CAFÉ

Quinze lugares para comemorar o Dia do Café

Na lista estão cafeterias que trabalham com grãos de qualidade e diferentes tipos de extração da bebida. E em algumas delas, há promoções especiais para a data

Por: Nicole Dib - Atualizado em

Grãos de café da cafeteria Suplicy Cafés Especiais
Dia Internacional do Café: os grãos de qualidade valorizam a bebida (Foto: Fernando Moraes)

Para celebrar o Dia Internacional do Café, selecionamos quinze endereços especializados no assunto. Além da variação e qualidade dos grãos, tais casas também trabalham com diferentes formas de extração da bebida. Confira:

Aro 27 Bike Caféo pequeno sobrado localizado próximo ao metrô Pinheiros consegue encher os olhos de qualquer ciclista. Além dos acessórios e dos diversos modelos de bike expostos nas paredes, o espaço oferece um mix de serviços com oficina, estacionamento, vestiário e café. Do pequeno balcão, sai uma versão coada (R$ 5,50) feita a partir de grãos vindos de Guaxupé (MG) ou adquiridos da Fazenda Pessegueiro. Cremoso, o cappuccino (R$ 9,00) da casa leva canela e chocolate e também pode ser servido gelado pelo mesmo preço. 

II Barista Cafés Especiaiso espaço costumam receber gente em busca de um cafezinho sem compromisso, que não raro se surpreende pela qualidade superior da bebida que preenche as xícaras. O motivo é bem simples: à frente da marca está Gelma Franco, considerada uma referência entre os especialistas da área. É ela quem seleciona os blends que se revezam nos moinhos. São sempre quatro, no mínimo, de um total de dez, incluindo grãos de lotes sazonais e premiados. São boas pedidas o ótimo soul, café mineiro do Chapadão de Ferro, intenso e de baixa acidez, e o perfumado jazz, da região Mogiana (R$ 5,20 cada xícara). 

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Coffee Lab
Coffee Lab: bebida feita com grãos como bourbon vermelho e catuaí amarelo (Foto: Mario Rodrigues)

Coffee Lab: à primeira vista, o cardápio assusta. São muitas descrições sobre as variedades de café — até as coordenadas geográficas de fazendas produtoras você fica sabendo. Mas não é preciso ter um paladar profissional para ser bem-vindo nesta cafeteria com pompa de laboratório. Enquanto observa o maquinário de torrefação instalado no meio do salão, peça um pingado no copo americano (R$ 7,00) ou um expresso bem curto (R$ 5,00). “Doce, encorpadíssimo e com cheiro de flor” é a impressão da equipe de baristas e degustadores sobre o recém-chegado microlote das variedades catuaí-vermelho e catuaí-amarelo, vindo do Sítio Tomazzini, em Castelo (ES). Custa R$ 12,00, na versão coada ou feito na aeropress e na Hario.  

Beluga:a simplicidade do lugar traz a sensação de calmaria bastante propícia a um café sem pressa. Ali, há opções como o catuaí-amarelo, com notas de cassis, produzido em Heliodora (MG), ou com notas de pêssego, produzido no Sítio Boa Vista em Barra do Choça (BA). Cai bem quando coado na Hario V60 (R$ 6,00). Também são oferecidos cafés gelados, como o latte (R$ 8,00) e o que é preparado na aeropress (R$ 9,00), ambos servidos com cubos de gelo. Para acompanhar o cremoso cappuccino (R$ 6,50), é uma ótima escolha a tortinha de damasco (R$ 6,00) da BeZa Doces.

Cafezal Cafés Especiais: a localização por si só já valeria a visita: o majestoso prédio do Centro Cultural Banco do Brasil, datado de 1901. De quebra, a quem senta ali antes ou depois de conferir as exposições é servido um ótimo expresso. Para esse método de extração, encontram-se disponíveis grãos paulistas (Fazenda Pessegueiro, R$ 4,50) e mineiros (Chapadão de Ferro e Fazenda Mantissa, R$ 5,00) — estes de acidez mais pronunciada. Coado na Hario, pode agradar o perfumado Terroá, da Bahia (R$ 6,00). O cappuccino vem coberto por uma espuma cremosíssima e custa R$ 7,50. Vale-brinde: para o Dia Internacional do Café, aquele que compartilhar sua foto nas redes sociais saboreando um dos cafés e apresentá-la na hora, ganhará uma versão mini do pacote de café da Fazenda Mantisse (promoção válida enquanto durar os estoques). 

