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Hospital infantil aposta em brincar para melhorar tratamento de crianças

Sabará, no Higienópolis, investe 400 000 reais para ampliar brinquedoteca; atividades são acompanhadas por “brinquedistas”

Por Clayton Freitas 13 jul 2023, 10h42 | Atualizado em 13 jul 2023, 10h51
“Brinquedistas”, que são formados por pedagogas e psicólogas, acompanham os pequenos durante as atividades de brincar no Hospital Infantil Sabará
“Brinquedistas”, que são formados por pedagogas e psicólogas, acompanham os pequenos durante as atividades de brincar no Hospital Infantil Sabará  (Hospital Infantil Sabará/Divulgação/Reprodução)
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Vários estudos científicos já comprovaram a importância de oferecer atividades lúdicas para crianças internadas em hospitais infantis. O Hospital Infantil Sabará, localizado em Higienópolis, centro da capital, decidiu levar isso a sério e investiu 400 000 reais para reformular a brinquedoteca existente no local e criou até uma equipe específica para cuidar das crianças, chamadas de “brinquedistas”, que são formados por pedagogas e psicólogas que acompanham os pequenos durante as atividades.

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“Ter uma brinquedoteca no ambiente hospitalar deixou de ser um luxo ou só um momento de distração para a criança. Hoje sabemos que a qualidade de vida, a manutenção dos estímulos neuro-psicomotores e a redução do stress durante o tratamento, tem impacto relevante no processo terapêutico”, afirma a médica infectologista Daniella Bomfim, diretora técnica do hospital.

O projeto teve início em 2022 e teve como premissa melhorar a iluminação natural do espaço localizado no 7º andar. A brinquedoteca ganhou um pergolado de plantas artificiais para permitir a convivência das famílias, além de painéis táteis para estimular a coordenação motora e percepção sensorial. “O brincar para a criança é muito importante. É o que ela faz na vida dela, é o que sabe fazer. E, quando brinca, ela esquece que está em tratamento”, afirma Sandra Mutarelli, presidente do Pensi (Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil). “Ela entra no mundo que é dela e entra num estado que se chama ‘flow’, que é como se estivesse flutuante. É o mesmo estado em que um artista fica enquanto está criando, é o da criatividade”, complementa a pesquisadora.

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Como o ambiente também faz parte do complexo hospitalar, o maior desafio foi o de incluir materiais –do piso aos brinquedos– que atendessem aos critérios de controle de infecção hospitalar. “As formas geométricas e as cores do piso proporcionam a sensação de movimento, com elementos que tornam todo o espaço um grande playground”, afirma Liliane Fernandes Soares, gerente de operações do Sabará.

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