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Governo Doria recua e diz que não sabe se vacinação começa em dezembro

Em coletiva, gestão ressaltou que a CoronaVac se mostra segura, mas diretor do Butantan afirmou que não pode dar data precisa para início da imunização

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 19 out 2020, 16h06 - Publicado em 19 out 2020, 16h02

Nesta segunda-feira (19), o governo do estado de São Paulo recuou em relação à data de início da vacinação contra a Covid-19 em coletiva no Palácio dos Bandeirantes. Ela era prevista, inicialmente, para começar a ser distribuída em 15 de dezembro em profissionais da saúde

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que não acredita que seja possível lançá-la nesta data. “As perspectivas são otimistas, mas não podemos dar data precisa de quando isso vai acontecer. Esperamos que até o final deste ano”, falou na coletiva.

A vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, chegou a avisar na terça-feira passada (13) que o Brasil não terá vacinação em massa contra a Covid-19 em 2021. No melhor cenário, a médica afirmou que até o fim de 2021 é provável que o país tenha até três vacinas aprovadas para a Covid-19. 

Estudos divulgados

A gestão estadual, também na coletiva, divulgou os  testes da Coronavac com 9.000 voluntários no país. Segundo Dimas Covas, a vacina apresentou poucos efeitos colaterais. Os resultados no Brasil comprovam que ela é segura, diz o governo.

Os resultados demonstraram que 35% dos voluntários tiveram algum tipo de efeito colateral após a aplicação da vacina. O efeito mais comum foi dor no local da aplicação, indicado por 18% dos que receberam a dose.

0,1% dos voluntários tiveram febre e nenhum deles apresentou reação de grau 3, que são mais graves. “Portanto é a vacina mais segura não só no Brasil, mas no mundo”, disse Covas. 

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