HM Food Café: salão de beleza, galeria de arte, oficina de motocicletas. O Studio Dama é um endereço multifuncional em Pinheiros cheio de atributos, mas só o cafezinho já faz valer a visita. Instalado logo na entrada do espaço, o modernos o HMFood Café foi aberto em junho por Hesli Carvalho e Murilo Nogueira, dupla de entusiastas da bebida que elegeu oblend da marca Kento Café para preencher as xícaras. Tirado na forma de expresso, custa R$ 4,50 e vai bem na companhia dos ótimos doces que levam a assinatura do confeiteiro Arnor Porto.

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Isso é Café: após uma reforma grandiosa, o Mirante 9 de Julho foi reaberto no fim de agosto como um badalado espaço cultural. Em uma das pontas do comprido salão, funciona um restaurante que opera com chefs convidados e, na outra, uma cafeteria das boas. Batizada de Isso É Café, ela é mantida pelo pessoal da Fazenda Ambiental Fortaleza, de Mococa (SP), que produz parte dos grãos arábica usados no blend da casa. Nele, predomina a variedade catuaí-vermelho, o que garante um aromático expresso (R$ 5,50). A bebida serve de base para outras preparações, como o cappuccino (R$ 8,50), de espuma cremosa. Há ainda café coado (R$ 5,00) e cold brew, extraído lentamente a frio e servido em copo baixo com uma esfera de gelo (R$ 10,00), ótimo para os dias de calor insolente.

KOF - King of the Fork: embora tenha a temática voltada ao universo dos ciclistas — ali são vendidos itens como selim e luvas —, o ambiente acolhedor pede uma pausa para o café até para quem não chega de bike. Pela manhã, cai bem um expresso (R$ 4,50) ao lado da torrada artesanal da casa (R$ 5,00). Em uma tigela, o iogurte acrescido de granola e banana (R$ 16,00) repõe a energia a qualquer hora do dia.  

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Café da Le Pain Quotidien: blend exclusivo (Foto: Divulgação)

Le Pain Quotidien: o blend exclusivo da marca é produzido há mais de 100 anos na Fazenda Santa Margarida, interior de São Paulo. A mistura dos grãos orgânicos traz notas de caramelo e chocolate e finalização doce e arredondada. Para arrematar, a bebida é servida em pequenas tigelas, que controlam a temperatura e mantêm as mãos quentinhas durante os dias frios. Promoção do dia: a rede belga de padarias vai oferecer de graça uma dose fumegante de espresso aos clientes que visitarem uma de suas cinco filiais em São Paulo nesta quinta (14). A degustação vai acontecer das 7h às 21h nas unidades Vila Madalena, Itaim BibiVila Nova Conceição e nos shoppings Cidade Jardim e Vila Olímpia

Mocotó Café: a Zona Oeste ganhou um pedacinho de Mocotó. Aberto em dezembro, o café de Rodrigo Oliveira ocupa um pequeno boxe do Mercado de Pinheiros. Mas a proposta aqui é um pouco diferente. Até as 11 horas, saem itens para um café sertanejo, como o fofinho cuscuz de milho com ovo mole (R$ 8,00 o pequeno e R$ 10,00 o grande), a tapioca de carne-seca com nata (R$ 14,00) e a fatia de pão de mandioca na chapa com manteiga (R$ 4,00). Há ainda pedidas que caem bem a qualquer hora do dia, caso do pudim de tapioca (R$ 10,00), este um grande parceiro do café coado (R$ 4,00). O cliente ainda pode optar por um expresso (R$ 5,00) ou ainda pela versão com leite (R$ 6,00). 

Octávio Café
Octávio Café: diferentes formas de extração da bebida (Foto: Luna Garcia)

Octávio CaféO bom time de baristas treinado por Tabatha Creazo e a qualidade dos grãos de produção própria poderiam até justificar, em partes, os altos preços praticados nesta grande cafeteria. Peça ali uma fatia de bolo de cenoura com calda de chocolate (R$ 9,00) para acompanhar uma xícara do bem tirado expresso (R$ 6,50). Ele é feito com o blend da casa, que mistura safras de bourbon amarelo, catuaí e mundo novo. Para uma experiência diferente, há outras formas de preparo, sempre apresentadas no cardápio com dois valores. O menor é para as bebidas extraídas do grão da casa; o outro, de microlotes, como o de obatã e o catuaí-vermelho. As opções vão do clássico coador de pano (R$ 11,00 e R$ 14,00) a filtragens ainda pouco conhecidas, como a glass filter (R$ 11,00 e R$ 14,00), criada na Alemanha e lançada em 2014. Neste método, o filtro fica no fundo de um recipiente de vidro, que é colocado sobre a xícara. O tempo de preparo, de aproximadamente quatro minutos, preserva as características do grão escolhido, mas o café não chega tão quente à mesa.

