Bares

Drinques imperdíveis de dez endereços

Confira uma seleção de coquetéis que se destacam nos cardápios dos bares da cidade

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Coquetel organic, criação do barman Marcelo Serrano, do bar Brasserie des Arts, no Jardim Paulista - Fernando Moraes
Coquetel organic, criação do barman Marcelo Serrano: do bar Brasserie des Arts (Foto: Fernando Moraes)

Brasserie des Arts: filial de uma casa de Saint-Tropez, na Riviera Francesa, o endereço tem perfil versátil. Pode-se tanto jantar ao som de house e deep house como curtir o clima de bar da varanda e do lounge. O competente Marcelo Serrano (ex-MyNYBar) assina e executa a carta de quarenta receitas. Dezoito delas são autorais, a exemplo da organic, mistura de gim escocês Hendrick’s, semente de zimbro macerada, vinagre orgânico de maçã e açúcar demerara servida num copo de conhaque com um cubo de gelo. Da cozinha, prove o ceviche de peixe-branco e camarão.

Igrejinha: para quem quer entrar no clima de paquera, há um diferencial curioso. Estão espalhados por todos os cantos telefones antigos de uso gratuito — o ramal dos aparelhos está indicado pela cor de cada um deles. Basta identificar o alvo e torcer para que o chamado tenha resposta. Aliado à ótima trilha sonora, calcada em hits de grupos como Gossip e The Rapture, o lugar vem atraindo uma moçada formada na maioria por  gays e moderninhos, que se reúne antes da balada. Do balcão dedicado às bebidas saem drinques clássicos e bem executados, entre eles o cosmopolitan e a margarita.

Igrejinha
O cosmopolitan: um dos drinques do Igrejinha (Foto: Fernando Moraes)

La Maison Est Tombée: bombando desde a inauguração, em novembro de 2012, com filas constantes na porta, o local segue o estilo de uma brasserie, como são chamados os bares franceses dedicados à cerveja. Azulejos brancos nas paredes e iluminação indireta ajudam a compor o ambiente, frequentado por uma moçada bonita e arrumada na faixa dos 30 anos à procura de azaração. Para beber, dispense o aguado chope (Brahma) e prove um dos drinques assinados pelo barman Márcio Silva. O chéri gin n’ tonic mistura gim, água tônica, gotas de bitter, grape fruit, limão-taiti, morango, maçã verde e hortelã.

MyNY Bar: consolidou-se como um templo paulistano dos drinques. Na edição 2012 do especial “Comer & Beber”, levou o prêmio de melhor carta de coquetéis, executada por Spencer Jr., eleito o barman do ano. O menu exibe 54 receitas. O gin & handmade tonic, versão do clássico gim-tônica, leva água tônica artesanal, elaborada com xarope de tônica diluído gaseificado na hora. Para acompanhar, peça o mini-hambúrguer.

NOH: trata-se de um interessante endereço dedicado à coquetelaria de vanguarda. Um dos sócios, o mixologista Pablo Moya desenvolveu as receitas, algumas delas moleculares (ou “bebidas de comer”). No mojito da casa, utiliza-se uma técnica a vácuo para retirar o sumo decubos de melancia e injetar no lugar o mojito coado (feito de rum, hortelã e suco de limão). O sóbrio espaço se divide em quatro ambientes, com destaque para a varanda com um jardim vertical e o mezanino, que pode ser reservado para festas.

Número: para garantir a entrada, é necessário fazer reserva. Show à parte, a ambientação assinada pelo arquiteto Isay Weinfeld esbanja elegância. Destaca-se também a animada trilha tocada via MP3, na qual podem aparecer Rolling Stones, Lana Del Rey, Talking Heads, David Guetta e até Seu Jorge. O forte do cardápio são os coquetéis, elaborados pelo mestre Derivan Ferreira de Souza. Apesar do nome, o hendrick’s violet martini é servido no copo bola (baixo), com uma esfera maciça de gelo dentro. Sua composição traz gim inglês Hendrick’s, xarope de violeta, açúcar de baunilha e espumante brut. No piso inferior, há uma pistinha de dança, sem dia certo para funcionar.

Aperol Beet by bit 61
SubAstor: aperol, xarope natural de beterraba, espumante e sucos de limão-siciliano e grapefruit (Foto: Fernando Moraes)

SubAstor: sem ligação com a rua, faz o gênero speakeasy — como eram chamados os bares clandestinos da época da Lei Seca americana. Para descobrir o ambiente, animado por faixas de rock, soul e jazz, é preciso atravessar o salão do Astor e descer três lances de escada. No balcão ou nas poltronas, delicie-se com a carta de coquetéis. O beet by bit vem numa taça de vinho enrolada em papel-manteiga. Combina o aperitivo italiano Aperol com xarope de beterraba mais sucos de limão-siciliano e grapefruit e espumante.

Suíte Savalas: balcão de fórmica vermelha, banquetas com estampas de oncinha ou zebra e mais de 100 pôsteres de filmes cult transportam a clientela para algum lugar dos anos 70. Mais do que ficar horas na mesa, o público solteiro prefere circular ou se sentar ao balcão, o que facilita a conversa e a troca de olhares. Para se descontrair, recorra aos drinques do barman Washington, entre eles a margarita de manga com toque de pimenta dedo-de-moça.

Venga!: eleito o endereço revelação da temporada pelo júri da edição especial “Comer & Beber”, o estabelecimento de origem carioca fixou-se com sua primeira filial paulistana na Vila Madalena. Possui um belo balcão com 22 lugares. O cardápio reúne tentadoras tapas, entre elas espetinho de aspargo cozido e presunto cru ao vinagrete de jerez. A oferta etílica inclui sangria, cervejas como a Estrella Damm, de Barcelona, e uma seleção de coquetéis, da qual faz parte o gim-tônica com gomos de grapefruit e laranja.

Fonte: VEJA SÃO PAULO