publicidade

Teatro

3 perguntas para... Alinne Moraes

Atriz estreia nos palcos paulistanos com texto de Nelson Rodrigues

20.jul.2012 por Dirceu Alves Jr.

Pela primeira vez nos palcos paulistanos, a atriz Alinne Moraes, de 29 anos, protagoniza o espetáculo "Doroteia", um dos menos conhecidos de Nelson Rodrigues. Dirigida por João Fonseca, Alinne tem um desafio extra: viver uma prostituta que se transforma em uma mulher feia.

+ As melhores peças em cartaz

+ Agosto com Nelson Rodrigues

VEJA SÃO PAULO — Por que aceitar fazer Doroteia, que é considerada umas das peças mais difíceis do autor?

Alinne Moraes — Essa personagem oferece todas as possibilidades que uma atriz procura. Em alguns momentos, o texto é extremamente machista, e, em outros, feminista. A Doroteia começa alegre, meiga, carinhosa, e vai se transformando. Fica amarga, definha, torna-se uma vítima da própria vaidade. Eu me identifico com ela.

VEJA SÃO PAULO — Essa identificação vem do fato de você também pagar um preço por ser bonita? A beleza origina bullying, não?

Alinne Moraes — Eu saí de Sorocaba e vim para São Paulo aos 14 anos para trabalhar como modelo. Botava boné, óculos e roupa larga para não ser notada pelos homens. Claro, faltava maturidade para lidar com isso. Mas ainda vejo que, quando aparecem atores fazendo grandes trabalhos, logo vem o comentário: “Ele conseguiu o papel por ser bonito”. Eu me identifico muito mais com a Doroteia porque as pessoas sempre precisam estar inseridas em grupos. A sociedade faz a exigência e você passa a se adequar ao outro e ao que ele pensa para ser aceito.

VEJA SÃO PAULO — O trabalho no teatro demorou para começar por causa das novelas?

Alinne Moraes — A Globo sempre apoiou minhas decisões. Fiz cinco filmes nos últimos anos e há uma década emendo uma novela na outra. O meu interesse pelo teatro foi tardio. Vi a primeira peça da minha vida aos 17 anos. Nunca recebi incentivo para assistir a espetáculos na minha família, e até agora só tinha atuado em uma montagem, "Dhrama — O Incrível Diálogo entre Krishna e Arjuna", dirigida por João Falcão em 2007. Quando faço um mergulho como o de "Doroteia", percebo que conheço muito pouco. Já li outros textos do Nelson, como "O Beijo no Asfalto" e "A Falecida", mas preciso correr atrás. Esse trabalho vai me trazer novos ares, inclusive na TV.

publicidade

Avaliação de VEJA SP

Não foi avaliado

Avaliação de VEJA SP

Péssimo

Avaliação de VEJA SP

Fraco

Avaliação de VEJA SP

Regular

Avaliação de VEJA SP

Bom

Avaliação de VEJA SP

Muito bom

Avaliação de VEJA SP

Excelente

Avaliação dos usuários

Ainda não foi avaliado

Avaliação dos usuários

Péssimo

Avaliação dos usuários

Fraco

Avaliação dos usuários

Regular

Avaliação dos usuários

Bom

Avaliação dos usuários

Muito bom

Avaliação dos usuários

Excelente

Avaliação do usuário

Péssimo

Avaliação do usuário

Fraco

Avaliação do usuário

Regular

Avaliação do usuário

Bom

Avaliação do usuário

Muito bom

Avaliação do usuário

Excelente

Comente

Envie por e-mail