Santo Grão: o neozelandês Marco Kerkmeester foi um dos primeiros a apresentar ao paulistano as maravilhas dos cafés especiais. Doze anos atrás, quando o hábito por aqui era pedir aquela xícara amarga, ele abriu o Santo Grão numa bonita esquina avarandada da Rua Oscar Freire. Hoje há outras cinco movimentadas unidades que operam na cidade sob a marca e algumas delas têm pinta de restaurante moderninho, como a do Itaim, com tochas no jardim e música em volume mais alto. Em comum, todas oferecem grãos procedentes de diferentes regiões produtoras, bem como variados métodos de extração. Para ficar no básico, peça o expresso feito com o blend da casa (R$ 5,50), mais intenso, tirado em uma máquina La Cimbali toda modernosa. Se a ideia é aguçar os sentidos, há a degustação de um mesmo café passado na Hario e na aeropress (R$ 12,60) — acredite, as diferenças de aroma e sabor são bem evidentes. 

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Sofá Café: dos quatro endereços inaugurados pelo proprietário Diego Gonzales na capital, dois permanecem abertos. ­A matriz, em Pinheiros, mantém um grande e convidativo sofá bordô. Pela manhã, a broa de fubá na chapa com manteiga (R$ 4,50) orna com os diferentes cafés extraídos a partir de grãos torrados no próprio endereço com supervisão da barista Regina Machado. O blend da casa, um catuaí-vermelho vindo do cerrado mineiro, tem sua intensidade mantida quando feito na aeropress (R$ 8,00). As bebidas também fazem bom par com o pão de queijo assado na hora (R$ 7,00), que leva cerca de dez minutos para ficar pronto, ou com uma fatia de bolo do dia (R$ 5,00). Entre os sabores, pode aparecer uma fofinha massa de chocolate com cobertura de mais chocolate. 

Suplicy Cafés Especiais
Suplicy Cafés Especiais: um expresso, por favor (Foto: Mario Rodrigues)

Suplicy Cafés Especiais: a rede tem apenas uma loja de rua na cidade, localizada na Alameda Lorena. Os grãos da marca, do tipo arábica, são cultivados em fazendas como a Santa Alina, em São Sebastião da Grama, no interior de São Paulo, e a Castelhana, situada em Monte Carmelo, no cerrado mineiro. Ao solicitar a bebida preparada na prensa francesa, pagam-se R$ 14,00 pela quantidade aproximada de duas xícaras. O tradicional expresso sai a R$ 6,00. 

Torra Clara Café
Chemex: um dos métodos de preparo da Torra Clara Café (Foto: Mario Rodrigues)

Torra Clara Café: o casal de proprietários, Douglas Siqueira e Danielle Tsuzukibashi, tem predileção pelos grãos que ficam menos tempo em altas temperaturas. A técnica da torra clara preserva a acidez natural e gera notas suaves e frutadas na bebida. A escolha do método de preparação pode ser um pouco difícil, já que a oferta é grande. Há desde o tradicional expresso (R$ 5,50) até o sifão (R$ 35,00 por 500 mililitros), um processo mais longo de extração a vácuo. É possível preparar o café também no coador Hario V60 (R$ 7,50 ou R$ 9,50), na frenchpress (R$ 9,50 ou R$ 11,50), na aeropress (R$ 12,50 ou R$ 14,50) e no chemex (R$ 14,50 ou R$ 18,50). Os preços variam de acordo como grão escolhido. Há versões geladas como o expresso duplo concentrado com gelo, leite e crema gelada (R$ 12,00) ou com gelo e tônica (R$ 15,00). Promoção do dia: o combo de expresso mais pão de queijo, que custa R$ 10,00, será vendido por R$ 8,00 nesta quinta (14). também haverá desconto no café coado (de 7,50 para R$ 7,00), no expresso (de R$ 5,50 para R$ 5,00) e no combo de café coado mais pão de queijo (de R$ 12,00 para R$ 10,00). 

Fonte: VEJA SÃO PAULO