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3 perguntas para… Vik Muniz

Artista plástico paulistano é tema do documentário "Lixo Extraordinário"

Por Miguel Barbieri Jr. 18 fev 2011, 23h46 | Atualizado em 5 dez 2016, 18h16

No domingo (27), “Lixo Extraordinário”, uma coprodução de ingleses e brasileiros, concorre ao Oscar de melhor documentário. Tema do filme, o artista plástico paulistano Vik Muniz, que se divide hoje entre Nova York e Rio de Janeiro, ajuda catadores de um aterro sanitário fluminense a sair do anonimato através da arte — um dos personagens é o simpático sindicalista Sebastião Carlos dos Santos, o agora famoso Tião.

VEJA SÃO PAULO – O Tião vai à entrega do Oscar?

Vik Muniz – Vamos juntos. O convite partiu do próprio produtor. Acredito que os diretores brasileiros, a Karen Harley e o João Jardim, devam ir. Adoraria ver o Tião subindo no palco para agradecer. Seria uma grande “tiração” de onda. Fiquei quatro anos envolvido na realização do filme e para mim esses quatro anos ainda não acabaram. De uma maneira ou de outra, eu me sinto ligado ao documentário e a seus personagens. Vai começar só agora, por exemplo, a distribuição internacional do filme. A minha relação com os catadores também continua. Não nos falamos frequentemente, mas tenho notícias deles. Com o Tião, meu contato é maior por causa do projeto da coleta seletiva, desorganizada e informal no Brasil.

VEJA SÃO PAULO – Qual era sua relação com o Oscar antes do filme?

Vik Muniz – Lembro de assistir à entrega dos prêmios numa TV em preto e branco com minha mãe, e achava que aquilo era de mentirinha, uma peça de ficção. Hoje percebo que há muito lobby por trás da premiação, uma movimentação política e promocional. De inocente, não tem nada.

VEJA SÃO PAULO – Há chances concretas de “Lixo Extraordinário” levar a estatueta de melhor documentário?

Vik Muniz – Todo mundo já sabe quais serão os vencedores em outras categorias, como melhor ator e atriz, mas quase sempre sobra para o documentário o drama de qual vai ganhar. Eu vi os outros quatro candidatos e todos têm chances. O mais espetacular deles é “Restrepo” (ainda inédito no Brasil), mas prefiro “Lixo”, pois mexe com a sensibilidade do espectador. Embora muito forte do ponto de vista emocional, o filme sai em desvantagem por não ter um assunto que toque direto o americano. “Trabalho Interno” (em cartaz nos cinemas) trata da crise econômica de 2008 nos Estados Unidos e, dizem, é o favorito.

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