8/6/2013. Até 4/8/2013.
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  • Em 1885, a jovem Augustine (a talentosa atriz Soko), de 19 anos, servia seus ricos patrões quando teve uma constrangedora convulsão que a deixou com o olho esquerdo paralisado. Levada por uma prima ao hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, a moça passa a ser analisada pelo experiente neurologista Jean-Martin Charcot (Vincent Lindon). Augustine, que nunca menstruou e é virgem, vira cobaia do doutor em seus estudos sobre a histeria. Inspirado num trecho da vida de Charcot (1825-1893), o drama de estreia da diretora e roteirista francesa Alice Winocour tem classe e foge do esquema didático para focar a delicada relação de poder instalada entre médico e paciente. Estreou em 28/6/2013.
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  • De Jean Cocteau (1889-1963). Intensa, a atriz Djin Sganzerla alterna tristeza, desespero e perplexidade como a protagonista do texto do dramaturgo francês, escrito em 1940. Durante a madrugada, uma cantora espera por seu amor em um quarto de hotel. A chegada dele (representado em cena por Dirceu de Carvalho) aumenta o clima de tensão e, mesmo que a mulher faça de tudo para chamar sua atenção, a comunicação não se estabelece. Estreou em 3/11/2011. Até 1/8/2013.
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  • Dez anos atrás, o italiano Bernardo Bertolucci retratou no fabuloso Os Sonhadores o Maio de 68, período em que os estudantes franceses saíram às ruas para pedir mudanças políticas e sociais. Agora, é a vez de Olivier Assayas (Horas de Verão) retomar a rebeldia dos jovens em uma convulsiva trama ambientada bem no início da década de 70. Nascido em 1955, o cineasta tinha a mesma idade do protagonista naquela época e usa passagens autobiográficas no drama. Gilles (Clément Métayer), aos 16 anos, é instigado pelos colegas a participar de manifestações em Paris. Depois de agredirem violentamente um segurança da escola, os rapazes decidem escapar de uma futura investigação fugindo para a Itália. Lá, vivem no dolce far niente, experimentam drogas, transam sem compromisso... Gilles também conhece o amor nos braços de Christine (Lola Créton), reforça sua habilidade para desenhar e se aproxima do cinema documental. Em narrativa fluente, o longa-metragem faz um registro autêntico de quem realmente viveu a época. Estreou em 25/04/2013.
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  • Michel Gondry não é um diretor convencional nem burocrático. Do espetacular Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças ao fiasco O Besouro Verde, o realizador francês sempre foi plugado nas esquisitices. O auge encontra-se nesta adaptação do livro homônimo de Boris Vian, na qual a excentricidade vai além do suportável. Numa Paris atemporal, objetos ganham vida, um ratinho tem cara de gente e Colin (Romain Duris, de A Datilógrafa) ainda não encontrou sua cara-metade. Instigado pelos amigos, incluindo o empregado faz-tudo (papel de Omar Sy, de Intocáveis), a arranjar uma namorada, o protagonista encontra na doce Chloé (Audrey Tautou) a parceira ideal. Contudo, não tarda a surgir uma doença nos pulmões dela. Gondry abusa da duração e floreia uma trama vazia com uma direção de arte retrô de encher os olhos. São truques que se espalham pelos cenários para enxergar beleza onde há tristeza. Estreou em 28/6/2013.
