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Confira 10 mitos sobre a vacina do HPV (e por que são falsos)

O Instituto Butantan desmente informações falsas para incentivar a imunização precoce contra o papilomavírus humano

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
30 nov 2025, 16h15 •
A vacina do HPV: Instituto Butantan desmente mitos sobre a imunização
A vacina do HPV: Instituto Butantan desmente mitos sobre a imunização  (Comunicação Butantan/Divulgação)
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  • O Novembro Azul está chegando ao fim, e, além do câncer de próstata, outro tema importante para a saúde do homem é a conscientização sobre os riscos e a prevenção do papilomavírus humano (HPV).

    Instituto Butantan publicou nesta semana uma lista que desmente dez mitos sobre a vacina do HPV, com explicações do médico Mário Bochembuzio.

    Esta vacina é ferramenta importante de prevenção para vários tipos de câncer em homens e mulheres, como os de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente em dose única pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a faixa etária de 9 a 19 anos.

    Além disso, grupos prioritários com condições específicas de saúde, como pessoas imunossuprimidas e vítimas de violência sexual, podem receber a vacina até os 45 anos, seguindo um esquema de doses adaptado, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

    Confira dez mitos sobre a vacina do HPV

    1. “A vacina incentiva o início da atividade sexual”
    FALSO
    . Não há qualquer estudo que mostre que jovens vacinados começam a ter relações sexuais mais cedo. Essa suposta correlação não tem qualquer comprovação científica ou estatística. A vacinação é um ato de cuidado com a saúde, e evita casos de câncer e outros problemas de saúde muito graves na juventude ou idade adulta. Como as crianças não têm autonomia para decidir, é importante que os pais entendam que a vacina é uma ferramenta essencial para proteger os filhos de doenças debilitantes e que podem levar a amputações e mortes.

    2. “A vacina causa câncer”
    FALSO. É exatamente o oposto: a vacina previne o câncer. O HPV pode causar câncer de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. Isso porque o Papilomavírus Humano é um grupo de ao menos 200 vírus diferentes, sendo os tipos 16 e 18 os mais agressivos.  A vacina funciona de maneira inteligente e segura: ela é feita com Partículas Semelhantes ao Vírus (VLPs), que são como “capas” ocas do vírus, sem nenhum material genético dentro. Essas partículas não podem causar infecção nem câncer, mas ensinam o sistema imunológico a reconhecer e destruir o vírus verdadeiro caso a pessoa entre em contato com ele no futuro.

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    3. “A vacina não é segura para crianças e adolescentes”
    FALSO
    . A vacina é muito segura para essa faixa etária. Além disso, é exatamente nessa idade (entre 9 e 14 anos) que a resposta do corpo à imunização é melhor. A vacina que está incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação desde 2014 e tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aprova o uso de medicamentos e imunizantes no Brasil. Em seu documento Janeiro Verde: um alerta sobre a prevenção e a conscientização sobre o câncer de colo do útero, o órgão regulatório afirma que o imunizante é fiscalizado pelas vigilâncias sanitárias locais constantemente para garantir uma vacina segura e eficaz para a população.

    4. “A vacina do HPV tem muito alumínio e faz mal”
    FALSO.
     A quantidade de alumínio na vacina é muito pequena e sua composição é validada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Aliás, o alumínio já é usado em muitos imunizantes há décadas como adjuvante – substância adicionada para melhorar a estabilidade do produto, ou seja, o aspecto da fórmula –, mas em quantidades tão pequenas que não faz mal à saúde. Doses pequenas de alumínio, mas maiores do que a utilizada como adjuvante vacinal, são ingeridas cotidianamente em alimentos e na água sem malefícios à saúde humana.

    5. “Vacina em dose única é menos eficaz”
    FALSO.
     Estudos recentes e a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já mostraram que uma única dose da vacina oferece uma proteção forte e duradoura. Seguindo essa recomendação, o Ministério da Saúde adotou em 2024 o esquema de dose única para ampliar a vacinação e proteger um número ainda maior de jovens. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente a vacina contra o HPV para meninas e meninos entre 9 e 19 anos, com esquema de dose única. Outros grupos populacionais também podem se vacinar, como pessoas que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos entre 9 e 45 anos; vítimas de abuso sexual entre 15 e 45 anos que não tenham tomado a vacina; pacientes com papilomatose respiratória recorrente; e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) com idade entre 15 e 45 anos.

    6. “O HPV só causa câncer em mulheres, então homens não precisam da vacina”
    FALSO.
     Homens também são afetados pelo HPV e, por isso, vacinar os meninos protege a saúde deles e de pessoas com quem eles podem se relacionar intimamente no futuro. Um estudo de 2023 publicado na revista The Lancet Global Health mostra que quase um em cada três homens com mais de 15 anos de idade está infectado com pelo menos um tipo de papilomavírus humano (HPV) genital e um em cada cinco está infectado com um ou mais dos tipos de HPV conhecidos como de alto risco ou oncogênicos. O vírus pode causar câncer de pênis, ânus e garganta, além de verrugas genitais. Vacinar os meninos protege a saúde deles e de toda a comunidade.

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    7. “A vacina causa convulsões, problemas neurológicos ou perda de movimentos”
    FALSO.
     Mais de 15 anos de estudos mostraram que não existe nenhuma ligação entre a vacina do HPV e essas condições. Órgãos de saúde globais confirmam a segurança da vacina por meio de revisões sistemáticas feitas pelo Comitê Consultivo Global para Segurança de Vacinas (GACVS, na sigla em inglês), da OMS, de 2007 a 2015, e depois com atualizações mais recentes. As conclusões mostraram que as vacina contra HPV são seguras e eficazes, com riscos extremamente baixos e benefícios claros na prevenção de câncer. A recomendação global é continuar vacinando as pessoas elegíveis.

    8. “A vacina causa infertilidade, esterilidade ou menopausa precoce”
    FALSO.Pelo contrário, a vacina protege a fertilidade, pois previne o câncer de colo do útero que, sim, pode causar infertilidade – assim como a própria infecção por HPV, que pode desempenhar um papel significativo na causa da infertilidade masculina e feminina, segundo um estudo recente publicado na Revista Europeia de Pesquisa Médica.

    9. “A vacina aumenta o risco de coágulo no sangue (trombose)”
    FALSO.
     Estudos rigorosos não encontraram nenhum aumento no risco de trombose (coágulos) em pessoas vacinadas em comparação com as não vacinadas. Um deles foi publicado na prestigiosa revista da Associação Médica Americana (JAMA), em 2014. O estudo avaliou os resultados da aplicação da vacina de HPV em 500 mil mulheres na Dinamarca, mostrando que a vacina não estava relacionada ao aumento de casos de tromboembolismo venoso (TEV) ou coágulo sanguíneo.

    10. “A vacina causa reação anafilática”
    MUITO RARO. Como qualquer vacina, existe um risco muito pequeno de reação alérgica grave (anafilaxia), ficando em torno de 0,65 a 1,53 por milhão de doses aplicada, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Por ser uma possibilidade na aplicação de qualquer vacina, os profissionais de saúde são treinados para lidar com essa situação rara e tratável.

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