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Mais de 200 000 mortos pela Covid-19 no Brasil

País fica atrás apenas dos EUA no número de vidas perdidas

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 7 jan 2021, 20h01 - Publicado em 7 jan 2021, 19h51

O Brasil atingiu nesta quinta-feira (7) 200 498 mortes provocadas pela pandemia do coronavírus. Os dados são do Ministério da Saúde: o país contabiliza também 7,9 milhões de diagnósticos positivos para a doença.

Dentro do cenário mundial, de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins, o Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos no número de mortos: a nação norte-americana tem 363 519 óbitos ocasionados pelo vírus.

Nas últimas semanas uma tendência de alta no número de casos foi observada em diversas regiões brasileiras, inclusive no estado de São Paulo. “Tenho que fazer um alerta e um apelo. Alerta é a circunstância de segunda onda da Covid-19, que chegou ao Brasil e mundo”, disse em coletiva na quarta-feira (6) o governador João Doria.

Durante esta semana dois hospitais da capital paulista registraram 100% de ocupação dos leitos de UTI. Segundo boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quinta, a taxa de ocupação geral é de 65% em toda a rede pública.

Cidades como Manaus vivem uma situação mais dramática. O prefeito da capital do Amazonas admitiu na terça (5) que o município vive um colapso no sistema de saúde e chegou a dizer que se os índices de mortalidades seguirem crescendo, Manaus só teria covas disponíveis para mais “dois ou três meses”. “Voltamos novamente, nesta segunda onda, a entrar nesse colapso de atendimento”, disse David Almeida (Avante).

CORONAVAC

A taxa de eficácia da CoronaVac nos testes realizados no Brasil é de 78%, revelou o governo paulista. A vacina é desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac. O percentual se aplica à prevenção de casos leves da doença. O imunizante garantiu proteção total contra mortes, casos graves e internações nos voluntários vacinados que contraíram o vírus. A vacina é a aposta do governo João Doria (PSDB) contra a Covid-19.

A gestão tucana deu detalhes de como será a vacinação no estado. Segundo o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, ela irá acontecer de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e das 7h às 17h aos sábados, domingos e feriados a partir de 25 de janeiro.De acordo com Gorinchteyn, além dos 5.200 postos de vacinação já existentes nas cidades do estado, outros quase 5 000 devem ser implementados utilizando escolas, quartéis da PM, estações de trem, terminais de ônibus e farmácias, totalizando 10 000. Cerca de 9 milhões de pessoas devem ser imunizadas na 1ª fase do plano entre idosos com mais de 60 anos, profissionais de saúde, indígenas e quilombolas.

 

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