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  • A mostra exibirá 25 títulos, entre longas e curtas metragens. Pioneiro da Nouvelle Vague, o cineasta e crítico explorou a fundo a relação entre cinema e teatro, realizando alguns dos filmes mais instigantes e inventivos da era moderna.  Entre eles está “Paris nos Pertence” (1958/61) - que abrirá a mostra no CCBB São Paulo. De 3 a 21/7/2013. Confira a programação: Quarta, 3 de julho 14h - Jean Renoir, O Patrão – 1ª Parte : Em Busca do Relativo  (1967) 16h – Jacques Rivette, O Vigilante (1990) 19h – Sessão de Abertura : Paris Nos Pertence ( 1961) Quinta, 4 de julho 14h - Jean Renoir, O Patrão – 2ª Parte: A Direção de Atores (1967) 16h - A Bela Intrigante (1991) 20h - O Amor Por Terra (1984) Sexta, 5 de julho 14h – Jean Renoir, O Patrão – 3ª Parte : A Regra e a Exceção (1967) 16h – Joana, A Virgem I – As Batalhas (1994) 19h – Joana, A Virgem II – As Prisões (1994) Sábado, 6 de julho 11h30 - O Amor Por Terra (1984) 14h – Palestra: Jacques Rivette - crítico de cinema com Luiz Carlos Oliveira Jr. Haverá distribuição de certificados para os participantes. 17h - A Bela Intrigante (1991) Domingo, 7 de julho 14h - Paris Nos Pertence (1961) 17h - Out 1: Espectro (1974) Quarta, 10 de julho 14h - Defesa Secreta (1998) 17h - Não Toque no Machado (2007) 19h30 - A Religiosa (1966) Quinta, 11 de julho 14h - Noroeste (1976) 17h – Duelle : Uma Quarentena ( 1976) 19h30 - O Truque do Pastor (1956) ; 36 Vistas do Monte Saint Loup (2009) Sexta, 12 de julho 14h - Céline e Julie Vão de Barco (1974) 19h - Merry-Go-Round (1981) Domingo, 14 de julho 14h - Não Toque no Machado (2007) 17h - Noroeste ( 1976) 19h30 - Um Passeio Por Paris (1981) Quarta, 17 de julho 14h - Joana, A Virgem I – As Batalhas (1994) 17h - Joana, A Virgem II – As Prisões (1994) 20h - O Morro dos Ventos Uivantes (1985) Quinta, 18 de julho 14h - Paris No Verão (1995) 17h - O Truque do Pastor (1956) ; 36 Vistas do Monte Saint Loup (2009) 19h30 - Debate: Jacques Rivette – do Esboço ao Afresco. Participação dos curadores Luiz Carlos Oliveira Jr. e Francis Vogner dos Reis e do pesquisador Mateus Araújo. Sexta, 19 de julho 14h - O Bando das Quatro (1989); Paris no Verão (1995) 17h - O Morro dos Ventos Uivantes (1985) 20h - Um Passeio Por Paris (1981) Sábado, 20 de julho 11h30 - Duelle : Uma Quarentena (1976) 14h - Palestra: Jacques Rivette – cineasta com Francis Vogner dos Reis. Haverá distribuição de certificados para os participantes. 17h – Quem Sabe? (2001) Domingo, 21 de julho 11h30 - A Religiosa (1966) 14h - Amor Louco (1969) 19h – A História de Marie e Julien (2003)
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  • Na Riviera Francesa de 1915, Pierre-Auguste Renoir (Michel Bouquet) atravessa uma das fases mais difíceis de sua vida — o pintor morreria em 1919, aos 78 anos. Viúvo e cercado de empregadas, ele sofre de artrite, que o impede de segurar o pincel a contento. A vinda da aspirante a atriz, cantora e dançarina Andrée Heuschling (Christa Theret) dá novos ares ao ambiente. Ela servirá como modelo nas telas de nudez do mestre impressionista. A ambiciosa moça também se jogará nos braços de Jean (Vincent Rottiers), o filho de Renoir que voltou da guerra ferido. Parecia muito promissor um drama biográfico sobre duas celebridades francesas — Jean Renoir (1894-1979) se tornou um famoso cineasta na década de 30 e dirigiu A Grande Ilusão e A Regra do Jogo. Embora com deslumbrante fotografia, o filme tem no disperso roteiro seu maior defeito. Enquanto o romance entre os jovens toma tempo e pouco acrescenta à trama, o velho Renoir aparece para pintar, reclamar das dores e dizer frases de efeito. Estreou em 12/7/2013.
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  • Audrey Tautou ficou marcada por personagens simpáticas e samaritanas, como nos fofos O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001) e Uma Doce Mentira (2010). Por isso, sua atuação de poucos sorrisos é uma  das surpresas deste drama extraído do clássico Thérèse Desqueyroux, de François Mauriac (1885-1970). Audrey interpreta Therese Larroque. Na França rural de 1928, essa jovem ambiciosa deixa de lado os sentimentos e se casa por interesse com o irmão de sua melhor amiga, apenas para agregar as terras de ambas as famílias. Bernard Desqueyroux (Gilles Lellouche) mostra-se um marido correto e pai amoroso. Therese, no entanto, não dá a mínima para a filha e passa as horas fumando e lamentando-se da vida besta que escolheu. A solução para uma guinada vem de um medicamento tomado diariamente por Bernard. O realizador Claude Miller traz à  tona uma personagem singular - uma anti-heroína amarga e maquiavélica de quem o espectador  não sente compaixão. Levada por uma direção sóbria e elegante, a história capta os motivos que  transformaram Therese num poço de ressentimentos. Estreou em 05/04/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO